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Preso há 1 ano, Lula tem rotina com TV, advogados e vídeos de reuniões do PT

Preso há 1 ano, Lula tem rotina com TV, advogados e vídeos de reuniões do PT

FOLHAPRESS

31/03/2019 - 20h00
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No final da manhã do última dia 1º de março, uma sexta-feira véspera de Carnaval, o agente da Polícia Federal (PF) Jorge Chastalo Filho participava de uma operação quando foi informado que Arthur, 7, neto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), havia sido internado em um hospital de São Bernardo do Campo (SP).

Responsável pela carceragem da PF em Curitiba, o agente desconhecia a gravidade do caso e decidiu terminar aquela tarefa de rua e avisar o ex-presidente assim que retornasse à Superintendência da PF. Minutos depois, porém, recebeu nova mensagem. Arthur havia morrido.

No próximo domingo (7), Lula completará um ano preso. Nesse período, segundo pessoas que o acompanham, os momentos mais felizes foram ao lado do neto. Nas duas vezes em que o menino visitou o avô, passaram o tempo todo brincando no chão da cela e na cama. Comunicar a morte da criança seria um momento dramático.

O agente Chastalo interrompeu a escolta e acionou, pelo rádio, o colega de plantão. Determinou que Lula fosse retirado da cela imediatamente para que não houvesse risco de saber da fatalidade pela TV. O tempo estava nublado na capital paranaense, e o ex-presidente estranhou a ordem para sair para o banho de sol.

Em poucos minutos, Chastalo e o superintendente da PF, Luciano Flores, estavam diante de Lula. Manoel Caetano, advogado que visita o petista diariamente, foi quem lhe deu a notícia. "Presidente, seu neto Arthur morreu."

Lula fixou o olhar no advogado e repetiu três vezes a pergunta: "O Arthur?" Caetano confirmou. "Como pode uma criança de sete anos morrer assim?" Não houve resposta. Lula começou a chorar. Com idas e vindas, aquele pranto durou mais de 12 horas, segundo as pessoas que o acompanharam naquele dia.

Ele já havia enfrentado duas perdas na cadeia: a morte do amigo Sigmaringa Seixas, advogado e ex-deputado petista, e do irmão mais velho, Genival Inácio da Silva, o Vavá.

No último caso, o petista se manteve firme, apesar do luto e da novela que se transformou o pedido de autorização para que ele fosse ao velório do irmão, vitimado por um câncer. A juíza Carolina Lebbos, que regula o cumprimento da pena de Lula, negou o pedido. Quando o presidente do STF, Dias Toffoli, deu a autorização, o corpo estava prestes a ser sepultado. Lula não se despediu do irmão morto.

No caso de Arthur, a autorização foi dada no mesmo dia e, na manhã de sábado (2), Lula embarcou em direção a São Paulo. O ex-presidente já se mostrava mais sereno e calculava o que diria para os pais do menino. Falou aos policiais federais que precisava confortá-los. "A Marlene é uma ótima mãe, não pode se sentir culpada", disse, antes de seguir para São Bernardo.

Logo após a cerimônia, uma foto em que Lula dá um sorriso ao embarcar no helicóptero que o levaria de volta à prisão se espalhou pelas redes sociais acompanhada de legendas que o acusavam ser insensível à morte do neto.

Uma distorção, segundo um policial que o acompanhou. Naquele momento, Lula teria ironizado a própria sorte, questionando se o helicóptero aguentaria até o fim da viagem.

Há um ano, Lula vive isolado num espaço de 15 m² no quarto andar da Superintendência da PF. O dormitório, antes usado por policiais em viagem, não tem grades e se resume a banheiro, armário, mesa com quatro cadeiras, esteira ergométrica e um aparelho de TV com entrada USB e que só sintoniza canais abertos.

Durante a semana, na parte da manhã, conversa por uma hora com o advogado Luiz Carlos da Rocha, o Rochinha. Na parte da tarde, fala com Manoel Caetano pelo mesmo período. Todo o resto do tempo permanece isolado dentro do quarto.

