Cidades

Aviões de Lama

Cunhado de Giroto e João Amorim também são alvos da 3ª fase da Lama Asfáltica

O ex-deputado federal foi preso na manhã de hoje, em casa

ALINY MARY DIAS

07/07/2016 - 08h50
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Deflagrada na manhã de hoje, a 3ª fase da Operação Lama Asfáltica, a Aviões de Lama, tem como alvos, além do ex-deputado federal e secretário de Obras do Estado, Edson Giroto, o cunhado dele Flavio Scrocchio e o empresário João Krampe Amorim. Além das prisões, a Polícia Federal também cumpre mandados de busca e apreensão de aeronaves, uma em Campo Grande e outras em cidades do Mato Grosso.

Segundo a PF, Edson Giroto foi preso logo no início da manhã, na casa dele, no Residencial Dhama 2, na Capital. Além dele, também foi preso Flavio Scrocchio, que já havia sido detido no ano passado, na primeira fase da operação.

O terceiro alvo do mandado de prisão é o empresário João Amorim, solto no dia 22 de junho depois de 42 dias preso com Giroto e outros investigadores na Lama Asfáltica. Conforme a PF, ainda não há confirmação se Amorim foi detido hoje.

A aeronave apreendida no hangar do Aeroporto Santa Maria, na Capital, de prefixo PT-TSM, consta no sistema da Agência Nacional de Aviação (ANAC) como operada pelo cunhado de Giroto. O avião está com comunicado de venda, provavelmente para Scrocchio.

Nas cidades de Rondonópolis e Cuiabá, ambas no Mato Grosso, os policiais também buscam por aeronaves que serão apreendidas. Ainda não há confirmação se houve apreensões nas cidades.

AVIÕES DE LAMA

De acordo com a Polícia Federal, a operação "Aviões de Lama - terceira fase da Lama Asfáltica" decorre da análise da documentação apreendida na segunda fase, denominada ''Fazendas de Lama'', em julho do ano passado. Na ocasião, foi possível extrair elementos indicativos que os investigados estavam dilapidando o patrimônio com revenda de bens de alto valor e distribuindo esses montantes para diversas pessoas, a fim de ocultar a origem do dinheiro.

Trata-se da alienação de aeronave no valor de R$ 2 milhões. A investigação revela que o grupo optou por se desfazer do patrimônio para fazer a divisão do produto da venda em valores menores. No caso, mediante a entrega de outra aeronave de R$ 350 mil, além de quatro cheques que foram destinados a quatro pessoas, operando assim, o fracionamento do patrimônio com o objetivo de dificultar o rastreamento do dinheiro obtido com a venda do avião.

A organização criminosa especializada em desviar recursos públicos, inclusive federais, atua no ramo de pavimentação de rodovias, construções, prestação de serviços nas áreas de informática e gráficas. Os contratos sob investigação envolvem mais de R$ 2 bilhões.

O motivo do nome da operação é em razão do modo de se desfazer da aeronave, já que o grupo utilizou de recursos públicos desviados de contratos de obras publicas, fraudes em licitações, recebimento de propinas e crimes de lavagem de dinheiro. Os presos serão encaminhados para a Superintendência da PF em Campo Grande e as aeronaves apreendidas irão permanecer nas cidades onde forem localizadas. Mais informações sobre o desdobramento da operação devem ser divulgadas no fim da manhã.

 

Crime digital

Golpe por telefone desvia mais de R$ 600 mil do Sicredi em MS

Criminoso se passou por técnico de TI, convenceu funcionários a realizar depósitos simulados e pulverizou valores em 16 contas; Polícia Civil investiga o caso

20/02/2026 05h00

Agência do Sicredi no Bairro Nova Lima, de onde dinheiro foi desviado

Agência do Sicredi no Bairro Nova Lima, de onde dinheiro foi desviado Gerson Oliveira

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Funcionários de uma agência do Sicredi, em Campo Grande, foram vítimas de um golpe aplicado por telefone em setembro do ano passado. O prejuízo para a cooperativa da capital de Mato Grosso do Sul é de R$ 665 mil. A Polícia Civil investiga o caso.

O estelionatário aplicou o golpe ao telefonar para a agência bancária, localizada no Bairro Nova Lima, e se passar por um técnico de tecnologia da informação (TI). A vítima do estelionato é a Cooperativa Sicredi Campo Grande.

O GOLPE

O criminoso fez contato pelo telefone da agência no dia 3 de setembro de 2025. Por volta do meio-dia, o telefone tocou, a estagiária atendeu e o estelionatário se identificou como integrante da equipe de suporte de tecnologia da informação do Centro Administrativo Sicredi (CAS).

