Cidades

REAJUSTE

Em 61 cidades, professores recebem menos do que o piso salarial

Em 61 cidades, professores recebem menos do que o piso salarial

celso bejarano

29/02/2012 - 00h02
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Professores da rede pública de 61 dos 78 municípios do Estado recebem menos do que o piso salarial da categoria, de R$ 1.451, reajustado em 22,22% pelo Ministério da Educação (MEC). A Federação dos Trabalhadores em Educação (Fetems) avisou que se os salários não forem corrigidos, vai à Justiça. Já a Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul) acha que o cumprimento da norma pode provocar "colapso financeiro" nas prefeituras.

Por determinação MEC, o piso do professor, com nível médio e jornada de 40 horas semanais, é de R$ 1.451 e o novo valor deve ser retroativo a 1º de janeiro. O presidente da Assomasul e prefeito de Chapadão do Sul, Jocelito Krug (PMDB), disse que só teria uma maneira de os prefeitos cumprirem a regra do MEC: "o governo federal precisa cumprir a sua parte e liberar mais recursos para a Educação. Caso contrário, nós [prefeitos] vamos pagar o salário do professor e dar calote nos fornecedores, por exemplo", disse.

Krug não soube precisar ainda o tamanho do impacto que o reajuste deva causar na folha de pagamento das prefeituras. "Algumas prefeituras teriam que fechar as portas, simplesmente isso", disse ele. "Vamos buscar ajudar financeira, não há outro jeito", disse. No País, segundo a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), o impacto nas contas dos 5,5 mil municípios será de R$ 1,6 bilhão.

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IPTU

Adriane veta projeto de lei que suspende taxa do lixo nos carnês do IPTU

Prefeita afirma que Perfil Socioeconômico Imobiliário (PSEI) integra a base de cálculo do ano de 2017, e por ser um instrumento técnico-cadastral depende de atualização e operacionalização administrativa

13/01/2026 19h07

Adriane Lopes, prefeita de Campo Grande

Adriane Lopes, prefeita de Campo Grande Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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Na tarde desta terça-feira (13), a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), vetou o projeto de Lei Complementar n. 1.016/2026, aprovado na noite de ontem (12), o qual suspendia a taxa do lixo cobrada juntamente com o carnê do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). A decisão foi publicada na edição extra n. 8.188 do Diogrande.

"Em consulta à Procuradoria-Geral do Município (PGM), houve manifestação pelo veto total, argumentando para tanto que a proposta invade competência do Executivo para regulamentar e executar serviço público e administrar o lançamento tributário (vício formal de iniciativa e vício material por violação à separação de poderes); indevidamente substitui instrumento técnico-cadastral por decisão legislativa casuística, contrariando a deferência institucional a escolhas técnicas complexas (doutrina Chenery); e implica renúncia de receita e criação de despesa, sem observância das exigências de estimativa e compensação fiscal impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e pelo Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), em afronta ainda às diretrizes e mandamentos do marco federal do saneamento".

O primeiro argumento que a prefeita utiliza para vetar o PLC é que o Perfil Socioeconômico Imobiliário (PSEI) integra a base de cálculo prevista em lei aprovada no ano de 2017, ou seja, sendo instrumento técnico-cadastral depende de atualização e operacionalização administrativa.

"Não houve “mudança na lei”, apenas subsunção da lei aos fatos geradores, com saneamento cadastral e territorial: georreferenciamento dos imóveis, vinculação às rotas efetivas de coleta e correção de distorções históricas (inclusive imóveis atendidos com coleta de lixo que não eram tributados)".

O ato também afirma que o Decreto n. 16.402/2025 se limita à execução e publicidade do lançamento e pagamento do exercício, sem inovar no critério legal.

Em relação ao projeto de lei, aprovado ontem em sessão extraordinária, o Executivo diz que este não se limita a propor alteração legislativa abstrata e prospectiva do modelo de cobrança. Afirma que, na prática, ele substitui o ato técnico-administrativo de implementação (do PSEI aplicável ao exercício) por um “congelamento” legislativo em favor do cartograma de classificação anterior, além de interferir diretamente no ciclo de lançamento ao impor ressarcimento e prazo exíguo de regulamentação.

A prefeita também considera que o PLC n. 1.016/2026 promove "ingerência casuística", ou seja, se intromete de forma específica na administração e invade a competência típica do Executivo, que está para regulamentar e executar o serviço público e gerir a administração tributária (cadastro, lançamento, operacionalização e gestão de restituições), configurando vício formal de iniciativa e ofensa à separação de poderes. 

