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Operação Coffee Break

Vereadores se contradizem e Gaeco pedirá quebra de sigilo bancário e fiscal

Investigados por corrupção na Operação Coffee Break tiveram celulares apreendidos

25 AGO 15 - 16h:48Glaucea Vaccari e Maressa Mendonça

O Ministério Público Estadual (MPE) encontrou contradições nos depoimentos dos vereadores investigados na Operação Coffee Break, desencadeada nesta terça-feira 925) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). De acordo com o promotor Marcos Alex Vera, será pedida a quebra de sigilo bancário e fiscal dos envolvidos.

O procurador-geral de Justiça, Humberto de Matos Brites, o promotor de Justiça do Gaeco Marcos Alex Vera de Oliveira e o procurador responsável pela força-tarefa criada pelo MPE para investigar a Lama Asfáltica no estado Thalles Flanklin de Souza participaram de um entrevista coletiva na tarde desta terça-feira.

Conforme o MPE, a operação foi desencadeada porque surgiram novas provas de duas investigações distintas, sendo elas a captação de recursos para pagar a campanha eleitoral de Gilmar Olarte em troca de cargos e vantagens oferecidas para a cassação do então prefeito Alcides Bernal.

Prestaram depoimento no Gaeco os vereadores Mario Cesar, Edil, Airton Saraiva, Waldecy Batista, Gilmar da Cruz, Carlão, Edson Shimabukuro, Paulo Siufi, Jamal Salém e o ex-vereador Alceu Bueno. Também prestam depoimento os empresários João Amorim, João Baird e Fabio Portela Machinsky.

Segundo Marcos Alex, os investigados foram conduzidos para depoimento porque em algum momento, tiveram os nomes citados nas ligações telefônicas ou troca de mensagens. Os celulares dos investigados foram apreendidos e serão periciados. Não há previsão para a conclusão da perícia, mas o promotor adiantou que em análise preliminar “deu para ver que a troca de mensagens tem conteúdo interessante”.

O presidente da Câmara Municipal, Mário César, e o prefeito da Capital, Gilmar Olarte, foram afastados do cargo por determinação judicial. Além disso, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e 13 de condução coercitiva. Conforme o Marcos Alex, as medidas de segurança foram tomadas para não atrapalhar as investigações.

Foram apreendidos os celulares de Olarte, Mario Cesar, Edil Albuquerque (PMDB), Airton Saraiva (DEM), Waldecy Batista (PP), Gilmar da Cruz (PRB), Carlão (PSB), Edson Shimabukuro (PTB), Paulo Siufi (PMDB), Jamal Salém (vereador que hoje ocupa cargo de secretário de saúde), Alceu Bueno (ex-vereador), Eduardo Romero (PT do B), Flavio Cesar (PT do B), Otávio Trad (PMDB) e dos empresários João Amorim, João Baird e Fabio Portela Machinsky.

Ainda segundo o Gaeco, não é possível afirmar que os 23 vereadores que votaram a favor da cassação de Bernal estejam envolvidos no esquema de corrupção. Outras pessoas ainda serão ouvidas durante as investigações.

Os empresários investigação na Operação Lama Asfáltica, da Polícia Federal, João Amorim e João Baird, também aparecem em diálogos das investigações do Gaeco, e por este motivo, foram chamados para depor. Devido a isso, o MPE pediu o compartilhamento das provas da Lama Asfáltica.

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