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Campo Grande - MS, segunda, 19 de novembro de 2018

FORÇA POLÍTICA

Mandetta é mais um cotado
para Ministério da Saúde

O deputado seria o segundo de MS a compor a equipe de Bolsonaro

10 NOV 2018Por ADILSON TRINDADE07h:00

Mato Grosso do Sul pode ter dois ministros na equipe do presidente eleito, Jair Bolsonaro, se confirmar a indicação do deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM). O primeiro nome escolhido foi o da deputada federal Tereza Cristina, também, do DEM, para ocupar o Ministério da Agricultura. Bolsonaro atendeu pedido da bancada ruralista para colocar a deputada na pasta, que é hoje a principal líder do setor do agronegócio do Brasil.

Além de Tereza e Mandetta, na gestão do presidente Michel Temer, tem outro sul-mato-grossense alojado no Palácio do Planalto. É o deputado federal licenciado Carlos Marun (MDB), como ministro-chefe da Secretaria de Governo.

Mandetta não concorreu à reeleição por motivos particulares. Mas  ajudou diretamente na elaboração do programa da área de saúde de Bolsonaro. E, como um parlamentar reconhecido por ser atuante nos debates na Câmara dos Deputados sobre setor de saúde pública, tornou-se alvo de especulação para ocupar ministério de Bolsonaro.

Na quinta-feira (8), O Antagonista publicou nota indicando a cogitação do deputado Luiz Henrique Mandetta para assumir o Ministério da Saúde do governo de Jair Bolsonaro. 
O site destacou ainda a especialização de Mandetta como médico ortopedista pediátrico, com MBA em gestão de sistemas de saúde.

A coluna da Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, destacou entrevista de Mandetta na rádio CBN. Ele disse que “o encantaria muito reconstruir o sistema de saúde” no governo de Bolsonaro.
Há também até um abaixo-assinado em defesa do nome do deputado sul-mato-grossense, “Petição Mandetta no Ministério da Saúde”, lançado na internet. Segundo a coluna, Mandetta disse não ter conversado com Bolsonaro nem com interlocutores dele para tratar do Ministério da Saúde.

Bolsonaro evita falar em público, no momento, sobre o Ministério da Saúde. O primeiro nome ventilado para ocupar a pasta foi o do presidente do Hospital do Câncer de Barretos, o médico Henrique Prata. Outra aposta para o ministério seria o empresário e médico oncologista do Rio de Janeiro, Nelson Teich.
O nome de Mandetta, no entanto, ganhou força depois de participar das reuniões de elaboração do plano de governo de Bolsonaro relacionado à área de saúde. Ele defendeu a proposta de definir carreira de Estado para o setor.

Mandetta considera fora de propósito improvisar o sistema com médicos de outros países, como Cuba. Os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff investiram em médicos cubanos para atendimento básico da população mais carentes do interior do Brasil.

O deputado federal sempre criticou, na Câmara dos Deputados, o plano do governo de montar sistema de saúde com improviso. Por ser estudioso na área, Mandetta tem dados completos sobre o sistema no País.
Como é contra a improvisação, Mandetta defende a proposta de promover o SUS na sua plenitude, levando médicos para os lugares mais remotos do País, com a garantia de ser bem remunerado e em condições de atuar no atendimento.

 

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