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PESO POLÍTICO

Mato Grosso do Sul ganha
destaque no governo Bolsonaro

Estado nunca teve dois ministros e mais quatro ocupando funções de grande relevância

13 FEV 19 - 07h:00IZABELA JORNADA

Pela primeira vez, Mato Grosso do Sul tem maior representatividade no governo federal. O fato inédito é o Estado ter dois ministros: Tereza Cristina, na Agricultura, e Luiz Henrique Mandetta, na Saúde. Os dois são do DEM. A nomeação do capitão da PM, Cláudio César Felipe, para chefe de gabinete do ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, general Santos Cruz, mostrou a força do Estado no governo de Jair Bolsonaro.

Mais um capitão, agora do Exército, Brás Luiz Sérgio, assumiu o cargo  de chefe de gabinete do general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional. Outro sul-matogrossense, Edson Garcia, está no comando das Centrais Elétricas de Brasília.

Os deputados estaduais comentaram, ontem, a nomeação do capitão em importante cargo dentro do Palácio do Planalto. “Nunca tivemos na história de Mato Grosso do Sul tanto prestígio como estamos tendo com essas atitudes de Bolsonaro”, declarou o deputado João Henrique Catan (PR).

De acordo com os parlamentares, a escolha de Felipe é em razão da experiência que ele tem na área de segurança, já que essa é uma das principais pautas de Bolsonaro. “Ele [Felipe] sempre foi acima da média, tem competência profissional nas técnicas utilizadas por policiais no combate ao crime”, salientou o deputado Coronel David (PSL). 

O deputado, correligionário do presidente, acredita também que o ministro da Justiça, Sergio Moro, ficou sabendo do conhecimento de Felipe e isso pesou para a sua escolha para desempenhar a função. “Além de ele entender do funcionamento das polícias, ele entende do funcionamento da máquina pública e vai poder auxiliar o general, sem contar que ele será um porta-voz do Estado”, afirmou o deputado do DEM José Carlos Barbosa, o Barbosinha.

O deputado Felipe Orro (PSDB) acredita que a nomeação do capitão vai promover olhar diferenciado para a questão de fronteira, não só do Estado, mas de todo o País. “Vai diminuir o tráfico de drogas e principalmente combater as milícias do Rio de Janeiro e de São Paulo, e ele poderá utilizar a polícia daqui, os agentes aqui têm muita experiência, e teremos ações mais imediatas para o Estado”, declarou o tucano.

Até mesmo os petistas destacaram a nomeação do capitão como importante para colocar o Estado no cenário nacional. “É fundamental que essa seja a pauta mais importante do governo, pois não passamos um dia sem que alguém seja assassinado na fronteira”, disse o deputado Cabo Almi.

O deputado Lídio Lopes (Patriotas) também ficou animado com a nomeação de Felipe e, na oportunidade, ressaltou a participação especial do procurador de Justiça Sérgio Harfouche, que está atuando no Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, a convite da ministra Damares.

O procurador está contribuindo no desenvolvimento do programa para prevenir a evasão e violência escolar (Proceve), projeto de autoria de Harfouche e que foi implantado no estado de Mato Grosso do Sul.

Além do procurador e do capitão que foi nomeado para ser chefe de gabinete do secretário de Governo, os deputados lembraram de outros sul-mato-grossenses que estão compondo a equipe de Bolsonaro.
Os deputados destacaram a possibilidade de a senadora Simone Tebet (MDB) ser a presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), a mais importante do Senado, para consolidar ainda mais a força política do Estado no cenário nacional.

“Uma comissão de grande relevância como essa, e ainda ter uma conterrânea nossa assumindo a presidência, é de extrema importância para o Estado”, comentou o correligionário da senadora, deputado Márcio Fernandes.

INDICAÇÕES

De acordo com os deputados, as nomeações de sul-mato-grossenses para compor o governo de Bolsonaro, além de terem sido escolhas técnicas, aconteceram também pelo fato de o presidente ter morado no Estado durante o tempo em que serviu como tenente, entre os anos de 1979 e 1981, no 9° Grupo de Artilharia de Campanha do Exército Brasileiro, em Nioaque. “Ele morou aqui e sabe dos anseios e necessidades do Estado”, completou Lídio Lopes.

Bolsonaro morou em Nioaque por três anos e, em dezembro de 2018, o presidente mandou mensagem por áudio aos combatentes. Na mensagem, ele elogiou o município e prometeu uma visita durante seu mandato.

Além dos elogios voltados a Nioaque, Bolsonaro contou um pouco dos momentos em que viveu no município que, segundo ele, fez parte de sua trajetória.

“É motivo de satisfação e de orgulho dirigir a palavra a todos vocês e dizer que os momentos que passei aí, por três anos, onde tive o primeiro filho, obviamente marcaram minha vida”, disse o presidente anteriormente.

 

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