Às quintas-feiras recebe parentes, à tarde, e dois amigos, geralmente políticos, pela manhã. Ele sai três vezes por semana para o banho de sol. Circula num pequeno espaço de 40 m² onde antes funcionava um fumódromo.

Até janeiro, Lula recebia líderes religiosos, mas a juíza Carolina Lebbos proibiu esses encontros, apesar de a Lei de Execução Penal prever o direito à assistência religiosa. No lugar haveria uma consulta com um capelão da própria PF, mas isso não aconteceu.

"Ele conversava com padres, pastores, budistas, umbandistas, gente de todas as religiões. Encontrar com eles o deixava mais animado. Ele passa a maior parte do tempo sozinho, isolado na cela. O fim desses encontros foi triste para ele", diz o advogado Rocha.

Lula acorda sempre antes das 7h. Ouve o "bom dia, presidente", gritado por militantes do acampamento Lula Livre, que fica num terreno em frente à PF. "Esse negócio dá um ânimo para ele", diz Gilberto Carvalho, amigo e chefe de gabinete dos tempos de Presidência (2003-2010).

Às 8h, o agente Chastalo destranca a porta do quarto. Invariavelmente encontra Lula vestido com uma camisa do PT ou do Corinthians. Três vezes por semana o agente mede o índice de glicemia no sangue do ex-presidente, que é pré-diabético.

Quando há alguma alteração, Chastalo confisca doces que encontra na cela. Ouve de volta um palavrão de Lula, em tom de brincadeira. O ex-presidente toma todos os dias uma cápsula de Glifage, cujo princípio ativo é o cloridrato de metformina, medicamento que abaixa o nível de glicose no sangue.

De resto, não há restrições à alimentação. Lula come a mesma refeição dos outros presos. O agente sempre toma o cuidado de pegar uma marmita aleatoriamente na caixa que serve os presos da carceragem toda da polícia.

Durante o período preso, Lula consultou-se pelo menos três vezes com seus médicos na própria cela. Eles mantêm contato direto com Chastalo, que é quem tem convívio mais frequente com ele. Antes de ser preso, Lula já havia parado de fumar e adotado o hábito de fazer exercícios.

Na prisão, anda na esteira quase todo dia e ganhou elásticos de ginástica para fortalecer braços e pernas. Lula tem na cabeça sequências de exercícios que seu personal trainer, Márcio, passava quando estava livre. Mas conta com dicas dos agentes quando faz algo errado. Quando algum deles vê que ele faz um movimento repetitivo que pode causar uma lesão, trata de corrigir os movimentos e a postura do petista.

Nas eleições do ano passado, a cela virou escritório político. O presidenciável Fernando Haddad e outros petistas com diploma de advogado, como o ex-deputado Wadih Damous e o ex-prefeito de Osasco Emídio de Souza, receberam procuração para defendê-lo em seus processos. Com isso, podiam encontrá-lo fora dos dias de visita a pretexto de cuidar de sua defesa.

Lula sentava-se à mesa com os petistas e discutia estratégias. Animou-se com as chances de Haddad depois dos protestos "Ele não" pelo país. Achava que a rejeição de Jair Bolsonaro (PSL) poderia crescer, e a do PT ir no sentido contrário.

No segundo turno, porém, Lula desanimou quando soube que os marqueteiros petistas haviam decidido descolar a imagem de Haddad da dele. Não houve mais encontros com o presidenciável, e ele viu pela televisão a candidatura de Haddad naufragar.

Quem convive com o ex-presidente na prisão diz que a eleição de Bolsonaro foi o segundo dia mais melancólico para ele, depois da morte do neto. Calculou que, além da derrota política, o resultado das urnas sinalizaria também um longo período na cadeia.

Lula considera, segundo pessoas próximas, que a sua liberdade não depende de questões jurídicas. Diz que só poderá ser solto quando o ambiente político mudar.

