Sexta, 25 de Maio de 2018

VIA STREAMING

'Cargo' chega para rever os conceitos
dos filmes sobre apocalipse zumbi

15 MAI 2018Por KREITLON PEREIRA, VIA STREAMING19h:00

No ano de 2013, o curta-metragem “Cargo” foi finalista do festival Tropfest, e despertou a atenção do público ao mesclar os dramas de um apocalipse zumbi e uma relação de amor incondicional entre um pai e sua filha. Após o sucesso no festival, a Netflix resolveu entrar a bordo na produção de um longa fiel ao original, mas muito mais detalhado que o precursor. Meses de trabalho depois, “Cargo” estreia no serviço de streaming dia 18 de maio, agora com o status de superprodução, mas sem se desconectar de suas origens.

O enredo de Cargo gira em torno de Andy, interpretado por Martin Freeman (“Sherlock”, “O Hobbit”), e Rosie, sua filha recém nascida. Após um acidente de carro no meio do deserto australiano, Andy se contamina com o vírus que o transformará em zumbi. Então, inicia-se uma contagem regressiva: ele tem cerca de 46 horas até se transformar por completo, e precisa salvar sua filha, custe o que custar. Para não somente “encorpar” mais o filme, mas também dar um toque mais australiano, foi adicionada a personagem Thoomi (Simone Landers), uma aborígene de 11 anos que está em sua própria missão para salvar a alma de seu pai, que também foi infectado.

Apesar de se antagonizarem inicialmente, ambos percebem que só conseguirão completar seus objetivos se trabalharem juntos. O imenso contraste entre as culturas dá uma profundidade maior ao drama, além de reforçar o diferencial do filme: os zumbis servem apenas de pano de fundo para uma história muito mais densa. Além do enredo dramático, as filmagens em pleno deserto australiano agregam valor à produção. “Cargo” teria tudo para ser um forte concorrente ao prêmio melhor filme de apocalipse zumbi já feito – se tal prêmio existisse.

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