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CORREIO RURAL

Ovinocultura pode crescer ainda mais em Mato Grosso do Sul

Demanda por animais é maior que a oferta e existe espaço para ampliar produção
04/03/2019 16:31 - ROSANA SIQUEIRA


 

Mesmo tendo registrado aumento de mais de 200% nos últimos anos nos abates de animais, e rebanho de 350 mil cabeças, a ovinocultura estadual ainda tem muito espaço para crescer em Mato Grosso do Sul. É que a carne de ovinos tem apresentado uma maior aceitação no mercado consumidor. A prova disso é que, com uma demanda maior que a oferta, os preços do setor têm apresentado valorização no Estado. O mercado é comprador e bem diversificado. “Temos os compradores de animais gordos para abate e pessoas que compram animais magros para engorda e posterior abate. Além disso, temos demanda tanto para animais jovens, os mais procurados por mercados mais exigentes, quanto por adultos, que se destinam à produção de carne processada”,  afirma o médico-veterinário Custódio Junior, técnico de campo do programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) em MS.

A avaliação de Custódio é validada pelos números do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), que mostram uma valorização de aproximadamente 1% em janeiro deste ano quando comparado a dezembro, com o quilo vivo do cordeiro cotado a uma média de R$ 7,80 – este é um período, historicamente, de preços em baixa.

Entre as praças pesquisadas pela instituição, apenas MS e Ceará registraram valorização no comparativo, e o valor local está abaixo apenas da cotação de São Paulo. “Uma análise histórica, avaliando as cotações desde 2011, aponta para um crescimento anual de 7 a 9 pontos porcentuais”, destaca Custódio.

Para o coordenador do departamento de ATeG do Senar-MS, Francisco Paredes, o principal desafio do setor é suprir a demanda nacional da carne. “Importamos cerca de 10% da carne consumida no mercado brasileiro”, reforça.

Paredes explica que o produtor rural precisa se organizar para comercializar de forma mais efetiva e, assim, obter lucratividade. “Há dificuldades como formação de carga para viabilizar o transporte dos animais até o abatedouro e desconhecimento do produtor do perfil do animal que o frigorífico busca para atender à crescente demanda do mercado interno”.

O relatório Agromensal do Cepea aponta que, em 2019, a ovinocultura brasileira pode ser beneficiada pelo crescimento econômico esperado para o País. Mesmo que as principais carnes demandadas pelos brasileiros continuem sendo a bovina, a suína e a de frango, o crescimento da renda possibilita aos consumidores o acesso a produtos de maior valor agregado, como é o caso da carne ovina.

Segundo projeções da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), neste ano a produção da proteína no Brasil deve atingir 121,4 mil toneladas, avanço de 0,76% em relação ao volume este ano, de 120,5 mil toneladas. A FAO estima,ainda, que o consumo brasileiro totalize 127,4 mil t este ano, o equivalente a 530 gramas per capita.

Sanidade

A Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) publicou, no fim do ano passado, portaria com as novas regras para declaração do quantitativo de caprinos e ovinos em MS. 
A declaração do rebanho é obrigatória e realizada diretamente pelo site da Iagro, com a declaração da movimentação dos animais na ficha sanitária no sistema e-Saniagro, a apresentação da e-GTA e da comunicação de nascimentos.

Para regularizar o rebanho, o produtor preenche uma declaração referente ao saldo de caprinos e ovinos existente na propriedade e a agência providencia o ajuste do saldo. Dessa forma, o produtor fica oficialmente regularizado na instituição.

A regularização por ajuste de saldo deve ser realizada diretamente nas unidades locais da Iagro, nos municípios de referência da propriedade. A portaria também estabelece índices de referência de natalidade e de mortalidade do rebanho.

Felpuda


O sumiço de algumas figurinhas carimbadas da política não acontece em virtude da necessidade de isolamento como uma das formas de prevenção à pandemia. Em verdade, seria porque não têm mesmo o que e a quem falar. Com o advento das redes sociais, quem acha que fazer campanha eleitoral continua como na época do “eu prometo” está a um passo de ver o sonho de conquistar mandato se transformar em pesadelo. Pelo jeito, não estão nem conseguindo dormir.