O petista foi condenado em segunda instância no caso do tríplex de Guarujá (SP) e, em primeira instância no caso do sítio de Atibaia (SP). Caso a soma das duas penas seja mantida em 25 anos, ele, que tem 73 anos, poderia ir para o semiaberto após, no mínimo, quatro anos de prisão.

Quando o ministro do STF Marco Aurélio Mello, em dezembro, decidiu derrubar o entendimento sobre cumprimento de pena após decisão em segunda instância, o que poderia colocá-lo fora da prisão, ele não se animou. Disse aos agentes da PF que aquilo seria revertido no mesmo dia. Foi o aconteceu.

Em julho de 2018, quando o juiz Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, decidiu conceder liberdade ao ex-presidente, ele chegou a arrumar as malas e ir para o elevador. Mas antes mesmo de descer ao térreo recebeu a notícia de que a decisão fora derrubada.

Diante desses percalços, circulou entre amigos e correligionários que Lula estaria deprimido. Quem o acompanha nega. Diz que o ex-presidente tem raiva, mas não depressão.

Duas semanas após ser preso, ganhou de advogados o livro "A Virtude da Raiva", escrito por Arun Ghandi, neto do pacifista indiano, que trata de ensinamentos de Ghandi para para canalizar a raiva em ações não violentas.

Mesmo preso e impedido de dar entrevista por decisões judiciais, Lula não abandonou a política. Informa-se sobre cada passo do governo Bolsonaro e avalia como real o risco de o presidente ter o tapete puxado pelos próprios militares do governo.

Lula se informa sobre o ambiente político do país por resumos de publicações da imprensa e informes que seus advogados levam junto com a papelada de seus processos.

Ele também recebe pendrives onde estão gravadas as reuniões do diretório e da executiva nacional do PT, além de discussões sobre temas como a reforma da Previdência. Assiste a tudo antes de conversar com correligionários, como a presidente do partido, a deputada Gleisi Hoffmann.

Na TV, não é só o noticiário que o mantém antenado. Ele tem analisado os programas religiosos, sobretudo os evangélicos. Conhece os pastores pelo nome e avalia que eles são protagonistas neste novo momento do país.

Também no ano passado, Lula recebeu pendrives com gravações dos episódios do Presidente da Semana, podcast da Folha que conta a história dos presidentes do Brasil, de Deodoro da Fonseca a Bolsonaro. "Ele gostou muito e está recomendando a todo mundo", disse o advogado.

Para se distrair, o ex-presidente costuma assistir a novelas e partidas de futebol.

Diz a amigos e parentes que estar preso no Paraná tem uma complicação adicional: no estado passam poucos jogos do Corinthians na TV.

Principais momentos durante a prisão

Habeas corpus
Em 8 de julho de 2018, o juiz Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, concedeu habeas corpus ao ex-presidente durante um plantão. O juiz Sergio Moro, mesmo de férias, proferiu uma decisão determinando à PF que não cumprisse a ordem. À tarde, João Pedro Gebran Neto, relator da ação no TRF-4, suspendeu a soltura. No dia seguinte, Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, presidente do TRF-4 derrubou em definitivo habeas corpus, e Lula permaneceu preso

Supremo
Em 19 de dezembro de 2018, o ministro do STF Marco Aurélio Mello mandou soltar presos que estivessem cumprindo pena provisoriamente, antes de esgotados todos os recursos na Justiça (situação do ex-presidente Lula). Mais tarde, no mesmo dia, o presidente da corte, Dias Toffoli, suspendeu a decisão

Despedidas
Durante seu um ano na prisão, Lula perdeu três pessoas próximas e nas três ocasiões solicitou autorização para acompanhar o enterro. Quando morreu seu amigo Sigmaringa Seixas, a Justiça negou o pedido, alegando que esse direito só é previsto em caso de morte de parentes. Na ocasião da morte de seu irmão Vavá, em janeiro, a solicitação foi inicialmente negada, e o STF só concedeu a permissão quando o corpo estava prestes a ser sepultado. Em março, Lula foi autorizado a comparecer ao enterro do neto Arthur
Denúncia" Em set.16, MPF acusa o ex-presidente de receber propina da empreiteira OAS como parte de acertos do PT em contratos na Petrobras

