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EDUCAÇÃO

Para treinar escrita e oralidade, alunos de escola no interior fazem júri simulado

Evento é realizado todos os anos e está em sua quarta edição em Itaquiraí

20 SET 17 - 13h:45BÁRBARA CAVALCANTI

Para treinar alunos a melhorar a maneira de se expressar, escrever e desenvolver senso crítico, a escola estadual José Juarez Ribeiro de Oliveira, no município de Itaquiraí, teve uma sessão de júri simulado.  

A aula diferenciada acontece todos os anos com a participação dos alunos do 9º ano. Neste ano, o projeto já segue para sua quarta edição. A iniciativa veio da professora da disciplina de Língua Portuguesa, Kelly Cristina Santos. "Surgiu da necessidade dos alunos praticaram a escrita e a oralidade, emitindo opiniões de forma clara, soltando a timidez, além de fazer leitura e pesquisa", comentou.  

PREPARATIVOS

O título de "Júri" foi escolhido para chamar a atenção dos alunos ao projeto, mas o evento se assemelha mais a uma audiência pública. As crianças seguiram todos os procedimentos de um Júri real, mas não há um réu em específico.  

Foi escolhido o tema da adoção de crianças por casais homoafetivos. Os alunos revezavam para debater o assunto e usaram argumentos teóricos e também estudos de caso. No final, o juiz leu a sentença baseado nas decisões dos jurados.  

A orientação era dar a "sentença" baseado em como os alunos desenvolveram a oralidade, desenvoltura, os argumentos utilizados e o aproveitamento do tempo que tinham para expor seus raciocínios.  

O simulado aconteceu nas dependências do Fórum de Itaquaraí, no plenário do Júri. Os estudantes do 9º ano A representaram a Defensoria e o 9º ano B a Promotoria. O juiz da sessão foi o Juiz de Paz da cidade, William Natan Passarini, e os jurados, pessoas da comunidade. Os alunos ainda receberam orientações de advogados.  

APRENDIZADO

Todo o projeto tem dois meses de atividades, desde a escolha do tema, à pesquisa e então preparação dos alunos para o dia do simulado. "A avaliação é positiva e o aprendizado é muito bom. Eles adquirem o hábito da escrita, pesquisa e leitura e conseguem também opinar sobre qualquer assunto, sentem-se seguros e confortáveis. As produções textuais também melhoram muito", detalhou a professora.  

Para o diretor da escola, Denis Henrique, o projeto é importante porque tira o aluno das quatro paredes da sala de aula. "Eu acredito que aulas diferenciadas são importantes porque tiram o aluno da metodologia tradicional, faz com que o aluno se sinta co-autor da aprendizagem, queria aprender, se motive mais, pesquise", declarou.  

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