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PSDB

Sem consenso, Azambuja pode ser novo presidente do partido

Falta de acordo entre os deputados Rose e Beto seria motivo para governador assumir PSDB

13 MAR 19 - 06h:00YARIMA MECCHI

Caso não haja um consenso entre os deputados federais Beto Pereira e Rose Modesto sobre quem deve assumir a gerência do PSDB em Mato Grosso do Sul, o governador Reinaldo Azambuja pode ser o nome da sigla, na tentativa de evitar racha dentro do ninho tucano. 

A possibilidade de o atual presidente Beto e de sua concorrente não cederem tem preocupado lideranças da sigla. Conforme informações de bastidores, a avaliação dos tucanos é de que essa disputa possa provocar ruptura e interferir negativamente nas pretensões do PSDB nas eleições municipais de 2020. Para resolver o impasse, em reuniões fechadas, lideranças têm cogitado o nome do governador para a presidência. 

Azambuja, porém, ainda mantém esperanças dos efeitos de suas ações nos bastidores para colocar pano quente na briga pela indicação de apenas uma chapa. Em conversas reservadas, a indicação de Reinaldo para o comandar o diretório acabou estremecendo as candidaturas de Rose e Beto. 

Se depender do governador, o PSDB deve repetir o que aconteceu em 2017 e manter chapa de consenso para renovação do comando regional do partido, em eleição prevista para maio. Em 2017, a dupla também estava disputando presidência do ninho, porém, Rose – então vice-governadora – cedeu para que Beto assumisse a sigla.  

“Não temos preferência por este ou aquele candidato. Nossa posição já é de conhecimento de todos: não é salutar uma eventual disputa interna, visto que os interesses pessoais devem ficar em segundo plano, em favor das ações que possam atender a todas as correntes que integram o PSDB. O partido precisa seguir unido e criar musculatura suficiente para chegar com boas chances de vitória às eleições municipais do próximo ano. Seja com candidatura própria ou com alianças”, destacou Azambuja por meio de nota.

Em entrevista, nesta semana, o deputado e atual presidente do ninho tucano chegou a dizer que vê como natural a sua recondução ao cargo dentro do partido. 

“O objetivo fundamental era a eleição do governador Reinaldo Azambuja e se efetivou com a vontade popular. Esse trabalho que exercemos foi bom, aumentamos a bancada, o número de deputados eleitos pelo PSDB. Eu vejo como natural nossa recondução política com os delegados que ainda serão eleitos. Mas ainda não temos nem colégio eleitoral para pedir o voto”, afirmou Beto, frisando que, para decidir o novo representante da sigla em Mato Grosso do Sul, depende da escolha dos 82 delegados nos municípios. 

Rose Modesto reafirmou ao Correio do Estado que vai mantar seu nome à disposição do partido e que já houve uma conversa entre ela e Pereira. 

“Eu vou buscar o consenso, a disputa também é legítima. Ele tem seu espaço, eu tenho o meu. Se outra pessoa quiser, tudo bem. E eu vou colocar o meu. É legítimo. Eu sempre fui contra ser candidato de si mesmo, eu coloquei meu nome porque tem um desejo da base do partido. Temos de ajudar o partido. Nós já conversamos e devemos conversar de novo”, afirmou. 

 

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