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JUSTIÇA

TRF3 rejeita denúncia contra Puccinelli por fraudes em licitações e em obras

3ª Vara de Campo Grande já havia negado peça por ser contraditória
10/09/2019 18:43 - ADRIEL MATTOS E YARIMA MECCHI


 

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) confirmou decisão de primeira instância e negou denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (MDB). A peça do órgão acusou o emedebista de fraudes em licitações e nas obras da rodovia MS-040 e do Aquário do Pantanal.

Além do ex-governador, foram acusados outras 41 pessoas. Pela complexidade da denúncia e número de denunciados, o juiz da 3ª Vara de Campo Grande, Bruno Cezar da Cunha Teixeira, destacou a peça era contraditória, e caso fosse desmembrada, dificultaria sua compreensão. “Rejeito a denúncia em razão do reconhecimento de sua inépcia, considerando que foi oferecida monoliticamente, mas com requerimento de desmembramento que, caso acatado, tornaria sua descrição muito extensa, prejudicando a compreensão do cerne das imputações, bem como contendo a descrição de fatos típicos incriminadores diversos das imputações (e em partes bastante substanciais) em cada peça que remanesceria como 'denúncia idêntica'”, escreveu.

Na decisão que confirmou a negativa, o desembargador Paulo Fontes citou este trecho do juízo de 1º grau, argumentando o MPF deveria ter proposto novamente a denúncia, após fazer as devidas correções.

REJEIÇÃO

A decisão de primeira instância saiu em agosto de 2018. A denúncia por organização criminosa e fraudes em obras da MS-040, do Aquário do Pantanal e também na contratação direta da Gráfica Alvorada para aquisições de materiais paradidáticos.

Segundo a denúncia do MPF, os 41 investigados foram cobrados em ressarcir cofres públicos no valor de R$ 3,459 bilhões, dentre os quais somente André deveria pagar mais de R$ 331 milhões, dentre os quais R$ 22,9 milhões da compra de livros, R$ 68,9 milhões referentes à rodovia MS-040 e R$ 215,8 milhões ao Aquário do Pantanal.

Felpuda


A tal estratégia de jogar informações nas redes sociais com objetivo de prejudicar adversários está começando a gerar reações. Uma dessas figurinhas vai ter de explicar, na Justiça, o por quê de postagem trazendo suspeitas pesadas contra cabeça coroada, que não gostou nadica de nada de ver o seu nome sendo usado como “bucha de canhão” para fins eleitoreiros. Vem chumbo grosso por aí! E sai debaixo!...