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Campo Grande - MS, domingo, 18 de novembro de 2018

ato perto do masp

Movimentos de esquerda se reúnem
na Paulista para apoiar Lula

20 JUL 2017Por FOLHAPRESS22h:00

"O Lula é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo", gritam manifestantes na tarde desta quinta-feira (20), na avenida Paulista. O ato ocupa ambas as faixas da avenida em frente ao Masp.

Organizado por movimentos de esquerda, como a CUT, o MTST e a CTB, e pelo PT, PCO e PCdoB, eles reagem contra a condenação em primeira instância do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e contra as reformas trabalhista e previdenciária, entoando gritos de "Fora, Temer" e "Diretas já".

A presença de Lula foi prometida por um dos organizadores que discursava no carro de som. Também falou o presidente do diretório municipal do PT, Paulo Fiorillo. "Se eles querem ganhar a eleição, que ganhem na urna. Eleição sem Lula é fraude", disse.

Encontradas aos montes nas manifestações da direita, não se veem muitas bandeiras do Brasil no ato a favor de Lula. Por isso, se destaca na multidão o padeiro Valdimar Gregorio, 38, envolvido pelo tecido verde e amarelo.

"Confio no Lula e acho que ele é inocente", afirma. Questionado se Lula foi o melhor presidente, ele devolve a pergunta: "Hoje tenho uma casa, outra alugada, um carro, tudo através do Lula. Por que não seria o melhor presidente para mim?".

A professora Mariana Prates, 29, também credita a Lula uma melhora de vida. "Junto à Dilma foi o melhor presidente, o que mais olhou para as causas sociais. Fui bolsista 100% do Prouni."

Para a professora Rosalva Portella, 62, a idade não foi impedimento para comparecer ao ato. "Tenho idade para estar em casa, mas estou aqui. Temos que ter consciência coletiva. Não aceito a política hegemônica que acontece hoje", diz.

Segundo ela, a reforma trabalhista foi um ultraje contra todos os trabalhadores e contra as "conquistas que lutou para conseguir".

A professora também critica o Judiciário, que considera partidário. Para ela, a condenação de Lula foi precipitada. "Fundamento jurídico baseado em hipóteses? Todo cidadão vai ficar vulnerável."

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