Terça, 19 de Junho de 2018

MAJORITÁRIA

Pré-candidatos ao Senado
são pressionados pelo governador

Geraldo abre mão de concorrer a uma vaga em favor do governador, e Miglioli, não

14 JUN 2018Por Yarima Mecchi e Adilson Trindade04h:00

Pré-candidatos a senador pelo PSDB, o ex-secretário estadual de Infraestrutura Marcelo Miglioli e o deputado federal Geraldo Resende estão sendo pressionados pelo governador Reinaldo Azambuja a buscarem entendimento. Pelo jeito, o partido abrirá apenas uma vaga de senador, deixando a segunda para aliado. A ideia inicial do governador era deixar as duas vagas aos aliados, e essa posição ainda não está enterrada por ele.

A prioridade do PSDB é a reeleição de Azambuja, nem que isso custe as duas vagas de senador para ampliação de aliança partidária. Mas essa posição encontra resistência de Miglioli e apoio de Geraldo.

A recomendação do governador é para os pré-candidatos se viabilizarem o quanto antes e que isso esteja definido até a convenção da sigla, que deve ser realizada entre 20 de julho e 5 de agosto. 

Miglioli está percorrendo o Estado atrás de apoio político e eleitoral. Geraldo segue o mesmo caminho. No entanto, a tendência dele é de concorrer à reeleição.

“Ainda não estão fechadas as vagas do partido para o Senado. O PSDB está conversando com vários aliados, temos duas candidaturas próprias, Marcelo e Geraldo, que estão conversando, e espero que nos próximos dias eles definam isso”, afirmou Azambuja.

Geraldo destacou a reeleição de Azambuja como prioridade e prometeu não criar obstáculos para entendimento com outros partidos. “Não serei impedimento para que construa a mais ampla aliança”, afirmou. 

Ele acha que as duas vagas poderão ficar com aliados se Azambuja precisar de maior apoio para concorrer à reeleição. Enquanto isso não acontece, Geraldo busca viabilizar sua candidatura ao Senado.

“Estamos conversando com Marquinhos [prefeito Marcos Trad, de Campo Grande], PTB, aliados e outros partidos para discutirmos democraticamente e depois escolher qual será o melhor nome para o Senado e aliança com o governador”, explicou o deputado tucano.

Geraldo deixou o governador à vontade para negociar as duas vagas de senador. “Caso o partido e o governador entendam que posso acrescentar, tudo bem. Caso contrário, continuo com a eleição para deputado federal pela quinta vez consecutiva”, esclareceu.

O parlamentar entende ser preciso dar liberdade ao governador e ao PSDB de buscarem alianças que fortaleçam o projeto maior. “A prioridade é a reeleição do governador, o nosso farol”, afirmou.

O ex-secretário de Infraestrutura Marcelo Miglioli disse ter posição definida dentro do PSDB para as próximas eleições. “Coloquei meu nome para o Senado e não vou pleitear outra vaga”, afirmou. “Eu entendo que dentro do partido você tem que estabelecer em que posição vai jogar ou o partido fica fragmentado”, explicou, colocando em cheque a situação de Resende, que se diz pré-candidato de duas vagas, Senado e Câmara Federal.

Miglioli disse estar percorrendo o Estado com as principais lideranças do PSDB e até com o deputado federal Geraldo Resende, em busca de apoio político. Portanto, não vê como recuar nessa altura dos acontecimentos. 

“Não ficaria bem. Estou andando com Rose [Modesto, vice-governadora] Beto [Pereira, deputado estadual e presidente regional do PSDB] e já andei com Resende, que é pré-candidato a deputado também”, afirmou.

Miglioli defende a ideia de o PSDB indicá-lo como candidato a senador e entregar a sua vaga a um partido aliado. “Isso é discussão partidária para chegarmos ao entendimento”, ressaltou. (Colaboração de Renata Volpe Haddad)

 

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