Política

BRASÍLIA

"Tive contato com metade do Congresso", diz senador suspeito de ter coronavírus

Trad esteve em comitiva presidencial onde integrante teve confirmação do Covid-19

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Senador por Mato Grosso do Sul, Nelson Trad Filho (PSD) está isolado em sua residência, em Brasília, após o secretário de Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten, ter sido diagnosticado com o novo coronavírus (Covid-19). Trad e Wajngarten estavam na comitiva que viajou aos Estados Unidos da América (EUA) com o presidente Jair Bolsonaro no sábado (7) e retornou na terça-feira (10).

De acordo com a assessoria de imprensa de Trad, a esposa dele e a filha, que moram com ele na Capital Federal, também estão isoladas. Conforme divulgado na imprensa nacional, o Distrito Federal suspendeu as aulas da rede pública e eventos como missas e shows por cinco dias, para evitar a ampliação de casos de novo coronavírus.

“Estou bem, não estou com sintomas, mas não vou dizer que não estou apreensivo, porque estou. Elas (esposa e filha caçula) estão tranquilas. Quando eu falei que não teria aula, ela respondeu: viva o tio Mandetta”, disse, lembrando a fala da filha caçula sobre o primo de Trad e ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Ainda de acordo com a equipe do parlamentar, “após ser informado de que o chefe da Secretaria Especial de Comunicação, Fabio Wajngarten, estava com suspeita de ter contraído o Covid-19 (caso agora já confirmado), o senador Nelsinho Trad deu início ao cumprimento de todos os protocolos do Ministério da Saúde”.  

“Diante de alguém que teve contato com uma pessoa que positivou, tenho que cumprir a quarentena. Todos nós [que viajamos] temos que ficar em quarentena, já providenciamos os exames, são amostras de secreção do nariz e da saliva”, descreveu Trad.  

Questionado sobre como foi sua agenda pública quando chegou aos Estados Unidos, Trad ressaltou que esteve em sessões no Congresso Nacional, recebeu duas delegações  internacionais, sendo uma da Síria e outra do Quênia.  

“Eu fui para o Senado Federal, para o Congresso, e eu abracei todo mundo que vinha me ver. Participei de reunião com Maia (Rodrigo Maia presidente da Câmara), Davi (presidente do Senado, Davi Alcolumbre), Mandetta, Guedes (Paulo Guedes, ministro da Economia), Ramos (ministro Luiz Ramos, da Secretaria de Governo, Jorge (ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Jorge Francisco). Eu tive contato com metade do Congresso”, afirmou Trad. Caso o exame do senador se apresente positivo para o Covid-19, todas as pessoas que tiveram contato com ele devem fazer o teste e ficar em quarentena.  

“Se não der nada meu exame, vou seguir o protocolo, ficar em quarentena o tempo necessário que afasta a incubação”.

A presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Simone Tebet (MDB-MS), disse que na semana que vem pode haver uma suspensão dos trabalhos.  

“As pessoas mais fáceis de transmitir são as pessoas públicas, a gente às vezes não tem sintomas, mas pode passar para muita gente. Um caso em contato com uma multidão pode piorar a situação. Quando vamos votar algo, pode ter 600 pessoas na sala do Congresso. Pode haver uma suspensão das atividades”.

COMITIVA

Além de Trad e Wajngarten, estavam presentes na comitiva o presidente Jair Bolsonaro, a primeira-dama Michelle Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro, os ministros Ernesto Araújo, Augusto Heleno, Fernando Azevedo e Silva, Marcos Pontes e Bento Albuquerque e o secretário de Governo, general Luís Eduardo Ramos. Também viajaram o senador Jorginho Mello; o deputado Daniel Freitas; o assessor especial Filipe Martins; o presidente da Embratur, Gilson Machado; o secretário de Pesca, Jorge Seif; e o governador do Paraná Ratinho Júnior.

