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TECNOLOGIA

Acesso à internet cresce 1900% na zona rural, aponta IBGE

Censo aponta o aumento do número de mulheres que comandam estabelecimentos agropecuários
25/10/2019 09:05 - SÚZAN BENITES


O acesso à internet cresceu 1.900% na zona rural brasileira. É o que aponta o Censo Agropecuário 2017 divulgado hoje (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) . No Censo 2017, 1.430.156 produtores declararam ter acesso à internet, sendo que 659 mil por meio de banda larga, e 909 mil, via internet móvel. Em 2006, o total de estabelecimentos agropecuários que possuíam acesso à internet era de 75 mil.

Outra evolução tecnológica foi na existência de telefone nos estabelecimentos agropecuários, passando de 1,2 milhão para 3,1 milhões de estabelecimentos com acesso a esta facilidade, representando aumento de 158% no período compreendido entre 2006 e 2017.

Em 2017, o Censo Agropecuário coletou informações de mais de 5 milhões de estabelecimentos agropecuários em todo o País, gerando deslocamentos por mais de 17,8 milhões de quilômetros – o que equivaleria a, aproximadamente, 46 vezes a distância à Lua.

O número de produtoras rurais também aumentou. O número de produtoras mulheres saltou de 12,7% para 18,7% e de homens diminuiu de 87,3% para 81,3%.  Pela primeira vez, foi pesquisada a direção compartilhada pelo casal 1.029.640 estabelecimentos agropecuários têm a direção feita pelo casal – 20% do total.

Também foi pesquisada a idade e a escolaridade, além do sexo e da cor ou raça do cônjuge. Para o sexo do cônjuge foram identificados 817.019 do sexo feminino e 212.621 do sexo masculino. A pesquisa aponta que atualmente 1.763.094 mulheres estão na direção e codireção de estabelecimentos agropecuários.

CARACTERÍSTICAS

Quanto as características do produtor rural, a maioria continua sendo predominantemente de brancos (45%) e pardos (44,5%). Enquanto pretos representam 8,4%, indígenas representam 1,1% e amarelos 0,6%. O Censo aponta ainda que 23% dos produtores não sabem ler e escrever, 15,5% nunca frequentaram a escola, 14,2% frequentaram até o nível de alfabetização, os que frequantaram até o ensino fundamental somam 43,4% (2.913.348 produtores) dos quais 66,5% não concluíram o curso.

O percentual de produtores com menos de 25 anos passou de 3,4% em 2006 para 2,0% em 2017. Entre os que tem 25 anos e menos de 35 também houve redução de 14% para 10%. De 35 anos a menos de 45 passou de 22% para 18%. Os que possuem de 45 anos a menos de 55 foram de 23,3% para 24,2%. Os que têm entre 55 anos e menos de 65 anos o percentual aumentou de 20,3%  para 23,5%. E os produtores com mais de 65 anos representavam 18% em 2006 e passaram a 23% em 2017.

Quanto à contratação de mão de obra com a intermediação de terceiros, como empreiteiros, cooperativas de mão de obra e empresas, passou de 251.652 no Censo de 2006, para 611.624 no Censo de 2017. Um aumento de 143%. Dentre as modalidades, a de maior frequência foi a de contratação através de empreiteiros, correspondendo a um aumento de 108% em relação ao informado no Censo Agropecuário de 2006.

AGROTÓXICOS

O Censo aponta ainda que o número de estabelecimentos com uso de agrotóxicos aumentou 20,4% em relação ao informado no de Censo de 2006, mas ao ser comparado com o de 1996 é menor em 2%. Entre os produtores que utilizaram agrotóxicos, 15,6% não sabiam ler e escrever, e destes 89% declararam não ter recebido orientação técnica. Dos que sabiam ler e escrever e utilizaram agrotóxicos, 69,6% possuíam, no máximo, o ensino fundamental (1.170.784) e destes, apenas 30,6% declararam ter recebido orientação técnica. A  média investida em agrotóxicos foi de  R$ 1.918,00 no período de referência ou R$ 160,00 por mês.

A área irrigada em estabelecimentos cresceu 47,6%. Em 2017 eram 502.379 estabelecimentos agropecuários que usavam algum método de irrigação, com área irrigada de 6,69 milhões de hectares. Em relação ao Censo Agropecuário 2006: 52,6% em estabelecimentos com irrigação e 47,6% na área total irrigada. O maior aumento absoluto de área irrigada foi no método de irrigação localizada, passou de 330.774 hectare para 1.600.79 ha.

Felpuda


Pré-candidato pode estar sendo “fritado” sem ao menos perceber. Redes sociais que têm estreitas ligações com ex-cabecinhas coroadas e que prometeram apoio estão enaltecendo que só certo pré-candidato de outro partido. Quem conhece as ditas figurinhas de, digamos, outros carnavais, acredita que está em curso operação sorrateira para mudar internamente os rumos da futura campanha. Trocando em miúdo: ceder a cabeça de chapa.