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STJ faz dois novos pedidos para processar Puccinelli

STJ faz dois novos pedidos para processar Puccinelli

FERNANDA BRIGATTI

13/12/2011 - 00h02
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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) pediu autorização da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul para processar o governador André Puccinelli (PMDB) em duas ações criminais. Essa é a segunda vez que o Judiciário aciona o Legislativo na tentativa de investigar André. Na primeira vez, em dezembro de 2009, o pedido para processar o governador por lavagem de dinheiro foi recusado antes de chegar ao plenário, ainda na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Agora, a ministra Nancy Andrighi novamente requereu autorização para investigar possíveis crimes cometidos pelo governador na doação da Área do Papa (hoje batizada de Praça do Papa), em Campo Grande, e na concessão do serviço de água e esgoto ao Consórcio Guariroba. Os casos aconteceram quando André era prefeito da Capital.

Os pedidos só devem ser analisados no próximo ano, pois a Assembleia entra em recesso nesta semana e, segundo o presidente Jerson Domingos (PMDB), o Legislativo ainda não foi notificado.

Nancy Andrighi é a relatora em três ações penais contra o governador André Puccinelli. Ela relatou também o pedido de investigação que acabou recusado pelos deputados, no qual André era suspeito de levagem de dinheiro para enriquecimento ilícito. Em julho deste ano, a ministra negou o pedido de arquivamento feito pela defesa do governador, pois o considerou "prejudicado ante o oferecimento de denúncia pelo Ministério Público Federal".

A denúncia do MPF, oferecida pela subprocuradora-geral da República, Áurea Maria Etelvina Lustosa Pierre, aponta o governador pela prática de crimes que ferem a Lei 8.666, da Licitações, e o Decreto-Lei 201, que trata dos crimes de responsabilidade dos prefeitos. Além de não ter cumprido corretamente os ritos legais das licitações, ele também teria se apropriado de bens públicos em proveito próprio.

 Autorização

A ministra, em seu relatório, destacou que "no estágio em que se encontra a ação penal", primeiro a Assembleia Legislativa deve exercer a prerrogativa de deliberar sobre a concessão ou não de licença para processar o governador André Puccinelli. Esse procedimento é previsto no artigo 63 da Constituição Estadual. Nancy Andrighi ressaltou também um precedente segundo o qual "a autorização da Assembleia Legislativa há de preceder à decisão sobre o recebimento ou não da denúncia ou da queixa".

A blindagem realizada pelos deputados em 2009 impediu o MPF de investigar André por enriquecimento ilícito, pois ele não conseguiu comprovar os motivos de sua evolução patrimonial. Na análise das contas bancárias do governador, o MPF achou a movimentação incompatível com suas atividades de prefeito, cargo que ocupou até 2004.

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Operação Leviatã 2

Polícia Civil deflagra operação contra avanço do Comando Vermelho em MS; dois suspeitos morrem

Dos quatro alvos da operação, três foram localizados em Rondonópolis, no Mato Grosso, e um em Coxim

11/06/2026 17h00

Foto: Divulgação / PCMS

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul deflagrou nesta quinta-feira (10) a segunda fase da Operação Leviatã, voltada ao combate à expansão da organização criminosa Comando Vermelho no Estado.

Durante a ação, quatro mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão foram cumpridos em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Dois investigados morreram após confronto com policiais em Rondonópolis (MT).

A operação foi coordenada pelo Departamento de Polícia Especializada (DPE), por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras), em conjunto com o Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), através da Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Decco).

Segundo a Polícia Civil, a investigação apura a atuação de integrantes da facção criminosa envolvidos em crimes graves praticados na região norte de Mato Grosso do Sul. Dos quatro alvos da operação, três foram localizados em Rondonópolis, no Mato Grosso, e um em Coxim.

Durante o cumprimento de um dos mandados em Rondonópolis, equipes do Garras localizaram um dos principais investigados em uma residência apontada como esconderijo da organização criminosa. Conforme a polícia, dois suspeitos reagiram à abordagem utilizando armas de fogo e passaram a representar risco aos agentes que participavam da operação.

Diante da situação, houve intervenção policial para conter a agressão. Os dois homens foram socorridos e encaminhados a uma unidade hospitalar da região, mas não resistiram aos ferimentos e morreram.

No imóvel, os policiais apreenderam armas de fogo supostamente utilizadas pelos investigados, além de uma quantidade de droga com características semelhantes à maconha. Todo o material foi recolhido para perícia e demais procedimentos de polícia judiciária.

De acordo com a Polícia Civil, a Operação Leviatã 2 integra uma série de ações permanentes de enfrentamento às organizações criminosas e ao tráfico de drogas no Estado. O objetivo é desarticular a estrutura da facção, identificar novos integrantes e impedir o avanço de suas atividades em Mato Grosso do Sul.

