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PREVENÇÃO

Veterinários são capacitados para prevenção de mormo em cavalos

Animais diagnosticados devem ser sacrificados

18 FEV 19 - 15h:17ALINE OLIVEIRA

Com objetivo de prevenir focos de mormo, uma doença aguda que acomete cavalos, muares e asininos de Mato Grosso do Sul, foi realizada uma capacitação com médicos veterinários oferecida pela Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O mormo se manifesta sob três formas: cutânea, nasal e pulmonar. A forma pulmonar, mais comum nos cavalos, pode causar uma pneumonia crônica acompanhada de úlceras na pele dos membros e na mucosa nasal

Em 2005, Mato Grosso do Sul teve seu primeiro foco de mormo e, desde então, baseado na Instrução Normativa nº 6, de janeiro/2018, o médico veterinário autorizado a realizar coleta e envio de material para a realização de diagnóstico laboratorial de mormo deve ser cadastrado pelo Serviço de Sanidade Animal, da Superintendência Federal da Agricultura em seu Estado.

SOBRE A DOENÇA

O mormo, doença da lista “B” do Escritório Internacional de Epizootias (OIE), possui como agente causal uma bactéria denominada Burkholderia mallei que acomete os cavalos e, de forma mais grave, os asininos e muares, podendo acometer inclusive o homem. 

A doença está incluída entre aquelas passíveis de aplicação das medidas previstas no Regulamento de Defesa Sanitária Animal (Art. 61 e 63 do Decreto n° 24.548, de 3 de julho de 1934), sendo obrigatório o sacrifício dos animais doentes, uma vez que a doença não tem cura. A legislação encontra-se em fase de revisão, permanecendo em vigor a Instrução Normativa nº 24, de 5 de abril de 2004.

A transmissão se dá por meio do contato dos animais com as secreções e excreções de doentes, especialmente a secreção nasal e o pus dos abscessos, que contaminam o ambiente e, principalmente, comedouros e bebedouros.

As medidas de controle e erradicação envolvem: sacrifício dos animais positivos às provas de diagnóstico; enterro ou incineração dos cadáveres; desinfecção das instalações e de todo material que esteve em contato com os animais doentes; interdição da propriedade e saneamento do foco; notificação de qualquer suspeita ao serviço de defesa sanitária animal do Estado.

Com informações Assessoria da Iagro/MS

 

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