Ao se apresentar como integrante do CAS, o golpista ganhou a confiança dos funcionários. A estagiária transferiu a ligação para o funcionário que estava trabalhando no caixa da agência. O criminoso então disse que precisava configurar a máquina utilizada pelo caixa para habilitar um novo procedimento de autorização de depósitos em espécie.

A estratégia do golpista deu certo, e o funcionário começou a fazer os testes, simulando – em tese – depósitos em contas. “Entre as instruções, o golpista sugeriu que fossem realizados depósitos em espécie, utilizando os dados fornecidos por ele (o golpista), como agência, conta, nome e valor”, narra o boletim de ocorrência que deu início ao inquérito que investiga o caso.

O caixa foi orientado a reiniciar o terminal a cada depósito de R$ 10 mil, valor que poderia ser feito sem a autorização do gestor. Os depósitos foram ocorrendo e, em dado momento, o golpista teve a informação – a investigação não narra se foi por meio do funcionário – de que o tesoureiro não estava na agência.

Foi então que o golpista disse ao caixa para ficar tranquilo, afirmando que, na ausência do tesoureiro, ele mesmo poderia autorizar depósitos superiores a R$ 10 mil. A ligação durou quase duas horas, e o criminoso chegou a ligar diretamente para o celular do funcionário. As simulações de depósito continuaram sendo feitas, mesmo com a troca de posto, quando uma funcionária substituiu o caixa que iniciou as primeiras operações.

Foram realizadas várias operações, sendo a maior delas no valor de R$ 70 mil. Todas tiveram como destino contas-correntes diferentes, de pessoas aleatórias. Ao todo, 16 contas foram beneficiadas com os valores desviados da agência.

O golpe só teve fim quando a funcionária considerou os valores incomuns e resolveu questionar a identidade do homem que disse trabalhar no CAS. Ele não conseguiu dar explicações plausíveis e o telefonema foi encerrado.

O criminoso, que agora a Polícia Civil tenta identificar, usava um telefone com DDD 46, da região sudoeste do Paraná. O valor desviado foi pulverizado em outras contas bancárias.

OUTRA COOPERATIVA

No ano passado, outra cooperativa, a Sicredi União MS, já havia sido alvo de golpistas em Campo Grande. O prejuízo, na época, foi de R$ 220 mil.

Segundo o boletim de ocorrência, transformado em inquérito, criminosos teriam clonado o telefone celular de um diretor da cooperativa e, passando-se por ele, iniciado contato com funcionários para solicitar transferências bancárias. A abordagem começou com mensagens enviadas a um assessor de recuperação de crédito, que repassou o contato do setor responsável pelos pagamentos.

A funcionária encarregada das operações financeiras recebeu pedidos para realizar três transferências a contas no Banco Will, totalizando R$ 220 mil. Acreditando tratar-se de uma solicitação legítima da diretoria, ela efetuou os repasses. Apenas depois surgiram suspeitas sobre a autenticidade do número utilizado pelos golpistas.

O dinheiro foi rapidamente pulverizado em outras contas, dificultando o rastreamento. A funcionária acabou demitida após o episódio. A Polícia Civil reúne depoimentos, comprovantes e registros de conversas para identificar os responsáveis pelo golpe.

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PRISÃO

Polícia Civil apreende carga de cocaína avaliada em R$ 3 milhões

As drogas foram localizadas no Bairro Nova Lima. Durante a ação, um dos suspeitos ainda tentou danificar o celular

19/02/2026 19h15

As drogas foram localizadas em um imóvel residencial no bairro Nova Lima

As drogas foram localizadas em um imóvel residencial no bairro Nova Lima Divulgação: Polícia Civil

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O Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO) realizou, nesta quinta-feira (19), a prisão em flagrante de dois indivíduos pela prática dos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Junto aos suspeitos, foram apreendidos aproximadamente 40,8 kg de cocaína.

A grande quantidade de droga apreendida representa prejuízo estimado em aproximadamente R$ 3,06 milhões ao crime organizado, considerando o valor médio de comercialização do entorpecente.

A ação teve início após levantamento de um imóvel residencial localizado no bairro Nova Lima, que estaria sendo utilizado como depósito de cocaína.

Após monitoramento dos policiais da DRACCO, foi realizada a abordagem a um dos investigados, que transportava 9,2 kg de cocaína.

No prosseguimento da investigação, a equipe policial entrou no imóvel, onde foram localizados outros 30 tabletes da droga, totalizando cerca de 31,6 kg. Durante a ação, um dos suspeitos ainda tentou danificar o celular.

Diante da gravidade concreta dos fatos, foi pedido a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva. As investigações prosseguem sob sigilo.

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