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Multidão de 300 pessoas recebe Bolsonaro <br>e diz que sem segurança não tem economia

Deputado tem agenda em Sidrolândia e Nioaque
12/07/2017 20:34 - RODOLFO CÉSAR E TAVANE FERRARESI


 

Jair Bolsonaro (PSC) chegou a Campo Grande por volta das 20h de hoje, no Aeroporto Internacional, e foi recebido por uma multidão de cerca de 300 pessoas. Quando ele passou para o saguão de desembarque, um coro de "1, 2, 3, 4, 5 mil, queremos Bolsonaro presidente do Brasil" foi a principal mensagem de recepção entoada.

O deputado federal veio para Mato Grosso do Sul a convite do parlamentar estadual Coronel David (PSC) e os dois vão ter agenda em Sidrolândia e em Nioaque, onde ambos acompanharão evento da Retirada da Laguna, em evento promovido pelo Exército.

Bolsonaro, quando estava na ativa do Exército, serviu em Nioaque como capitão entre 1979 e 1981. A 13ª Jornada Cultural da Retirada da Laguna começou hoje e tem atividade nesta quinta-feira (13).

"Sem segurança não tem economia. O povo brasileiro é conservador e cristão. Respeitando as outras religiões, faremos uma grande nação", disse o deputado logo depois de sua chegada.

Em discurso, ele falou sobre a situação do presidente Michel Temer. "Não vamos aceitar a corrupção, seja quem for. Temos que ir até as últimas condições para limpar o Palácio (do Planalto). A alternativa é votar em perfil semelhante ao nosso."

Ao falar sobre o voto dele na Câmara no caso de denúncia de Temer, Bolsonaro afirmou que defende a investigação. "Eu não sou aquele que acha que para ter governabilidade temos que engolir a corrupção. Não vamos engolir corrupção seja de quem for."

O deputado ainda aproveitou o fato de já ter servido em Mato Grosso do Sul e disse para o público foi ao aeroporto para vê-lo que tem ligação com o Estado, ao mencionar que o filho dele teria sido concebido aqui. "O meu primeiro filho não nasceu aqui, mas foi fabricado aqui. O calor de vocês não tem preço."

Ele também mencionou, no discurso, o tema armamento da população. "Falam tanto de ditadura militar. Naquele tempo, o avô de vocês comprava arma de fogo na Mesbla. A nossa liberdade não tem preço e essa quadrilha, que dá agora um grande passo para ser desmontada, que é a quadrilha vermelha, que tem a frente o PT, sempre quis roubar a nossa liberdade."

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Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".