As investigações continuam para localizar outros envolvidos. 

Vandalismo

Campo Grande registra 113 ataques a semáforos e perde 3 km de cabos em 2026

Furtos, vandalismo e até ataques de aves comprometem a sinalização viária e obrigam prefeitura a redirecionar recursos para manutenção emergencial

11/06/2026 16h47

Foto: Divulgação

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A segurança e a fluidez do trânsito de Campo Grande vêm sendo impactadas por uma sequência de furtos e atos de vandalismo contra a rede semafórica da Capital.

Somente nos primeiros meses de 2026, a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) contabilizou 113 ocorrências envolvendo furtos, tentativas de furto e depredação de equipamentos responsáveis pelo controle do tráfego em diferentes regiões da cidade.

O balanço do órgão aponta que os casos já resultaram na elaboração de 93 boletins de ocorrência e acenderam o alerta sobre os prejuízos causados à mobilidade urbana, à segurança viária e aos cofres públicos.

Entre os danos mais significativos está o furto de aproximadamente 3 mil metros de cabos elétricos utilizados na alimentação dos semáforos. Além disso, criminosos levaram 12 controladores semafóricos, equipamentos considerados essenciais para o funcionamento e a sincronização dos cruzamentos.

A retirada desses dispositivos provoca a interrupção total da sinalização em diversos pontos da cidade, aumentando os riscos de acidentes e exigindo resposta imediata das equipes técnicas da Agetran.

Equipamentos apagados elevam riscos no trânsito

Quando um semáforo deixa de funcionar, motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres passam a depender exclusivamente das regras gerais de circulação para atravessar os cruzamentos, situação que pode gerar conflitos e aumentar a possibilidade de colisões.

Segundo Ciro Ferreira, diretor-presidente da Agetran, que conversou com a equipe de reportagem do Correio do Estado, a recuperação dos equipamentos danificados exige o deslocamento de equipes especializadas, a reposição de materiais e, em alguns casos, a reconstrução completa da estrutura comprometida.

"Quando um componente semafórico é furtado, o prejuízo vai muito além do equipamento. A população perde uma ferramenta fundamental para a organização e a segurança do trânsito, especialmente em cruzamentos de grande movimento. Essas ocorrências colocam em risco a vida de motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres, exigindo dos condutores atenção redobrada ao cruzar a via. Além dos impactos na mobilidade urbana, esses atos demandam a mobilização de equipes técnicas e de recursos públicos que poderiam ser destinados a melhorias no sistema viário. A AGETRAN permanece à disposição para atuar da forma mais ágil possível no restabelecimento dos equipamentos afetados, mas reforça a importância do apoio da sociedade no combate a esse tipo de crime", disse Ciro Ferreira.

Problema vai além da ação criminosa

Embora os furtos representem a maior parte das ocorrências, a Agetran também enfrenta outros desafios relacionados à manutenção da rede semafórica.

Neste ano, foram registradas 15 ocorrências envolvendo ataques de periquitos aos equipamentos. As aves costumam danificar componentes e fiações instaladas nos semáforos, provocando falhas operacionais que exigem reparos técnicos.

Outro problema recorrente são as colisões de veículos contra postes e estruturas de sustentação. Esses acidentes frequentemente comprometem o funcionamento da sinalização e obrigam a realização de intervenções emergenciais para restabelecer a operação dos cruzamentos.

Recursos deixam de ser investidos em melhorias

De acordo com a Agetran, os impactos financeiros dos furtos e atos de vandalismo vão além da simples reposição de peças.

Recursos que poderiam ser destinados à modernização da sinalização, ampliação da infraestrutura viária e projetos de mobilidade urbana acabam sendo direcionados para a recuperação de equipamentos danificados.

A situação gera um efeito em cadeia, retardando investimentos planejados para melhorar a circulação de veículos e a segurança dos usuários das vias públicas.

Monitoramento e manutenção diária

Para reduzir os impactos causados pelas ocorrências, a agência mantém equipes atuando diariamente no monitoramento e na manutenção dos semáforos espalhados pela Capital.

Sempre que uma falha é identificada, técnicos são mobilizados para realizar os reparos necessários e restabelecer a sinalização no menor tempo possível, minimizando os transtornos para a população.

 População pode ajudar

A Agetran orienta que qualquer irregularidade observada nos semáforos seja comunicada imediatamente à Central 156. O registro permite o acionamento rápido das equipes responsáveis e contribui para aumentar a segurança de motoristas e pedestres.

A participação da população também é considerada fundamental para auxiliar na identificação de atos de vandalismo e furtos que comprometem o funcionamento da rede semafórica da cidade.

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