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"Um companheiro de vida", diz viúva de Juvêncio durante velório

Ex-prefeito e ex-senador, Juvêncio faleceu na madrugada de hoje na Capital

14 DEZ 19 - 12h:29YARIMA MECCHI E NAIANE MESQUITA

Para a viúva Suely Brandão, Juvêncio foi antes de tudo “um companheiro de vida”. Com mais de quatro décadas de união, o casal percorreu junto a vida política de Juvêncio César da Fonseca, que foi vereador de Campo Grande entre os anos de 1983 e 1985, prefeito da cidade por dois mandatos e senador da República, de 1998 até 2007. “Na política, ele teve grandes frutos e um legado importante. Ajudamos muitas pessoas e conquistamos muito”, acredita Suely.

Juvêncio César da Fonseca faleceu na madrugada de hoje, aos 84 anos, em decorrência de problemas de saúde após uma infecção no osso causada por bactérias. Em 2017, o ex-senador chegou a ser internado no Hospital Proncor devido a complicações de saúde. “São 42 anos de união e dois meses que ele estava internado na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo). Eu o visitava três vezes ao dia”, explica.

Sobre a perda e a solidão, a viúva ressalta que manterá os olhos no próximo. “Sou voluntária no São João Bosco e no São Julião. Vou manter o trabalho”, diz Suely.

Juvêncio deixa esposa, um casal de filhos de outra união e quatro netos. O velório continua durante a manhã e início da tarde, no Parque das Primaveras e o sepultamento está previsto para as 15 horas, no mesmo local.

Legado

O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul lamentou a morte de Juvêncio César da Fonseca e ressaltou em nota “a trajetória política de grande relevância no cenário nacional e estadual, deixando como legado um exemplo de determinação e crença no futuro do Estado e da Capital”. Já o prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD), decretou luto oficial de três dias.

Também durante o velório foram enviadas diversas coroas de flores, inclusive, da Câmara Municipal de Campo Grande e da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

Um dos presentes no velório de Juvêncio, o ex-governador do Estado de MS, Marcelo Miranda, afirmou que o político foi um “companheiro, ótimo amigo e administrador”, afirma.

O deputado estadual, Rinaldo Modesto (PSDB), concorda e acredita que a tristeza pela partida de Juvêncio é inevitável. “Ele sempre foi um líder na política. Quando eu era líder de bairro no Parati, Juvêncio estava no segundo mandato como prefeito e me ajudou muito. Era uma época difícil porque estávamos retomando a democracia e ele sempre foi uma pessoa democrática. É muito triste perder uma pessoa assim”, ressalta.

O ex-governador de MS, André Puccinelli também relembrou o período em que Juvêncio assumiu a prefeitura de Campo Grande. “Foi um ótimo amigo, companheiro, bom homem e prefeito. Pegou a cidade em um momento de transição política e fez um belo mandato, humanizou a cidade”, acredita.

 

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