Campo Grande - MS, sexta, 17 de agosto de 2018

MIRANDA

Marun acredita que 250 deputados serão favoráveis a Temer em votação

Deputado afirma que o ex-procurador-geral, Rodrigo Janot, está mais fraco

21 OUT 2017Por YARIMA MECCHI E SILVIA FRIAS, DE MIRANDA11h:20

 O deputado federal Carlos Marun (PMDB) está confiante que a Câmara dos Deputados votará como a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em favor a rejeição da denúncia do presidente Michel Temer (PMDB) e dos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência).

Durante agenda presidencial em Miranda, Marun disse que a votação no dia 25 deve ocorrer dentro dos conformes do esperado. Ele acredita que 250 dos 513 parlamentares votem a favor do presidente.

Em uma primeira votação o parecer do relator, o deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), teve aprovação por 39 votos a 26. O texto pede o arquivamento da denúncia por organização criminosa com base nas delações do empresário Joesley Batista e do operador financeiro Lúcio Funaro.

“Sempre temos aquelas lombrigas que sacodem na barriga. Os deputados que não se sentem contemplados. Devem ser cerca de 250 favoráveis pela aprovação do relatório”, apostou.  

Conforme o jornal Estadão, os votos dessa semana diminuíram com relação a votação da primeira denúncia, quando a CCJ aprovou relatório a favor de Temer por 41 votos a 24. Na época, o peemedebista foi acusado por corrupção passiva.

O deputado estava pescando no Pantanal e aproveitou agenda de Temer em Miranda para ir ao município. Justificando sua confiança em mais votos favoráveis, ele pontuou que o ex-procurador-geral da União, Rodrigo Janot, está mais fraco.

“A denúncia é mais fraca, denunciante está mais frágil e o Brasil está melhor etapa”, pontuou o parlamentar.

A Odebrecht ingressou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STJ) acusando que o vazamento do vídeo, que estava sob sigilo, da delação de um funcionário que trabalhava na Venezuela foram promovidos pela Procuradoria-Geral da União, enquanto Janor ainda estava no comando.

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