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"Não é fácil confiar na Justiça", diz Marun sobre nova prisão de Temer

Ex-deputado federal e ex-ministro lamentou decisão que mandou prender o ex-presidente
09/05/2019 11:02 - GLAUCEA VACCARI


 

O ex-deputado federal e ex-ministro da Secretaria de Governo de Michel Temer (MDB) Carlos Marun, lamentou a decisão que determina o retorno do ex-presidente à prisão. “Estou triste pelo fato do Temer estar sendo mais uma vez submetido a essa violência, mas mais do que isso, estou preocupado com os rumos do nosso Brasil”, disse Marun em vídeo.

Tribunal Regional Federal da 2ª Região suspendeu ontem os habeas corpus do ex-presidente e do coronel João Baptista Lima Filho que os mantinham em liberdade. Eles são acusados de desvios nas obras da usina nuclear de Angra 3, em processo que corre na Justiça Federal do Rio de Janeiro, no âmbito da Operação Lava Jato. Temer prometeu se apresentar à PF nesta quinta-feira (9).

Ao saber da decisão, Marun divulgou vídeo em suas redes sociais em que afirma que “não é confiar na Justiça”, já que, segundo ele, não há os pré-requisitos estabelecidos no Código de Processo Penal para que seja determina a prisão preventiva.

“É um homem de 77 anos que não tem uma única condenação, que não possui conta no exterior, em relação ao qual não há nenhuma prova concreta estabelecida e é submetido a violência do encarceramento”, afirmou o ex-deputado federal de Mato Grosso do Sul.

PRISÃO 

Depois de terem sido presos na Operação Descontaminação, no dia 21 de março, Temer e o Coronel Lima foram soltos quatro dias depois, dia 25, em uma decisão liminar do desembargador Ivan Athié, que integra a 1ª Turma do TRF2 com mais dois desembargadores: Abel Gomes e Paulo Espírito Santo.

No julgamento desta quarta-feira, o relator Athié votou pela manutenção da liberdade dos dois. Mas o desembargador Abel Gomes, que é o presidente da turma, votou pela prisão de Temer e coronel Lima, e Paulo Espírito Santo acompanhou Gomes.

O advogado de Temer, Eduardo Carnelós, lamentou a decisão, mas disse respeitá-la, e afirmou que o ex-presidente está em São Paulo e deve se apresentar à Justiça na quinta-feira, 9.

 

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".