Política

PANDEMIA

Primo de Mandetta, prefeito Marcos Trad critica Bolsonaro

Opiniões divergem em relação ao isolamento social

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O prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD) declarou, na manhã desta segunda-feira (13), que o pronunciamento do presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (sem partido), feito no dia 24 de março trouxe “certas turbulências” e que, a partir das declarações em rede nacional, a população teria criado “musculatura para desrespeitar os decretos” municipais, publicados pelo prefeito.

As declarações de Marcos Trad foram dadas em entrevista concedida a CCN na manhã de hoje. O líder do Executivo municipal disse ainda que o pronunciamento do presidente “não foi suficiente para abalar”, ressaltou, lembrando de uma das medidas que também foi criticada por Bolsonaro, o Toque de Recolher, que vem sendo implantando em Campo Grande desde o dia 25 de março.

Durante a entrevista, o prefeito foi indagado sobre a questão econômica, uma das maiores preocupações do presidente. Marcos Trad disse que foi uma decisão muito difícil de se fazer – o fechamento do comércio - , mas que “optaram pela vida”.

Porém, o prefeito já anunciou que, devido a queda na arrecadação, o pagamento do salário dos servidores está incerto. Isso porque Marcos Trad suspendeu o pagamento do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU), uma das maiores fontes de arrecadação do município. Ele afirmou que a receita com impostos já resultou em uma queda de 70%. Além do IPTU, o prefeito suspendeu também o pagamento do Imposto sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISS).

Para tentar minimizar os efeitos das medidas implantadas, uma das alternativas usadas pelo Executivo tem sido a negociação com o governo federal e com bancos internacionais de um montante de R$ 1,270 bilhão para o Estado de Mato Grosso do Sul e o município de Campo Grande.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, liberou R$  4 bilhões aos estados e municípios como medida para combater a disseminação do novo coronavírus. Desse montante, Mato Grosso do Sul terá R$ 48 milhões, sendo que R$  29 milhões foram destinados para Campo Grande e R$ 7 milhões para Dourados.

CONFLITO

Devido ao parentesco existente entre Mandetta e seu primo Marcos Trad, o ministro teria garantido apoio ao prefeito, em seu projeto de reeleição, porém, o partido de Mandetta, o Democratas estaria com outros planos, o de lançar candidatura na majoritária. 

O nome do postulante ao cargo seria do deputado estadual Coronel David (sem partido), que conseguiu na Justiça eleitoral direito de sair do PSL por justa causa. 

David teria tentando entrar no DEM, mas Mandetta barrou. O ministro conseguiu convencer o presidente da sigla nacional, o prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto a liberar as tratativas da Executiva municipal em Campo Grande e definir o rumo do partido nas eleições de outubro de 2020. Contudo, Mandetta teria declarado que o DEM não terá candidato para prefeito da Capital.

Essa definição não teria agradado a ministra da Agricultura, Tereza Cristina (DEM), pois Coronel David, com o apoio da ministra e do presidente, seria sua aposta em Campo Grande. 

Com o fim da janela partidária, Coronel David ficou de fora das eleiçoes municipais. O parlamentar, que passou a ser apoiado por Bolsonaro, por ter sido o primeiro político a trazer o presidente em Mato Grosso do Sul, também estaria recebendo apoio da ministra. 

A informação é que o deputado estadual não desistiu do páreo e iria se filiar ao MDB, partido do "padrinho da  ministra", o do ex-governador André Puccinelli e ambos apoiarão o candidato à prefeito da sigla, Márcio Fernandes contra o prefeito Marcos Trad.

ELEIÇÕES 2026

Ala do PL de MS ignora Flávio Bolsonaro nas redes sociais e Azambuja exige apoio

O ex-governador e presidente estadual da sigla já determinou que a militância intensifique a divulgação do presidenciável

25/04/2026 08h30

Senador Flávio Bolsonaro e o ex-governador Reinaldo Azambuja

Senador Flávio Bolsonaro e o ex-governador Reinaldo Azambuja Divulgação

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Na quarta-feira, o pré-candidato ao Senado por Santa Catarina e ex-vereador pela cidade do Rio de Janeiro (RJ), Carlos Bolsonaro (PL), anunciou que está realizando um levantamento nas 27 unidades da Federação de prefeitos, vereadores, lideranças e filiados ao partido que não têm divulgado nas redes sociais a pré-candidatura de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), à Presidência da República, para encaminhar o “diagnóstico” à executiva nacional da sigla para “corrigir” o que considera falta de engajamento interno.

