Campo Grande - MS, domingo, 19 de agosto de 2018

CPI no Estado

JBS pode ser condenada a ressarcir Estado em mais de R$ 200 milhões

Se irregularidades forem comprovadas, deputados vão pedir ressarcimento

15 AGO 2017Por Izabela Jornada19h:36

A JBS poderá ser condenada a ressarcir o governo do Estado em mais de R$ 200 milhões se a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa conseguir comprovar irregularidades fiscais da empresa.

"Esse valor pode ser bem maior, pois os R$ 200 milhões se referem apenas ao primeiro Termo de Acordo de Regime Especial (TARE)", disse o presidente da CPI, deputado Paulo Corrêa (PR).

O republicano alega também que o valor do investimento cedido à empresa, no primeiro acordo, foi de R$ 90 milhões. "Porém se forem comprovadas as irregularidades teremos correção monetária e multa", explicou Corrêa. 

O deputado e vice-presidente da CPI, Eduardo Rocha (PMDB), encaminhou requerimento ao Ministério Público Federal (MPF) solicitando detalhamento do acordo de leniência que os donos da JBS, Wesley e Joesley Batista, fizeram com a União.

O valor do acordo de ressarcimento entre a empresa e a União é de R$ 10,3 bilhões. "Pressionar o MPF para saber se tem valores que podem vir para os estados", disse Rocha.

Visitas 

De acordo com o vice-presidente da CPI, há "fortes" indícios de irregularidades praticados pela JBS. "Amanhã (16) vamos à planta de Ponta Porã e analisaremos 330 notas".

A equipe vai sair às 4h de Campo Grande e a análise deverá durar de três a quatro horas. "A equipe será composta por três auditores fiscais, um assessor de cada deputado e a imprensa", disse Corrêa.

Na terça-feira que vem (21), os parlamentares farão reunião fechada para avaliar a visita.

Rocha disse também que os Tares feitos entre a empresa e o Estado exigiam melhorias e investimentos nas plantas. "Vamos analisar se esses investimentos foram cumpridos. Se aumentaram o número de empregos. Se compraram os maquinários", explicou o parlamentar. 

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