Política

POLÍTICA

Bolsonaro retira da Funai a demarcação
de terras indígenas

Na prática, as demarcações passam agora às mãos dos ruralistas

FOLHAPRESS

02/01/2019 - 07h58
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Confirmando temor de indigenistas e indígenas, o presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ), em um de seus primeiros atos na Presidência, esvaziou a Funai (Fundação Nacional do Índio) ao destinar ao Ministério da Agricultura uma das principais atividades executadas pelo órgão indigenista nos últimos 30 anos: a identificação, delimitação e demarcação de terras indígenas no país.

A mudança consta de medida provisória assinada por Bolsonaro que estabelece a nova estrutura do governo federal e divulgada em Diário Oficial na noite desta terça-feira (1), poucas horas depois da posse do presidente.

O presidente, Jair Bolsonaro, participa de coquetel no Palácio do Itamaraty Marcos Brandão /Senado Federal O presidente Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro e o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo posam para foto em evento no Itamaraty   

Na prática, as demarcações passam agora às mãos dos ruralistas, adversários dos interesses dos indígenas em diversos Estados. O Ministério da Agricultura é comandado pela líder ruralista Teresa Cristina, deputada federal pelo Mato Grosso do Sul.

A retirada das demarcações do âmbito da Funai aprofunda o esvaziamento do órgão, criado em 1967 em substituição ao SPI (Serviço de Proteção ao Índio), fundado em 1910.

A equipe de transição de Bolsonaro já havia anunciado que a Funai seria transferida do Ministério da Justiça e passada ao Ministério de Direitos Humanos, comandada pela pastora evangélica Damares Alves. Agora, perde a capacidade das demarcações, submetida a outro ministério.

Uma das principais líderes indígenas do país e ex-candidata a vice-presidente na chapa de Guilherme Boulos (PSOL), Sônia Guajajara afirmou em uma rede social na noite desta terça-feira que "o desmanche já começou".

"A Funai não é  mais responsável pela identificação, delimitação , demarcação e registro de Terras Indígenas. Saiu hoje no Diário Oficial da União. Alguém ainda tem dúvidas das promessas de exclusão da campanha?", indagou Guajajara.

A mesma MP de Bolsonaro também altera a política de identificação e demarcação de territórios quilombolas, descendentes de escravos. Com a MP, Bolsonaro retirou essa atividade do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e a repassou para a Agricultura.

Uma terceira frente atingida pela MP e repassada à Agricultura trata do Serviço Florestal Brasileiro, até aqui sob a responsabilidade do Ministério do Meio Ambiente. 

ELEIÇÕES 2026

"Barbosinha reúne todas as qualidades para isso", diz Riedel sobre vice em 2026

Governador de MS sinalizou que Barbosinha é quem lhe agrada para ser seu vice novamente

31/03/2026 11h40

Riedel, durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (31), no evento de filiação do Republicanos

Riedel, durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (31), no evento de filiação do Republicanos MARCELO VICTOR

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Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), sinalizou que o seu vice-governador, José Carlos Barbosa, mais conhecido como Barbosinha, é quem lhe agrada para ser novamente seu vice, nas eleições 2026.

Mas, ressaltou que, por ora, não há nada decidido e quem todos são apenas pré-candidatos.

“Barbosinha reúne todas as qualidades para isso. Só que lá na frente, nas convenções, é que serão decididas as candidaturas. Inclusive, eu vou ser decidido pela coligação de partidos. Então, essa é uma definição nas prévias, nas convenções de julho. Hoje, todos são pré-candidatos. Ninguém tem candidatura posta”, detalhou Riedel, durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (31), no evento de filiação do Republicanos.

Interrogado se vai concorrer a vice-governadoria, Barbosinha afirmou que trabalhou por três anos para que a parceria com Riedel seja mantida.

“Isso é um processo em construção. Vice não é candidato, vice é construção política. Obviamente que eu caminho ao lado do governador Eduardo Riedel e, ao longo desses três anos, eu tenho procurado realizar todos os esforços para que a chapa possa ser mantida”, pontuou.

Barbosinha saiu do PSD e se filiou ao Republicanos na manhã desta terça-feira (31).

BIOGRAFIA

José Carlos Barbosa, mais conhecido como Barbosinha, tem 61 anos e nasceu em 26 de outubro de 1964.

É advogado. Foi secretário de Estado e Segurança Pública em 2016. Assumiu a Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul) em 2007. 

Foi presidente da Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (AESBE) em 2012. Foi deputado estadual de MS de 2014 a 2016. Em 2019, foi eleito para o segundo mandato como deputado estadual.

Atualmente, é vice-governador de Mato Grosso do Sul, ao lado de Eduardo Riedel (mandato 2023-2026).

ELEIÇÕES 2026

Brasileiros vão às urnas em 4 de outubro (1° turno) e 25 de outubro (2° turno) para eleger parlamentares para o mandato 2027-2030.

Os cargos em disputa são presidente, governadores, senadores (duas vagas por estado), deputados federais e deputados estaduais/distritais.

ELEIÇÕES 2026

Aumenta lista de secretários que deixarão governo para disputar eleições; veja nomes

Exonerações devem ser publicadas no Diário Oficial desta quarta-feira (1°)

31/03/2026 11h00

Eduardo Riedel, em coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (31), no evento de filiação do Republicanos

Eduardo Riedel, em coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (31), no evento de filiação do Republicanos MARCELO VICTOR

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Lista de secretários que deixarão o Governo de MS para disputar as eleições 2026 aumentou.

Agora, são cinco no total. Veja quais:

  • Jaime Verruck, secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação – vai concorrer a deputado federal
  • Frederico Felini, secretário de Estado de Administração – vai coordenar a campanha eleitoral do PP em MS e também pode ser um possível candidato
  • Viviane Luiza, secretária de Estado da Cidadania – vai concorrer a deputada federal
  • Marcelo Miranda, secretário de Estado de Turismo, Esporte e Cultura – vai concorrer a deputado estadual
  • Fernando da Silva Souza, subsecretário de Políticas Públicas para Povos Originários - vai concorrer a deputado estadual

Os quatro primeiros nomes haviam sido noticiados pelo Correio do Estado nesta segunda-feira (30). O nome de Fernando Souza é novidade e foi divulgado nesta terça-feira (31).

O prazo para que todos deixem as pastas é até 4 de abril, exatamente seis meses antes das eleições.

As exonerações devem ser publicadas no Diário Oficial Eletrônico nesta quarta-feira (1°).

Os nomes foram anunciados pelo governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), na manhã desta terça-feira (31), no evento de filiação do Republicanos.

Quem fica no comando das pastas serão os secretários-adjuntos. Com isso, os substitutos serão:

  • Artur Falcette, na Semadesc
  • Alessandro Menezes de Souza, na Cultura
  • José Francisco Sarmento Nogueira, na Cidadania
  • Roberto Gurgel, na Administração

Ainda não se sabe quem ficará na Subsecretaria de Povos Originários.

ELEIÇÕES 2026

Brasileiros vão às urnas em 4 de outubro (1° turno) e 25 de outubro (2° turno) para eleger parlamentares para o mandato 2027-2030.

Os cargos em disputa são presidente, governadores, senadores (duas vagas por estado), deputados federais e deputados estaduais/distritais.

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