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Campo Grande - MS, sexta, 16 de novembro de 2018

presidência comissão

Senador de MS quer desarquivar
pedido de cassação de Aécio

Pedro Chaves assumiu hoje a presidência com o afastamento de João Alberto

27 JUN 2017Por RODOLFO CÉSAR E TAVANE FERRARESI20h:33

O senador Pedro Chaves (PSC), que assumiu interinamente a Comissão de Ética do Senado, afirmou hoje que vai convocar reunião para tentar desarquivar o pedido de quebra de decoro contra Aécio Neves (PSDB-MG). Ao mesmo tempo, o partido Rede também protocolou hoje o segundo pedido de cassação contra o senador mineiro.

João Alberto Souza (PMDB-MA), que é o presidente do colegiado, havia arquivado o primeiro pedido feito pelo Rede Sustentabilidade na sexta-feira (23) ao alegar que faltavam provas. Contudo, ele precisou afastar-se do cargo para passar por procedimento cirúrgico de colocação de marcapasso. Ele foi internado às pressas.

São precisos cinco votos dos integrantes para que o pedido seja desarquivado e já há esse número. Isso porque para que houvesse o recurso houve a concordância de João Capiberibe (PSB-AP), José Pimentel (PT-CE), o próprio Pedro Chaves (PSC-MS), Lasier Martins (PSD-RS) e Antônio Carlos Valadares (PSB-SE).

"É uma questão formal. Temos condições de desarquivar o procedimento. Vou convocar reunião na próxima quarta-feira (28)", disse Pedro Chaves.

Aécio Neves foi gravado pelo delator e dono da JBS, Joesley Batista, pedindo R$ 2 milhões e na conversa ainda houve menção sobre uma possível alteração na estrutura da Polícia Federal para tentar atrapalhar as investigações da Lava Jato.

O pedido de cassação do senador foi protocolado por Randolfe Rodrigues (Rede-AP) em maio, logo depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu afastar o tucano do Senado. Apesar de não estar comparecendo às sessões, Aécio Neves permanece recebendo.

Caso seja aberto o procedimento, o senador tucano terá até 10 dias úteis para apresentar defesa. O procedimento é semelhante ao que passou o senador cassado Delcídio do Amaral.

RECENTE

Pedro Chaves, que assumiu cadeira no Senado com a cassação de Delcídio do Amaral, foi eleito por aclamação no dia 6 de julho como vice-presidente da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Casa. 

O colegiado é formado por 15 integrantes titulares e o mesmo número de suplentes, que são eleitos para mandato de dois anos.

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