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EM PROTESTO

Pesquisa aponta que 82% acreditam no impeachment da presidente Dilma Rousseff

Datafolha entrevistou 1.335 pessoas durante manifestações deste domingo
17/08/2015 18:32 - DA REDAÇÃO


 

Entre os manifestantes que foram para a Avenida Paulista neste domingo (16), 85% acreditam que a presidente Dilma Rousseffdeve renunciar ao cargo, de acordo com pesquisa Datafolha. 82% acham que Dilma deve sofrer um impeachment, segundo o levantamento. O Datafolha ouviu 1.335 entrevistas, entre 12h e 18h. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

Dos entrevistados, 49% acham que ela sairá da presidência. 44% acreditam que isso não ocorrerá e 7% não souberam responder.

Quanto à reprovação do governo, que na última pesquisa foi de 71%, atingiu 95% entre os manifestantes da Paulista neste domingo. 4% acham o governo regular e 1%, bom ou ótimo.

O Datafolha também perguntou quem assumiria a presidência da República caso Dilma seja afastada. "Michel Temer" e o "vice-presidente" foram as respotas de 69% dos presentes.

O insituto também traçou o perfil dos manifestantes presentes na Paulista.  61% eram homens. A faixa etária mais representada, com 40%, foi a de 50 anos ou mais. Em seguida, 30% tinham de 36 a 50 anos. (Confira todos os números aqui)

De acordo com o Instituto Datafolha, 135 mil pessoas participaram do protesto na Paulista. Segundo a Polícia Militar de São Paulo, 465 mil pessoas participaram das manifestações em todo o Estado neste domingo. Na Avenida Paulista, foram 350 mil. Tanto na avaliação da PM quanto na do Datafolha, a manifestação deste domingo foi maior do que a última, de abril – quando calcuraram 275 mil e 100 mil pessoas, respectivamente, – e menor do que a de março, quando os números dados foram de 1 millhão e 210 mil participantes.

Felpuda


O sumiço de algumas figurinhas carimbadas da política não acontece em virtude da necessidade de isolamento como uma das formas de prevenção à pandemia. Em verdade, seria porque não têm mesmo o que e a quem falar. Com o advento das redes sociais, quem acha que fazer campanha eleitoral continua como na época do “eu prometo” está a um passo de ver o sonho de conquistar mandato se transformar em pesadelo. Pelo jeito, não estão nem conseguindo dormir.