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Dilma intervém para evitar guerra envolvendo os índios e fazendeiros

Dilma intervém para evitar guerra envolvendo os índios e fazendeiros

DA REDAÇÃO

29/11/2013 - 00h00
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A um dia do prazo dado por produtores rurais e indígenas para resolução dos conflitos agrários em Mato Grosso do Sul, a presidente da República Dilma Rousseff resolveu intervir e encaminhou dois representantes na tentativa de apaziguar os ânimos entre indígenas e donos de fazendas, segundo reportagem na edição desta sexta-feira (28) do jornal Correio do Estado.

O assessor especial do Ministério da Justiça, Marcelo Veiga, e o coordenador-geral de Movimentos do Campo e Territórios da Secretaria-Geral da Presidência da República, Nilton Tubino, reuniram-se ontem com o governador André Puccinelli e com o arcebispo de Campo Grande, Dom Dimas Lara Barbosa, além de representantes de indígenas e de fazendeiros. No fim da tarde, eles seguiram para a Aldeia Buriti, em Sidrolândia.

A notícia transmitida pelos emissários de Dilma Rousseff é que o mapeamento das benfeitorias feitas pelos proprietários das 29 fazendas localizadas na Terra Indígena Buriti foi concluído pela Fundação Nacional do Índio (Funai) e Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer). Agora, depende apenas da avaliação final, que será feita pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). É esta avaliação final que vai estabelecer o preço de cada uma das propriedades e respectivas benfeitorias. A reportagem é de Eduardo Miranda e Patrícia Belarmino.

INTERVENÇÃO NO TRANSPORTE

Adriane intervém no Consórcio Guaicurus e nomeia advogado cuiabano

Ao final do período, os interventores vão emitir um relatório e a prefeita decidirá se rompe ou não o contrato de concessão

16/06/2026 09h25

Fiscalização encontrou quase 100 ônibus com 10 anos na frota do transporte coletivo da Capital

Fiscalização encontrou quase 100 ônibus com 10 anos na frota do transporte coletivo da Capital Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Em publicação feita no Diário Oficial (Diogrande), desta terça-feira (16), a prefeita de Campo Grande Adriane Lopes (PP) decretou a intervenção na concessão do Sistema Municipal de Transporte Coletivo Urbano, executado pelo Consórcio Guaicurus, pelo prazo de até 180 dias.

A Prefeitura nomeou Aléxandro Adriano Lisandro de Oliveira como interventor, a quem são conferidos os poderes necessários para a prática dos atos indispensáveis à execução da intervenção. Ele já ocupou o cargo de diretor de regulação e fiscalização da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Cuiabá (MT).

Além de Aléxandro, outros três foram nomeados: o economista e consultor empresarial Rodolfo Bahiense Fernandes, como interventor administrativo-financeiro; Alexandre Souza Moreira será o interventor jurídico, ele ocupa cargo de confiança na Agetran e é chefe da Junta Administrativa de Recursos de Infrações e Transportes; e Robson Tadeu Pereira, como interventor operacional.

Ao término da intervenção, a prefeita, em vista do relatório final dos interventores e do resultado do procedimento administrativo, decidirá sobre: o encerramento da intervenção e a devolução do serviço à atual gestão do Consórcio, com ou sem condicionantes; a aplicação de sanções contratuais cabíveis; a decretação da caducidade da concessão, mediante processo administrativo específico; e a adoção de outras medidas administrativas e judiciais pertinentes.

Para o cumprimento de suas atribuições, os interventores poderão praticar os seguintes atos:

I – assumir a gestão administrativa, jurídica, operacional e financeira da concessão, praticando todo e qualquer ato, visando assegurar adequada execução do contrato de concessão;
II – nomear equipe técnica de apoio aos atos da intervenção;
III – expedir ordens de serviço e atos administrativos necessários à execução e à fiscalização do serviço;
IV – requisitar livros, documentos, contratos, registros contábeis, demonstrativos financeiros, bancos de dados, sistemas informatizados e quaisquer outras informações relacionadas à concessão;
V – ter acesso irrestrito aos bens reversíveis e aos bens vinculados à prestação do serviço, incluindo garagens, oficinas, terminais, estações, equipamentos, sistemas de bilhetagem, centros de controle operacional e veículos;
VI – determinar auditorias, inspeções, perícias e levantamentos técnicos, contábeis, financeiros, operacionais e patrimoniais;
VII – adotar medidas urgentes destinadas à preservação da segurança dos usuários e da continuidade do serviço;
VIII – promover a revisão dos procedimentos operacionais e de manutenção da frota;
IX – requisitar o apoio dos órgãos e entidades da Administração Pública Municipal;
X – apresentar recomendações e planos de ação para saneamento das irregularidades identificadas;
XI – praticar os demais atos necessários ao cumprimento das finalidades da intervenção.

