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PANTANAL

Assoreamento do Rio Taquari já ameaça área de criação de gado

Nhecolândia está ficando isolada devido às dificuldades de acesso de lanchas e barcos

2 AGO 15 - 00h:00DA REDAÇÃO

Enquanto ações do Ministério Público Federal (MPF) obrigando o Estado e a União a intervir para estancar o processo erosivo do rio estão paradas desde 2013 na Justiça Federal, em Campo Grande, o Taquari ameaça uma das regiões mais produtivas e de alto valor ambiental do Pantanal, a Nhecolândia, em Corumbá (MS).

O rio, que nasce em Mato Grosso e percorre mais de 800 km entre o planalto e a planície, no sentido leste-oeste, arrombou a sua margem esquerda, na localidade do Corixão, e já inunda pelo menos uma dezena de fazendas de gado, com as águas avançando para o sul mesmo no início da seca, que se prolonga até o fim do ano.

O efeito devastador do Taquari, um dos principais afluentes do Rio Paraguai e protagonista do maior desastre ambiental do Pantanal, já inundou permanentemente 1,5 milhão de hectares na sub-região do Paiaguás (nordeste de Corumbá), nos últimos 40 anos.

O Taquari perdeu seu curso devido ao assoreamento natural do leito, que aumentou dez vezes com a destruição de suas matas ciliares no planalto (norte do Estado), a partir dos anos de 1970, com a monocultura da soja. De lá para cá, se discute sua recuperação, gerando embates jurídico e ecológico, sem uma solução em comum.

(*) A reportagem, de Sílvio Andrade, de Corumbá, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

 

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