Em Mato Grosso do Sul, o Correio do Estado fez uma consulta rápida às mídias sociais de alguns filiados ao PL detentores de mandato e constatou que, nos últimos dias, eles não fizeram nenhuma postagem de apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto.

No caso da Assembleia Legislativa, os destaques são os deputados estaduais Neno Razuk, Mara Caseiro, Zé Teixeira e Lucas de Lima.

Já entre os prefeitos os destaques são Thalles Tomazelli, de Itaquiraí, que é o atual presidente da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul), e Juliano Ferro, de Ivinhema, que tem mais de um milhão de seguidores, entre outros gestores municipais.

No entanto, o ex-governador Reinaldo Azambuja, presidente estadual do PL, disse à reportagem que saiu na frente do vereador Carlos Bolsonaro, ao determinar a mobilização interna do partido nas redes sociais em torno da candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. 

“Já determinei a todos os prefeitos, vereadores, lideranças e filiados do nosso partido que intensifiquem a divulgação da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Precisamos fortalecer o engajamento interno e unificar o discurso para ampliar a presença do PL em todo o País”, afirmou.

A cobrança por maior exposição pública do nome de Flávio tem sido um dos pontos centrais do discurso de Carlos Bolsonaro.

Em publicação recente, ele classificou como “estarrecedor” o fato de que, meses após o início da pré-campanha, muitos quadros do partido ainda não tenham feito manifestações explícitas de apoio.

“Quem quer vencer precisa agir, comunicar e vestir a camisa”, escreveu, ao defender que o mínimo esperado seria a demonstração pública de posicionamento político. Ele também incentivou apoiadores a cobrarem, “com bom senso”, lideranças locais do partido que ainda não se manifestaram.

Carlos reconheceu que a postura pode gerar desgaste interno, mas disse agir por convicção. O movimento ocorre em meio a ruídos dentro do campo da direita, inclusive no PL.

Nos últimos dias, divergências públicas envolveram nomes ligados ao bolsonarismo, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

A troca de farpas teve início após críticas de Eduardo a um perfil influente nas redes sociais que declarou não apoiar Flávio no primeiro turno. Nikolas compartilhou o conteúdo, o que foi interpretado como sinal de desalinhamento.

A reação gerou uma sequência de publicações com críticas e acusações de desrespeito. O episódio ampliou a percepção de fragmentação no grupo político, em um momento em que aliados tentam consolidar o nome de Flávio Bolsonaro como alternativa para a disputa presidencial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Política

Com mistura de 32% gasolina ficará mais barata e haverá autossuficiência, diz ministro

Pasta assegura que está garantida a segurança na implementação

24/04/2026 22h00

Gasolina em Campo Grande ultrapassa os R$ 7 no crédito

Gasolina em Campo Grande ultrapassa os R$ 7 no crédito Gerson Oliveira

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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse nesta sexta-feira, 24, que a gasolina ficará mais barata com a elevação da mistura de etanol para 32% (E32). Ele também argumentou que a medida tem potencial de reduzir em cerca de 500 milhões de litros mensais a necessidade de importação de gasolina. Esse volume seria suficiente para zerar a dependência externa da importação do combustível. Ou seja, na avaliação dele, poderá ser atingida a condição de autossuficiência.

A medida será adotada após os testes já realizados no país, que comprovaram a viabilidade técnica da mistura durante os estudos conduzidos para a mistura de 30% em 2025, segundo o MME. A Pasta assegura que está garantida a segurança na implementação.

O fator central para a decisão é o preço. A cotação do petróleo no mercado internacional, com reflexo em derivados como a gasolina, foi elevada significativamente após o acirramento do conflito no Oriente Médio. Nesse cenário, ampliar o uso do etanol seria uma medida para reduzir custos.

"Já tivemos os testes aprovados quando adotamos o E30. E nós nos tornaremos autossuficientes em gasolina. Absurdamente, o governo anterior vendeu refinarias. No momento de guerra, como essa, vemos a importância da segurança do suprimento", afirmou o ministro, que participa nesta sexta da 9ª Abertura da Safra Mineira de Açúcar e Etanol, evento organizado pela Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA).

A elevação da mistura terá caráter excepcional e temporário, com vigência inicial de 180 dias, prorrogáveis por igual período, conforme deliberação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). "A proposta integra um conjunto de ações do MME voltadas a garantir segurança energética no curto prazo e consolidar soluções estruturais para o País", declarou o MME.

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