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AS ORIGENS DO MAL

“Babylon Berlin” retrata os problemas que culminaram na ascensão nazista em 1933

“Babylon Berlin” retrata os problemas que culminaram na ascensão nazista em 1933
09/01/2019 14:30 - KREITLON PEREIRA, VIA STREAMING


 

Após a derrota na Primeira Guerra Mundial, a Alemanha viveu um período de extrema instabilidade política e econômica como consequência das restrições impostas em 1919 pelo Tratado de Versalhes. Para os historiadores, esse período ficou conhecido como a República de Weimar e foi marcado por ondas de recessão e colapso social que culminaram no fortalecimento de movimentos radicais tanto de esquerda quanto de direita. Para representar o momento mais conturbado dessa época de crise global, traduzida pela quebra da bolsa de valores de Nova York em 1929, chega dia 11 de janeiro na Globoplay a série “Babylon Berlin”.

“Babylon Berlin” foi inspirada nos best-sellers de Volker Kutscher e tornou-se a série alemã mais cara até hoje produzida, com 57 milhões de dólares gastos. Ao longo de 16 episódios de uma hora cada, essa produção acompanha Gereon Rath (Volker Bruch), um jovem detetive de Colônia que se transfere para capital com o intuito de escapar dos traumas passados. Porém, contagiado pela energia pulsante que era Berlin nos anos 20, uma cidade agitada pelo declínio abrupto dos padrões morais e à beira do caos cultural, Gereon mergulha de cabeça nesse universo, fascinado pela vida noturna e pelos shows de vaudeville.

Encarregado de desvendar o mistério por trás das chantagens envolvendo o prefeito de Colônia, o jovem detetive se unirá a Charlotte Ritter (Liv Lisa Fries), uma taquígrafa de origem humilde que encontrou na prostituição uma forma de completar sua renda. Juntos, ambos passam a transitar pelos esquemas de corrupção, intrigas e extremismos políticos. Com direção de Tom Tykwer (“Perfume: a História de um Assassino”), “Babylon Berlin” retrata com precisão o cotidiano em Berlin no pós-guerra, com cenas de danças eufóricas, uma pobreza generalizada e a alarmante violência nazista, uma ameaça que logo chegaria ao poder.

 

Felpuda


Paixão política que extrapola o bom senso, chega nas redes sociais e se transforma em baixaria pode resultar em prejuízo no bolso. Isso foi o que aconteceu com autor de texto nada elogioso contra colega por diferenças em apoio a candidatos nas eleições de 2016. O dito-cujo foi condenado a pagar indenização de R$ 7 mil, com correção monetária e juros mensais a partir da publicação da sentença, além dos honorários advocatícios. Detalhe: os adversários daquela época hoje andam de braços dados. Pode?