1ª instância
Em jul.17, o juiz federal Sergio Moro condenou Lula a 9 anos e 6 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Lula foi acusado de receber vantagens indevidas da OAS, com a reserva e a reforma de um tríplex em Guarujá (SP)

2ª instância
Em 24.jan.18, os três juízes 8ª turma do TRF-4 confirmaram a condenação e ampliaram a pena para 12 anos e 1 mês de prisão

Política

Moraes nega habeas corpus apresentado por estudante de Direito em favor de Bolsonaro

Para o ministro, o pedido não reunia elementos suficientes para ser analisado, o que levou ao encerramento do processo sem julgamento do mérito

30/01/2026 21h00

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses Divulgação/Sérgio Lima-UOL

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou um habeas corpus apresentado por um estudante de Direito em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para o ministro, o pedido não reunia elementos suficientes para ser analisado, o que levou ao encerramento do processo sem julgamento do mérito. A decisão foi assinada na última quarta-feira, 28 e publicada na quinta, 29.

A solicitação foi protocolada por Francisco Ricardo Alves Machado, que não integra a equipe de advogados de Bolsonaro. De acordo com seu perfil no LinkedIn, ele é estudante de Direito.

No pedido encaminhado ao Supremo, o estudante afirmou que o ex-presidente estaria sofrendo restrições ilegais à liberdade e pediu a anulação dos processos em curso. O argumento central era o de que o magistrado responsável pelos casos deveria ser considerado suspeito.

Na petição, Machado sustentou que um juiz não pode atuar em processos quando há, por exemplo, interesse pessoal, relação direta com as partes ou qualquer situação que comprometa sua imparcialidade.

O habeas corpus também menciona tratados internacionais de direitos humanos, como o Pacto de San José da Costa Rica e o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, para defender o direito à liberdade e à vida do ex-presidente.

Além disso, o autor alegou que os fatos atribuídos a Bolsonaro não poderiam resultar em condenação, por considerar que não haveria possibilidade real de consumação do crime. Com base nessa tese, pediu o encerramento da ação penal.

Ao final, solicitou uma decisão urgente para garantir a libertação imediata do ex-presidente e, posteriormente, o reconhecimento de que não haveria crime a ser punido.

Na decisão, Alexandre de Moraes afirmou que o pedido não apresentava informações mínimas que permitissem a análise do caso pelo Supremo. Segundo ele, o texto não indicava de forma clara qual seria o ato ilegal praticado nem apontava quem teria sido responsável por essa suposta violação.

O ministro destacou que o habeas corpus se limitou a argumentos genéricos e à reprodução de dispositivos legais, sem apresentar fatos concretos que justificassem a atuação da Corte.

"Não há, na petição inicial, individualização mínima de fatos aptos a embasar o pedido formulado, circunstância que compromete a admissibilidade da impetração", escreveu Moraes ao rejeitar a solicitação.

SEM DEFINIÇÃO

Simone Tebet mira Senado Federal, sem descartar candidatura em SP

Ministra três-lagoense deve deixar a Pasta do Planejamento e Orçamento até 30 de março e diz que seu futuro para as eleições de 2026 deve ser decidido antes do Carnaval

30/01/2026 12h55

Comenta que entre os projetos em sua mira está um possível retorno ao Senado Federal, onde esteve entre 2015 e 2023, sem descartar em definitivo ainda uma disputa pela cadeira como chefe do Executivo de São Paulo. 

Comenta que entre os projetos em sua mira está um possível retorno ao Senado Federal, onde esteve entre 2015 e 2023, sem descartar em definitivo ainda uma disputa pela cadeira como chefe do Executivo de São Paulo.  Marcelo Victor/Correio do Estado

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Durante o lançamento do Observatório da Qualidade do Gasto Público (OQGP) na manhã desta sexta-feira (30), no auditório do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) em São Paulo, a atual Ministra do Planejamento e Orçamento do Brasil elucidou alguns mistérios ligados a seu nome e as eleições de 2026, indicando que mira o Senado, mas sem ainda descartar uma candidatura pelo Estado paulista. 

