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SOJA 2018/2019

Agricultores de MS estão em alerta com estiagem nas lavouras de soja

Tecnologia é arma dos sojicultores para resistirem as intempéries climáticas

18 DEZ 18 - 16h:35ALINE OLIVEIRA

O período de 20 dias de estiagem registrado em Mato Grosso do Sul, coloca em alerta os agricultores de algumas regiões, principalmente nas lavouras em que a soja está em fase de preenchimento do grão. 

A estimativa da Associação de Produtores de Soja (Aprosoja/MS) para a safra 2018/2019 é de colher 10 milhões de toneladas em 2,84 milhões de hectares cultivados. O alto volume de chuvas favoreceu o período de semeadura e germinação, por isso, a atenção maior é com a granagem (enchimento dos grãos) da oleaginosa. 

As propriedades mais impactadas pela estiagem estão ao Sul do Estado, podendo potencializar a problemática àqueles produtores que praticaram o plantio entre a segunda quinzena de setembro até primeira semana de outubro, e estão há mais de 15 dias sem chuvas.

“Acendemos o sinal amarelo. Existe sim uma preocupação com essa estiagem, por ela atacar justamente no período de enchimento de grão. Mas registros oficiais de perdas ainda dependem de maior tempo de avaliação, já que nos referimos a diferentes pontos geográficos, com precipitações distintas”, relata o diretor executivo da Aprosoja/MS, Frederico Azevedo.

Segundo o dirigente a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), dos Estados Unidos, aponta para possibilidade de chuvas nos próximos dias, o que pode tornar o impacto uma situação pontual. “Ainda é cedo para alarmar os produtores, mas há uma preocupação real com perdas mais localizadas”, sinaliza Azevedo.

NEGÓCIO INSTÁVEL

O presidente do Sindicato Rural de Dourados, Lúcio Damalha, esclarece que ainda é cedo para falar de 'veranico', pois, o agricultor sempre está preparado para uma margem de perdas. "Nós trabalhamos em uma empresa a céu aberto e as oscilações no clima são esperadas. Aqui em Dourados, a informação que recebemos dos associados é de no máximo 30% de prejuízo, mas, ainda é cedo para definir um diagnóstico", pontua.

De acordo com o vice-presidente da Aprosoja/MS, André Dobashi, agricultores que empregam tecnologias, como o plantio direto, podem ter o impacto da estiagem reduzido. “As lavouras com maior perfil de solo, com manejos mais antigos e que possuem maior massa de plantio direto podem sentir menos a estiagem, uma vez que conseguem reter mais a umidade durante esse tempo”.

Além da falta de chuvas, o registro de altas temperaturas estimulam o alerta aos agricultores. “Em dias com temperaturas acima de 33ºC, ventos acentuando a sensação térmica e tempo de luminosidade alta, teremos agravamento da situação”, completa Dobashi.

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