Cidades

BRASILÂNDIA

Audiência de conciliação será realizada entre indígenas e fazendeiros

Comunidade Ofayé-Xavante ocupou parte de fazenda em Brasilândia

Continue lendo...

Audiência de conciliação entre comunidade indígena Ofayé-Xavante e proprietários da fazenda Santana, ocupada pelos índios desde o dia 6 deste mês, será realizada no dia 22 de fevereiro, na 1ª Vara da Justiça Federal em Três Lagoas. Propriedade está localizada em Brasilândia.

Conciliação foi proposta pelo Ministério Público Federal (MPF) para evitar conflito entre indígenas e fazendeiros, já que os Ofayé-Xavante demonstraram intenção de permanecer nos limites da propriedade, identificada como tradicional pelo Ministério da Justiça.

Território foi ocupado por cerca de 40 indígenas, que reivindicam finalização do processo demarcatório da área, iniciado em 1987 e pado há oito anos na Fundação Nacional do Índio.

Em janeito deste ano, MPF conseguiu decisão liminar que obriga a Funai a retomar e concluir o processo demarcatório em até seis meses, sob pena de multa diária de R$ 1 mil.

Tentativa de acordo será às 14h30.

Processo Seletivo

Governo do Estado lança processo seletivo para programa de estágio com foco em inovação e ESG

O novo projeto visa oferecer formação para estudantes que querem trabalhar em órgãos governamentais

11/03/2026 11h00

Governo lança programa de estágio, visando inovação e formação de ESG

Governo lança programa de estágio, visando inovação e formação de ESG Jéssica Salles/SAD

Continue Lendo...

Na última terça-feira, 10, o Governo do Estado publicou no Diário Oficial o Edital de Abertura do Processo Seletivo para ingresso no Programa de Estágio MS Multiplica. O concurso visa formar estudantes de graduação que tenham interesse em trabalhar em órgãos públicos estatais.

As inscrições vão de 13 a 23 de março e podem ser feitas de forma remota e gratuíta, pelo site: https://www.pseg.ms.gov.br

O projeto é uma iniciativa da Secretaria de Estado de Administração (SAD) e conta com a parceira de diversas secretarias como, em parceria com a Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica (Segov), a Secretaria de Estado de Educação (SED), a Fundação Escola de Governo de Mato Grosso do Sul (Escolagov-MS) e a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (Fundect). 

Enquanto a Escolagov-MS fica responsável por coordenar as etapas do Processo Seletivo. 

O processo seletivo terá duas etapas, uma eliminatória e uma classificatória. Será contada para avaliação a média geral do histórico escolar, com nota mínima de 6,0 e a nota obtida durante o curso de formação on-line, que tem uma carga horária de 30 horas semanais. 

O curso terá uma divisão de três etapas, onde no primeiro momento, irá abordar a Estrutura do Estado e organização da administração pública, depois Normas e legislação do estágio público e finaliza com Introdução ao ESG no setor público. 

A participação no processo está restrita a estudantes de graduação que estão matriculados nos dois últimos anos da graduação em instituições que estão cadastradas no programa. 

De acordo com o Edital, o estudante selecionado para o programa, receberá equivalente à um salário mínimo; auxílio transporte, além de um seguro contra acidentes pessoais. 

A carga horária será de 25 horas semanais, repartidas em cinco horas diárias. Está previsto também no edital, vagas para ações afirmativas, sendo 20% para candidatos negros, 3% para canditados indigenas e 5% para pessoas com deficiência. 

Um dos pontos diferenciais desse programa, é a inclusão de conteúdos e práticas ligadas a ESG (Ambiental, Social e Governança) e à Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), que tem a finalidade de orientar ações de sustentabilidade e responsabilidade no setor público. 

Além de práticas em órgãos estaduais, os estagiários também irão participar de uma formação promovida pela Escolagov, com conteúdos voltados à Administração Pública, ética, governança e sustentabilidade.

Segue o cronograma do Processo Seletivo: 

  • Publicação do edital: 10 de março de 2026
  • Período de inscrições: 13 a 23 de março de 2026
  • Resultado final: 18 de maio de 2026
  • Previsão de início dos estágios: a partir de 1º de junho de 2026, conforme a abertura de vagas nos órgãos estaduais.

Assine o Correio do Estado 

efeito trump

Guerra provoca falta de diesel nas lavouras de MS e ameaça colheita da soja

Preço nas distribuidoras subiu dois reais em dez dias e mesmo assim falta produto para ser entregue nas fazendas

11/03/2026 10h49

A Santa Izabel distribui em torno de 200 mil litros de diesel por dia e nesta quarta-feira (11) tinha só 60 mil litros

A Santa Izabel distribui em torno de 200 mil litros de diesel por dia e nesta quarta-feira (11) tinha só 60 mil litros MARCELO VICTOR

Continue Lendo...