"O legislador pode definir o regime jurídico em lei; porém, quando o projeto, em vez de reformar a lei com critérios gerais, passa a escolher qual mapa técnico deve ser aplicado, interferindo na execução e impondo comandos administrativos concretos (incluídas devoluções e prazos), ultrapassa o campo legislativo e adentra a reserva de administração".

O parecer da Procuradoria-Geral do Município (PGM) cita a Doutrina Chenery, a qual diz que "em matérias técnico-complexas, o controle externo deve se concentrar na legalidade, coerência e racionalidade mínima do ato, não sendo adequado substituir a motivação e o mérito técnico da Administração por fundamento reconstruído externamente".

No último tópico apontado para vetar a suspensão da taxa do lixo, o Executivo considera que o projeto está em desconformidade com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), pois implica renúncia de receita e potencial criação de despesa (ressarcimento), sem estimativa e compensação, além de contrariar as diretrizes de sustentabilidade do marco federal do saneamento (Lei n. 11.445/2007).

Projeto aprovado

Em sessão extraordinária na noite de segunda-feira (12), a Câmara Municipal de Campo Grande, em votação unânime em sessão em que compareceram 20 vereadores, derrubou o decreto da prefeita Adriane Lopes que vinculava a taxa do lixo ao novo Perfil Socioecoômico Ambiental (PSEI). A mudança levou a taxa do lixo a subir consideravelmente para aproximadamente 45% dos lotes. 

O projeto de lei aprovado pelos vereadores em sessão extraordinária restabeleceria os critérios da taxa de lixo vigentes desde 2017, mais um fator de dificuldade para lançar o imposto. 

Aumento

A mudança do PSEI provocou reclamações institucionais e na Câmara de Vereadores, que reverberaram as queixas de suas bases. O maior motivo é que a incidência do PSEI fez a taxa do lixo disparar em vários bairros, sobretudo na região Oeste, como Mata do Jacinto, Chácara dos Poderes e Jardim Noroeste, disparar. 

O aumento do IPTU provocou uma enxurrada de ações na Justiça. Há mandados de seguranças de pessoas físicas, de uma associação, e até mesmo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS) contra o aumento do IPTU. 

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CAMPO GRANDE

Chuva causa alagamento e deixa motoristas ilhados em Campo Grande

No viaduto da saída para Três Lagoas, parte da via virou um rio e tráfego foi paralisado após carros não conseguirem atravessar a via

13/01/2026 18h51

Carros que se arriscaram a passar pela via ficaram presos no alagamento

Carros que se arriscaram a passar pela via ficaram presos no alagamento Foto: Reprodução

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As chuvas que caíram em Campo Grande na tarde desta terça-feira (13) foram rápidas, mas o suficiente para causar alagamento em alguns pontos da cidade.

Um dos locais que ficou alagado é a Avenida Ministro João Arinos, na saída para Três Lagoas, embaixo do viaduto.

Vídeos divulgados nas redes sociais mostram que o trecho virou um rio e motoristas que se arriscaram a passar pelo local acabaram presos no alagamento.

Em um dos vídeos, é possível ver ao menos três veículos parados, sendo um caminhão, uma caminhonete e um carro de passeio, que chegou a ficar com parte frontal submersa.

Além disso, outros motoristas mais cautelosos evitaram enfrentar a enxurrada e aguardavam a água baixar, paralisando o tráfego no local.

A chuva forte durou menos de uma hora e até a publicação desta reportagem ainda não havia dados de quantos milímetros choveu.

As chuvas têm sido frequentes na Capital durante o mês de janeiro e são típicas de verão, que são precipitações fortes e rápidas.

Na semana passada, no dia 6, o temporal também causou alagamentos e alguns estragos, entre eles, a Avenida Rachid Neder, que é considerado um ponto crítico em períodos de chuva, teve parte do asfalto arrancado. O trecho foi recuperado na última sexta-feira (9), com liberação total da via.

 

Alerta de tempestade

As chuvas devem continuar ao longo da semana em Campo Grande .A previsão do tempo indica que esta semana terá um padrão típico de verão, caracterizado por calor e pancadas de chuvas ao longo do dia com possibilidade de tempestades para algumas regiões.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) tem alerta vigente de perigo potencial para tempestade, válido para vários municípios do Estado, incluindo a Capital. 

Conforme o alerta, pode ocorrer chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos intensos (40-60 km/h), e queda de granizo.

Desta forma, há baixo risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de galhos de árvores e de alagamentos.

O instituto alerta que, em caso de rajadas de vento, a população não se abrigue debaixo de árvores, pois há leve risco de queda e descargas elétricas e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.

Também é recomendado evitar usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada.

Em caso de ocorrências relacionadas à chuva, a dica é acionar a Defesa Civil (telefone 199) ou o Corpo de Bombeiros (telefone 193).

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