Durante a vigência da intervenção, ficam suspensos os poderes de gestão dos administradores da concessionária relativamente aos serviços objeto da concessão.

A remuneração do interventor e dos demais integrantes da equipe corresponderá ao valor mensal bruto de referência até então percebido pelo ocupante da função executiva máxima responsável pela gestão do Consórcio Guaicurus, da empresa líder ou das empresas consorciadas, respeitado o teto remuneratório municipal (R$ 31.912,56, valor referente ao salário da prefeita), devendo seu custeio ocorrer com recursos vinculados à própria concessão.

No prazo de até 30 dias, deverá ser instaurado o procedimento administrativo, assegurando-se ao Consórcio Guaicurus o contraditório e a ampla defesa. 

Os interventores deverão apresentar relatório preliminar em 90 dias e relatório final ao término do processo, contendo as conclusões sobre as causas determinantes da medida e as recomendações pertinentes.

Finalidade

A intervenção terá o objetivo de assegurar a continuidade, regularidade, eficiência e segurança da prestação do serviço público de transporte coletivo urbano do Município de Campo Grande. Além disso, deverá apurar as causas determinantes das irregularidades apontadas nos relatórios técnicos e administrativos da Comissão Especial e Agencias reguladoras.

A intervenção serve também para verificar a situação operacional, econômico-financeira, contábil, patrimonial e contratual da concessão; identificar eventuais responsabilidades dos administradores, gestores e demais agentes envolvidos; e, por fim, propor medidas corretivas e soluções consensuais aptas a garantir a adequada prestação do serviço.

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CULTURA

Programa destina R$ 29 milhões para ampliar acesso à Lei Rouanet no Centro-Oeste

Iniciativa inédita do Ministério da Cultura vai financiar projetos de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal, com foco na descentralização dos recursos

16/06/2026 09h00

Lançamento do Programa Rouanet Centro-Oeste ocorreu em Cuiabá (MT) e reuniu representantes do Ministério da Cultura e gestores da região

Lançamento do Programa Rouanet Centro-Oeste ocorreu em Cuiabá (MT) e reuniu representantes do Ministério da Cultura e gestores da região Divulgação

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Uma nova iniciativa voltada ao fortalecimento da produção cultural no Centro-Oeste promete ampliar o acesso de artistas e produtores da região aos recursos da Lei Rouanet. Lançado na última segunda-feira (15), em Cuiabá (MT), o Programa Rouanet Centro-Oeste contará com investimento de R$ 29 milhões destinados a projetos culturais de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal.

A ação é coordenada pelo Ministério da Cultura (MinC) e reúne recursos de empresas públicas e estatais, entre elas Petrobras, TBG (Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil), Transpetro, Fundação Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

O objetivo é aumentar a participação dos estados do Centro-Oeste nos mecanismos federais de incentivo à cultura, historicamente concentrados em outras regiões do país. Além do financiamento de projetos, o programa prevê medidas para estimular a participação de novos proponentes e ampliar a distribuição dos recursos entre diferentes territórios.

Representando Mato Grosso do Sul no lançamento, o diretor-presidente da Fundação de Cultura do Estado, Eduardo Mendes Pinto, afirmou que a iniciativa abre novas oportunidades para o setor cultural sul-mato-grossense.

Segundo ele, o programa pode ampliar o acesso de artistas, produtores, instituições e coletivos culturais às fontes de financiamento, contribuindo para a geração de emprego e renda por meio da economia criativa.

A proposta também prevê a valorização da diversidade cultural da região, contemplando manifestações populares, culturas tradicionais e iniciativas desenvolvidas em diferentes contextos sociais e territoriais.

De acordo com o Ministério da Cultura, as regras para participação, os critérios de seleção e os procedimentos de inscrição serão divulgados em publicação no Diário Oficial da União. A expectativa é de que o programa aumente significativamente o número de projetos do Centro-Oeste contemplados pelos investimentos viabilizados por meio da Lei Rouanet.

Além de fomentar a produção artística, a iniciativa busca impulsionar o desenvolvimento econômico do setor cultural nos quatro estados beneficiados.

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