Por conta da invasão dos Estados Unidos ao Irã, no dia 28 de fevereiro, o preço do óleo diesel aumentou em mais de R$ 2 reais para os produtores rurais de Mato Grosso do Sul e mesmo assim estão com dificuldades de conseguir o produto. E esta escassez já está afetando a colheira de soja e o plantio do milho safrinha. 

Segundo o empresário Iris José Carloto, proprietário da transportadora e distribuidora Santa Izabel, que tem sede em Campo Grande, até o fim de fevereiro o preço do diesel nas grandes distribuidoras estava em R$ 5,20. Agora, está em R$ 7,50 "e mesmo assim a gente não encontra o produto para entregar nas fazendas", afirma. 

O valor de R$ 7,50 é o praticado para o distribuidor. Para o produtor rural são acrescidos mais 25 a 30 centavos, em média, para cobrir os custos com entrega e por isso o produto está chegando por cerca de R$ 7,70 às fazendas.

A empresa dele distribui, nesta época de colheita da soja e plantio do milho safrinha, em torno de 200 mil litros por dia nas propriedades rurais e transportadoras do Estado. 

Na manhã desta quarta-feira (11), porém, o estoque estava praticamente zerado e não havia previsão para entrega nas grandes distribuidoras, como Shel, Ipiranga ou Vibra (Petrobras). "Na minha empresa devo ter uns 60 mil litros de diesel agora e tem um monte de produtor cobrando para que a gente entregue. O problema é que a gente não consegue", explica Carloto.

Conforme o boletim da Aprosoja divulgado na segunda-feira (9), a colheita de soja em Mato Grosso do Sul estava em 63% dos 4,8 milhões de hectares que foram plantados. Na região norte, porém, esse percentual ainda estava na casa dos 40%. 

"A falta de diesel só não parou as colheitadeiras de soja e os tratores que plantam milho porque esse tempo chuvoso está impedindo que os produtores trabalhem a todo vapor. Assim que o tempo melhorar, vai ter máquina parada por falta de diesel", afirma o representante comercial Osório Marion, que há três décadas trabalha no setor de venda de diesel para produtores rurais da região de São Gabriel do Oeste e diz nunca ter vivenciado crise de desabastecimento idêntica. 

Por enquanto, conforme explicação de Osório Marion, não existe falta de diesel nas cidades ou ao longo das rodovias, pois as distribuidoras estão priorizando os postos de suas bandeiras. E, ao darem prioridade a este abastecimento, boa parte do setor rural está ficando sem o produto, explica. 

Nestes postos, por enquanto, o preço do diesel está mais baixo e por conta disso tem produtor rural apelando aos antigos tambores e buscando combustível nas cidades para levar para as fazendas, uma prática que estava praticamente descartada, segundo Iris Carloto. 

A empresa dele atua com 20 caminhões para distribuição de combustível em fazendas e cerca de 150 carretas para distribuição nos em todas as regiões do Estado. Cada bi-trem transporta 64 mil litros e nos últimos dias estes veículos tem transportado praticamente apenas gasolina e etanol. 

Reponsável pela distribuição de cerca de 7% de todo o diesel consumido em Mato Grosso do Sul, a Santa Izabel presta serviço inclusive para a distribuidora Vibra (Petrobras) e, segundo Iris Carloto, a falta de produto ocorre desde Paulínea e Araucária, que são os dois grandes centros nacionais de distribuição. 

Pelo fato de a escassez ter começado logo depois do início da guerra, quando ainda era impossível saber suas consequências, Osório Marion suspeita que grandes distribuidoras estejam escondendo estoques justamente para forçar a alta nos preços. "Mas isso é só um palpite. Só sei que o problema é grave e parece que estão tentado esconder esta gravidade", opina. 

Por conta de uma regulamentação da Agência Nacional do Petróleo, os postos são proibidos de levar combustível às fazendas. Somente distribuidoras como a Santa Izabel, por exemplo, tem autorização para fazer estas entregas e por conta disso existe o risco real de a safra de soja sofrer interrupção por conta da falta do combustível. 

Mas, se existe a preocupação com o desabastecimento, o preço da soja está dando sinais de reação. Desde o começo do mês, segundo dados da Aprosoja, a saca em Mato Grosso do Sul saiu de um preço médio de R$ 110,00 para R$ 112,00. A oscilação ocorre em decorrência da alta do dólar, que por sua vez foi provocada pela instabilidade do conflito no Oriente Médio. 

 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).