INTERNACIONAL

Trump diz que não haverá cobrança de pedágio em Ormuz a menos que seja imposto pelos EUA

O líder norte-americano descreveu os Estados Unidos como "anjo da guarda" dos países do Oriente Médio

20/06/2026 22h00

Presidente dos Estados Unidos da América, Donaldo Trump

Presidente dos Estados Unidos da América, Donaldo Trump Foto: Arquivo

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na tarde deste sábado, 20, que não haverá cobrança de "pedágios" no Estreito de Ormuz, a menos que a cobrança "seja imposta pelos Estados Unidos". Em postagem na Truth Social, Trump disse que, caso o acordo definitivo com o Irã não seja alcançado, seu governo pode cobrar taxas "como forma de reembolso de custos".

O líder norte-americano também descreveu os Estados Unidos como "anjo da guarda" dos países do Oriente Médio e disse que uma eventual cobrança teria como objetivo "reembolsar custos passados, presentes e futuros", justificando a medida como pagamento por "serviços prestados" pelos EUA na região.

Na sexta, o Irã afirmou que não cobrará taxa de navios no Estreito de Ormuz pelos próximos 60 dias. Há cinco dias, porém, Teerã anunciou que, após esse prazo - período em que vigora o acordo com os EUA -, pretende instituir uma "taxa por serviço" para embarcações que cruzarem a rota marítima.

ELEIÇÕES 2026

Em cenário de 1º turno, Lula tem 41%, Flávio, 31%, Caiado, 3% e Renan Santos, 3%

No último levantamento, divulgado em 22 de maio, Lula tinha nove pontos percentuais de vantagem em relação a Flávio: 40% a 31%

20/06/2026 14h00

Lula e Flávio seguem tecnicamente empatados, no limite da margem de erro, em um eventual 2º turno da eleição presidencial

Lula e Flávio seguem tecnicamente empatados, no limite da margem de erro, em um eventual 2º turno da eleição presidencial Reprodução: Folha de São Paulo

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem dez pontos de vantagem em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas intenções de voto no 1º turno para a Presidência da República. É o que aponta a pesquisa Datafolha divulgada neste sábado, 20.

Na simulação de 1º turno, o petista registrou 41% ante 31% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). No último levantamento, divulgado em 22 de maio, Lula tinha nove pontos percentuais de vantagem em relação a Flávio: 40% a 31%.

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e o empresário Renan Santos (Missão) possuem 3% das intenções de voto cada.

Já o deputado federal Aécio Neves (PSDB), o escritor Augusto Cury (Avante), o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e a ativista Samara Martins (UP) possuem 2% cada.

O ex-deputado federal Cabo Daciolo (Mobiliza), o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (DC) e o jornalista Rui Costa Pimenta (PCO) possuem 1% das intenções de voto cada.

Brancos, nulos ou nenhum somam 7%. Eleitores que não sabem em quem votar são 4%.

Comparada com a pesquisa anterior do Datafolha, Lula variou positivamente 1 p.p, enquanto Flávio não teve o percentual alterado. Caiado, Zema e Samara oscilaram negativamente 1 p.p.

2º turno

Lula e Flávio seguem tecnicamente empatados, no limite da margem de erro, em um eventual 2º turno da eleição presidencial. O petista, no entanto, está numericamente à frente.

De acordo com o levantamento, Lula registra 47% das intenções de voto, enquanto Flávio alcança 43%. Os percentuais são os mesmos da última pesquisa do instituto, divulgada em 22 de maio. Eleitores que pretendem votar em branco, nulo ou não escolher nenhum dos candidatos somam 8%. Já os eleitores que afirmaram não saber em quem votar são 1%.

Já no cenário em que o candidato da oposição é Ronaldo Caiado (PSD), Lula chega a 47% das intenções de voto e o ex-governador de Goiás, 41%. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 10% Eleitores indecisos somam 2%.

O presidente também venceria o ex-governador Romeu Zema (Novo) por 48% a 39%. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 11%, enquanto os que não sabem são 2%.

O Datafolha ouviu 2.004 entrevistados, com 16 anos ou mais, em 139 cidades, de 17 a 18 de junho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09956/2026.

 

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