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Campo Grande - MS, sexta, 19 de outubro de 2018

BEM-ESTAR

Prática exercita o cérebro e
ajuda a sair da depressão

Estudos científicos confirmam essa percepção

13 OUT 2018Por FOLHAPRESS23h:00

Bem-estar físico e superação são palavras bem recorrentes em grupos de quem faz bordado. Estudos científicos confirmam essa percepção.

Pesquisa publicada no internacional Journal of Neuropsychiatry & Clinical Neurosciences aponta que atividades manuais, como crochê e tricô, reduzem chances de transtornos cognitivos leves e de perda de memória. O estudo foi feito com 1.321 pessoas entre 70 e 89 anos. A prática ainda ajuda a reduzir a dor, segundo pesquisa com pacientes com dores crônicas do sistema público de saúde inglês.

O terapeuta ocupacional Fábio Pereira Fouchy diz que coordenação motora e cérebro são beneficiados. "Esse tipo de atividade ativa várias áreas do cérebro, como de cognição (atenção, concentração, memória e aprendizado)." Ele acrescenta que a prática é ótima para relaxar a mente e estimular a socialização.

Amanda Zacarkim, 31, do Clube do Bordado, conta que já viajou muito para ensinar a técnica. "Vi pessoas se transformando em empreendedoras; outras, saindo da depressão com coletivos e clubes de bordado", relata.

A bibliotecária Juliana Calherani, 33, usou a técnica para superar uma separação. "Na fossa, bordei como se não houvesse amanhã. Ajudou muito. Nos lugares, imagino como seria bordar a paisagem que vejo. É uma fuga das situações difíceis e um exercício criativo."

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