Em uma Londres sombria e gelada, o político e escritor americano George Washington Williams aborda John Clayton III, também conhecido como Tarzan, para convencê-lo a aceitar o convite do rei Leopoldo II da Bélgica para ir ao Congo Belga. É assim que começa a grande aventura que move o enredo de A Lenda de Tarzan, que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 21 de julho.
Nem tudo o que se passa na tela é ficção. George Washington Williams, no filme interpretado porSamuel L. Jackson, de fato existiu e foi essencial para expor a forma brutal como a coroa belga explorou o Congo no fim do século 19. Ele ouviu rumores de que o rei Leopoldo II estava empregando um exército particular para explorar o Congo, escravizando e, muitas vezes, matando as tribos locais. Williams foi pessoalmente ao local para investigar e descobriu que os boatos eram verdadeiros.
No novo longa de David Yates (diretor de Harry Potter e as Relíquias da Morte partes 1 e 2), a missão de Williams é utilizada como motivação para que Tarzan, há oito anos na Inglaterra, volte ao continente africano, onde nasceu e cresceu. “Já vimos vários filmes do Tarzan e a maioria deles envolve alguma pedra preciosa sendo roubada ou algo do tipo”, aponta Samuel L. Jackson em entrevista à GALILEU. “A história sobre a forma que a coroa belga tratava o Congo dá respaldo ao que se passa no filme.”


