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REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Tereza Cristina defende que trabalhadores rurais aposentem com 60 anos

Déficit atual da Previdência no setor rural chega a 58%
22/02/2019 18:03 - ALINE OLIVEIRA


 

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina Correa, defende a proposta apresentada pela presidência da república, que propôs no início da semana, idade mínima de 60 anos para aposentadoria dos trabalhadores rurais (homens e mulheres) e pelo menos, 20 anos de contribuição no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). 

"Penso que está de bom tamanho essa idade, pois, temos uma expectativa de vida que aumenta com o passar dos anos. No entanto, quem vai decidir é o congresso. O Executivo apresentou a Medida Provisória que será discutida ainda em várias comissões, mas, ao final o congresso decidirá", argumenta. 

Na regra atual, a idade mínima é de 55 anos para mulheres e 60 anos para homens, com contribuição mínima de 15 anos. Tereza Cristina lembrou que atualmente, os trabalhadores rurais representam 32% dos benefícios e respondem por 58% do déficit do Regime Próprio da Previdência Social (RGPS). 

"A reforma é necessária a econômia do país, é um assunto delicado e que ninguém gostaria de tratar, mas, precisa ser feito. Na questão rural, o déficit gerado pode ser representado por números: o governo recolhe R$ 8 bilhões, mas, paga R$ 113 bilhões em benefícios. Isso aconteceu porque no passado muitas pessoas não contribuiram com a previdência rural e se aposentaram, então é preciso fechar essa conta", analisa. 

No entanto, a representante do governo federal acrescenta que estudos serão realizados no sentido de atender diferentes situações, como os pequenos produtores que tem mais dificuldade para contribuir com o tributo.

A nova proposta sugere que seja cobrada uma taxa anual de R$ 600 reais, por família e a comprovação de que atuam na atividade rural. 

 

Felpuda


Pré-candidato pode estar sendo “fritado” sem ao menos perceber. Redes sociais que têm estreitas ligações com ex-cabecinhas coroadas e que prometeram apoio estão enaltecendo que só certo pré-candidato de outro partido. Quem conhece as ditas figurinhas de, digamos, outros carnavais, acredita que está em curso operação sorrateira para mudar internamente os rumos da futura campanha. Trocando em miúdo: ceder a cabeça de chapa.