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CORREIO RURAL

Carretas que transportam bovinos serão rastreadas em MS, diz Governo

Anúncio foi feito por secretários a produtores rurais

1 AGO 19 - 11h:27RAFAEL RIBEIRO

Sem citar prazos, o diretor-presidente da Agência Estadual de Defesa Animal e Vegetal (Iagro), Daniel Ingold, apresentou a produtores rurais o projeto que rastreará caminhões que transportam gado vivo em Mato Grosso do Sul. O encontro aconteceu na última quarta-feira (31/7).

As informações são do portal 'Porã News'. Segundo Ingold, a ação contribuirá diretamente com o Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA). O evento ocorreu na sede da Famasul.

“Já temos uma sala reservada na Iagro para operacionalizar. A ideia é desenvolver um sistema de rastreabilidade para todos os caminhões que circulam no Estado, usando a tecnologia para o bem e de forma simples”, disse Ingold, ao detalhar que os caminhões serão monitorados desde a emissão da Guia de Transporte Animal (GTA) por meio de um aplicativo no celular e sinalizará anormalidades, como paradas suspeitas e desvio de rota.

O presidente do Sindicato Rural de Campo Grande, Rochedo e Corguinho (SRCG), Alessandro Coelho, elogiou a iniciativa, mas alerta para a necessidade de testes.

“A longo prazo somará muito a Mato Grosso do Sul, principalmente no monitoramento de caminhões que vêm de outros estados e países vizinhos. Certamente precisaremos de uma fase de testes, por conta do sinal que proporciona a comunicação. Mas contribuirá, sem dúvida, para o status livre de aftosa, sem vacinação”, apontou.

Ele ainda lembra do Fundo Emergencial da Febre Aftosa (FEFA), que foi gerido de forma autônoma. “Lembro que a verba era sujeita à auditoria do TCE, ação que poderia ser restaurada para a criação de um novo Fundo Privado”, sugeriu.

Atualmente o Governo do Estado conta com a Reserva Financeira para Ações de Defesa Sanitária Animal – Refasa, com o valor de R$ 2,6 milhões.

Durante o evento, o presidente do Sistema Famasul, Mauricio Saito, destacou que Mato Grosso do Sul avançou significativamente nos últimos 20 anos na produção de alimentos e que a vacinação contra a febre aftosa é mais uma etapa a ser vencida.

“Precisamos superar essa questão para avançarmos para um novo patamar, então este é o momento de aprendermos como reagir diante de situações imprevistas, que é o mais importante. Temos que pensar na nossa segurança alimentar”, afirmou.

Já o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, alertou que o ponto fundamental neste momento são as ações em andamento pelo poder público em contato com a cadeia produtiva. “Mas tudo isso precisa passar de forma efetiva pelo produtor rural, que é quem trabalha e ganha dinheiro com gado. Estamos trabalhando para não ter nenhum problema nesse período de retirada da vacina e, entre 2021 e 2023 conseguir erradicar a doença sem vacinação e sem problemas. Precisamos de um trabalho conjunto entre os setores para ouvir todos e evitar qualquer imprevisto”, finalizou.

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