Quinta, 18 de Janeiro de 2018

Política

Podendo assumir cadeira na Câmara,
Cury quer reforma eleitoral

Vereador foi o 18º colocado na eleição e pode assumir vaga de Lucas de Lima

11 JAN 2018Por GLAUCEA VACCARI E YARIMA MECCHI09h:45

Suplente do vereador Lucas de Lima (SD), que pode ter o mandato cassado, vereador Eduardo Cury afirmou que é necessária uma reforma eleitoral, para eleger candidatos pelo número de votos. Esta é a segunda vez que ele pode assumir uma cadeira na Casa de Leis. Na última legislatura, ele assumiu o cargo depois da cassação do ex-vereador Paulo Pedra (PDT), por compra de votos.

“O que eu tenho dito é que a população não pode mais aceitar que nós fiquemos sem uma reforma eleitoral. Eu tive 3.170 votos, fui 18º colocado de 29 vagas, ninguém vota em legenda, pessoas entraram com metade dos votos e esse é um momento para se colocar como é injusta a coisa”, disse.

Lucas de Lima foi condenado por apropriação indébita e corre o risco de perder o mandato. Caso isto ocorra, Cury assumirá novamente uma vaga na Câmara. O parlamentar informou que aguarda decisão do juiz e não irá comentar a situação de Lucas.

“Eu fico em uma situação muito constrangedora. Primeiro porque eu não tenho uma régua para medir isso. Seria como, por exemplo, se você pedisse para um advogado fazer um indicação de punção intraóssea em criança. Eu me sinto nessa situação. Essa não é a minha área, eu não acompanhei e não conheço o projeto. Não vou entrar nessa discussão se está justo ou não, eu não tenho condições para isso, vou aguardar a decisão do juiz”, explicou.

No entanto, Cury afirmou que procurou orientação de advogados para compreender a situação, mas não sabe em que estágio se encontra, e que caso haja a cassação, será uma decisão técnica e não política.

CONDENAÇÃO

Radialista e ex-sócio de uma pizzaria, Lucas foi condenado em 2012 pela 5ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande a um ano e quatro meses de prisão, que foram convertidos na prestação de serviços comunitários.

Apesar de reconhecer a infração, Lucas alega não ter cometido dolo, ou intenção, de cometer o crime. “Estou sofrendo com isso. É algo que tem me dado muita dor de cabeça”, lamentou. Preocupado com a possibilidade de ser cassado, o vereador afirmou que ainda não foi notificado da condenação em segunda instância. “Até agora não chegou nada para mim nem para a Câmara”, disse.

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