Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

1º SEMESTRE

Focos de incêndio em MS somam mais de 1,4 mil ocorrências

Clima seco é fator preocupante, na área rural
23/06/2019 08:14 - ALINE OLIVEIRA


 

O monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) aponta que entre janeiro e junho deste ano, foram contabilizados 1.450 focos de incêndio em Mato Grosso do Sul. O número representa mais de 60% do total registrado no ano passado, 2.380. 

Em todo país, foram identificados 132.872 focos em 2018 e no primeiro semestre deste ano, foram identificados 22.682 focos. Com relação ao Bioma, no Cerrado brasileiro foram computados 39.449 ocorrências, contra 1.691 no Pantanal. Em 2019, os números para o cerrado são 7.892 nos primeiros seis meses e no pantanal, 894. 

CONSCIENTIZAÇÃO

Em Mato Grosso do Sul, a Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas (Reflore/MS), realiza há sete edições, a Campanha de Prevenção e Combate a Incêndios, com objetivo de conscientizar as populações rurais e urbanas. 

Mais de 70% das causas de incêndio são provocadas pelo homem, segundo levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A partir dessa informação, a campanha de 2019 da Reflore/MS  foi chamada de "Queimar é crime", de acordo com a Lei 9.605/98, voltada para crimes ambientais. 

Conforme o artigo 41 da Lei quem provocar incêndio em mata ou floresta pode ter como pena a reclusão, de dois a quatro anos, e multa. E, em caso de crime culposo, a pena é de detenção de seis meses a um ano, e multa.

Na avaliação do presidente da associação, Moacir Reis, a melhor forma de mudar os hábitos da população é compartilhar informações por palestras, treinamentos, panfletagens, entre outras ações educativas. 

“Queimar é crime e quem provoca incêndio pode ser punido por essa atitude. Nosso principal objetivo é criar a cultura da prevenção, mostrar para a população o quanto os incêndios podem trazer prejuízos sociais, ambientais e econômicos e, o que nós podemos fazer para evitar e combater tudo isso", explica.

A campanha realizará uma série de ações que vão até outubro, em razão do período seco do inverno sul-mato-grossense. Estão programadas palestras educativas em escolas rurais e urbanas na costa leste do Estado. 

 “As crianças representam o nosso futuro, elas são agentes multiplicadores de informações, por isso conscientizá-las desde cedo é importante para “plantar a semente” da cultura da prevenção. Para se ter uma ideia, em 2018 nossos associados estiveram em cerca de 40 colégios da região”, acrescenta Reis.

Outra ação é a realização do treinamento SCI – Sistema de Comando de Incidentes, por uma parceria entre o Corpo de Bombeiros e o Senar/MS. A capacitação almeja preparar os profissionais das empresas associadas a Reflore/MS para lidarem com situações de risco, relacionadas a incêndios florestais. No ano passado 80 pessoas foram capacitadas.

PREVENÇÃO E CUIDADO

Qual o nosso papel diante deste cenário? O que podemos fazer para prevenir os incêndios? Para começar devemos deixar para trás algumas atitudes e hábitos que ainda praticamos. 

Algumas dicas: não ateie fogo no lixo, não acenda fogueiras próximo das matas, ao trafegar pelas rodovias não jogue lixo para fora do veículo (em contato com o sol esses materiais podem originar incêndios) e, frequentemente faça manutenção em caminhões, máquinas e tratores (quando desregulados os veículos podem soltar faíscas pelo escapamento).

 Pequenas atitudes irresponsáveis no período mais seco do ano podem trazer consequências graves para todos nós. Seja consciente, mude seus hábitos e compartilhe informações com seus familiares e amigos.

Felpuda


As conversas vêm acontecendo muito, mas muito reservadamente mesmo, e dão conta de que suplente poderá receber convocação, assumir a titularidade do cargo e por lá ficar por tempo indeterminado. Como é óbvio, tem gente jurando que nunca ouviu nem sequer falar sobre o assunto. O motivo não seria nada ligado a possíveis atos de irregularidades, mas sim por problemas de ordem pessoal.