Fale conosco no WhatsApp

Por sua segurança, coloque seu nome e número de celular para contatar um assessor digital por Whatsapp.

Festival

Kirsten Stewart vive
mulher proibida de amar
em novo filme distópico

6 SET 15 - 05h:00Folhapress

O filme "Equals", de Drake Doremus, se passa no ambiente favorito do público adolescente -um futuro distópico- e é coprotagonizado por uma musa que se firmou numa saga teen, a atriz Kristen Stewart, de "Crepúsculo".

Mas é outro tipo de faixa etária a das pessoas que ele busca seduzir: os jurados do 72º Festival de Cinema de Veneza, mostra na qual o longa americano fez sua estreia mundial disputando o Leão de Ouro.

"Equals" é uma alegoria futurista sobre uma sociedade repressora que proíbe seus indivíduos de expressar emoções e de se apaixonar. Silas (Nicholas Hoult) e Nia (Kristen Stewart) acabam se enamorando e terão de esconder o relacionamento para que não sejam duramente punidos.

"Não é uma grande elucubração ideológica ou filosófica sobre os rumos da sociedade. A ideia era retratar o poder de transcendência do amor, que é a droga mais poderosa que temos", afirmou Doremus após a exibição do filme.

Amor, aliás, que o diretor afirma ser uma preocupação central em sua filmografia. "Equals" completa uma trilogia sobre o tema, que perpassa "Loucamente Apaixonados" (2011) e "Paixão Inocente" (2013) -o primeiro, vencedor do prêmio do júri em Sundance.

"O amor prevalece" também pairou como uma espécie de mantra na boca de Hoult e Stewart, presentes na conferência de imprensa em Veneza. "A ideia de que cada um estava disposto a morrer pelo outro, sabe?", disse a atriz. "É a luta contra os revezes", completou o ator.

A sociedade do futuro em "Equals" ("iguais") trata a paixão como uma doença grave: atrapalha a ordem social e deve ser combatida com eletrochoques e encarceramento ao primeiro sinal de demonstração de algum afeto.

Nia é uma espécie de "pária no armário": tem seus pequenos momentos de sensibilidade e sabe o quanto precisa escondê-los. Silas vai descobrindo o perigo aos poucos.

Citando referências cinematográficas como "Blade Runner" (1982) e "Fahrenheit 451" (1966), Doremus retratou no filme um futuro que é minimalista e monocromático —todo puxado para o branco. Conforme, os dois personagens vão se apaixonando, aparecem mais cores.

Doremus também investiu pesado em cenas que são close-ups nos rostos dos atores ("foi o set mais calmo onde já trabalhei", conta Hoult) e em música instrumental para amplificar as emoções dos personagens.

"Acho que isso ajuda na criatividade, a música te transporta de um universo para outro", disse o diretor. "Para mim é muito difícil explicar as emoções e adjetivos, então uso a música para ser compreendido."

Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

Leia Também

REALEZA

Princesa Charlotte vai para a escola com George em setembro

TABUS

'Na cabeça dos caras, ser machista é passar a mão na bunda', diz Fabio Porchat

CULTURA

Bacurau, filme brasileiro, ganha prêmio no Festival de Cannes

Morre, no Rio, aos 84 anos, a atriz Lady Francisco
PERDA

Morre, no Rio, aos 84 anos, a atriz Lady Francisco

Mais Lidas