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APOSENTADO

Odilon recua e diz que em 2022 deve se candidatar ao governo

Juiz federal já concorreu ao Executivo estadual, mas perdeu para Reinaldo Azambuja no pleito de 2018
29/01/2020 10:30 - YARIMA MECCHI


 

O juiz federal aposentado e ex-candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, Odilon de Oliveira, recuou com relação à disputa pela Prefeitura Municipal de Campo Grande em outubro deste ano e disse que seu foco é 2022, quando deve novamente concorrer ao Executivo estadal.

Odilon disputou pela primeira vez um cargo eletivo em 2018. Aposentado, o juiz federal estava filiado ao PDT e conseguiu ir para o segundo turno contra o então candidato à reeleição, Reinaldo Azambuja (PSDB). Mesmo ganhando, o resultado foi apertado para o tucano; Reinaldo teve 677.310 (52,35%) votos, sendo 60.888 a mais que Odilon. O juiz aposentado foi a escolha de 616.422 eleitores, que repsentaram 47,65% dos votos válidos. 

Questionado pelo Correio do Estado se já definiu qual partido deve se filiar este ano, Odilon disse que ainda está conversando com agremiações e a decisão deve ser tomada nos próximos dias. 

Diferentemente do discurso de outubro de 2018, em que o mesmo disse após a derrota no segundo turno que começaria a caminhada pelo Executivo de Campo Grande, Odilon está mais contido e cogita a possibilidade de apenas apoiar um nome. “Por enquanto não tem nada decido. Agora que acabou o recesso e os feriados, podemos conversar com os partidos. A gente tem conversado e sem fazer compromisso. Se eu não me candidatar, eu irei apoiar alguém”, ressaltou. 
Questionado sobre sua fala após segundo turno, o juiz aposentado disse que não se recordava.

Odilon vem demonstrando que não deve disputar a eleição na Capital desde que se desfiliou do PDT, em julho de 2019. Ele tem destacado que deve seguir para um pleito no interior do Estado. Os municípios de Dourados e Três Lagoas seriam a prioridade do possível candidato. 

O que chama atenção é uma nova mudança no discurso do magistrado aposentado. Odilon vem dizendo que caso não concorra em 2020, apoiará um candidato. Seria uma maneira de não ficar de fora do pleito. 

O ex-candidato ressaltou que seu foco é o pleito de 2022, quando poderá novamente disputar uma campanha para o governo do Estado ou então para o Senado Federal, podendo ter nova disputa com Reinaldo Azambuja – conforme bastidores, o governador deve concorrer a senador ou deputado federal. 

“Em 2022, eu pretendo me candidatar; não sei se ao governo ou o Senado”.

Quando deixou o PDT, Odilon destacou que deveria procurar um partido mais de direita e que tenha compatibilidade de ideias. Em 2018, durante a eleição, mesmo com Ciro Gomes concorrendo à Presidência do Brasil, Odilon declarou apoio ao então candidato Jair Bolsonaro – que foi eleito no segundo turno, disputado contra o candidato do PT Fernando Haddad. 

Família

Um dos filhos do juiz federal aposentado é vereador em Campo Grande, Odilon de Oliveira Júnior, e deve sair do PDT quando começar a janela partidária, no dia 5 de março.

Questionado se ele e o filho devem seguir para a mesma agremiação, o juiz federal aposentando alegou que não necessariamente estariam no mesmo partido no pleito de 2020.

Na visão do pai, como ambos têm o mesmo nome, não precisam pedir votos. “Obrigatoriamente e necessariamente não ficaremos no mesmo partido. A candidatura dele é para vereador, e o minha, prefeito. Não tem obrigação de pedir voto. Como é pai e filho, não tem necessidade de ficar no mesmo partido”, disse o juiz, reafirmando que pode concorrer como prefeito em alguma cidade do interior do Estado. 

Campo Grande

Na disputa pelo Executivo da Capital, ainda não há muitos nomes que devem concorrer contra o prefeito Marcos Trad. O único partido que lançou pré-candidato até o momento foi o Solidariedade, com o ex-secretário de Governo Marcelo Miglioli. 

Felpuda


Certa pré-candidatura à Prefeitura de Campo Grande nasceu com grandes brechas que certamente serão usadas pelos adversários no período da campanha eleitoral, segundo voz corrente nos bastidores políticos. Uma delas: como o postulante vai dizer que fará boa administração se no período em que administrou conhecida instituição passou boa parte do tempo reclamando de crise financeira e ameaçando fechar as portas?