Segundo a ministra três-lagoense, que integra a base do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), após conversa com o presidente, a primeira de pelo menos mais uma que pretende ter, a certeza que a chefe do Planejamento e Orçamento pode repassar ano momento é que deve deixar a Pasta até o próximo dia 30 de março. 

Ainda assim, ela comenta que entre os projetos em sua mira está um possível retorno ao Senado Federal, onde esteve entre 2015 e 2023, sem descartar em definitivo ainda uma disputa pela cadeira como chefe do Executivo de São Paulo. 

"Começamos a discutir com o presidente apenas a minha candidatura ao Senado Federal. Discutimos o cenário de incertezas internacionais e também o econômico e político no Brasil. Depois fizemos alguns exercícios, para ver onde eu posso cumprir melhor minha missão. Não fechamos nada ainda", frisa. 

Entretanto, em quebra-queixo com a imprensa no evento, a três-lagoense foi cautelosa em evidenciar os nomes presentes nesta disputa. 

"Na semana que vem, provavelmente, nós teremos uma definição. Só discutimos a questão do Senado Federal. Eu, particularmente, entendo que São Paulo tem dois nomes de peso relevantes, importantes, que têm condições de performar muito bem, chegar a levar, inclusive, para um segundo turno...  que é o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice-presidente, Geraldo Alckmin", comentou. 

Colégio eleitoral em jogo

Mesmo que a primeira das pautas tenha sido a discussão a respeito do Senado Federal, Simone afirma que ainda não foi discutido, porém, a questão de por qual colégio eleitoral em si a três-lagoense deve disputar as eleições em 2026. 

"Não houve esse detalhe. Eu me coloquei à disposição do presidente. Como houve essas discussões, vai ser candidato ao Senado; ao Governo, pelo Mato Grosso Sul, por São Paulo. Eu deixei claro para o presidente: vou deixar a minha vontade pessoal de lado, e só ele sabe qual e porque eu disse a ele, para atender a um projeto político de País. Não me respondeu qual é nem me disse onde tenho que jogar nesse tabuleiro eleitoral", afirmou. 

Além disso, ela não negou que, no passado, houveram convites de outras siglas partidárias, como do próprio Partido Socialista Brasileiro, e de propostas vindas pelos mais variados canais de comunicação. 

"Isso foi lá atrás, Tenho carinho pelos membros do PSB, a começar pelo próprio VPR. O vice-presidente já esteve mais de uma vez no meu gabinete discutindo o projeto de País, o projeto de lei, da lei da paternidade junto com o Pedro Campos... outras demandas e pautas que temos em comum.

Houve do PSB, como teve também de outros partidos, até por Whatsapp, dizendo que querem conversar, quando eu teria agenda. Não estou discutindo isso e não está no meu radar. Coloquei na mão do presidente Lula o meu destino político", confirmou. 

Também, ela citou que, assim como chegou a escrever em manifesto - mas retirou a pedido de Lula - que não aceitaria cargo ao apoiar o atual presidente na última eleição, dessa vez não impõe qualquer condição para ser candidata ou não, o que incluiria que também não houve negociação para seguir na equipe do governo federal em um possível novo mandato do petista. 

"Não era nem para eu estar no Ministério. O presidente me convidou três vezes para eu aceitar a Pasta do Planejamento e Orçamento, porque eu achava que meu apoio no segundo turno tinha que ter legitimidade e, para isso, eu não podia ocupar cargo. Escrevi no meu manifesto isso e ele mandou tirar.

Eu falei: 'presidente, eu vou tirar, mas eu não vou aceitar o ministério porque não tem sentido'. A única coisa que ele me pediu quando eu conversei com ele do primeiro para o segundo turno, eu tirei e depois de três tentativas eu fui atender o convite do presidente Lula no dia 27 de dezembro, quatro dias antes da minha posse de ministra", concluiu.  

 

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