RENÚNCIA FISCAL

JBS é suspeita de 'embolsar' <br>R$ 350 milhões indevidamente

CPI apurou irregularidades em benefícios de R$ 99,7 milhões
15/07/2017 04:00 - DA REDAÇÃO


 

A CPI da JBS já encontrou irregularidades em um dos TAREs (Termo de Ajustamento de Regime Especial) que provocou prejuízo de R$ 99,7 milhões a Mato Grosso do Sul.

A suspeita do presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, deputado Paulo Corrêa (PR), é da JBS ter sido beneficiada, sem cumprir acordos dos benefícios fiscais, com R$ 350 milhões sobre o total de R$ 1 bilhão em investimentos.

Esse valor “embolsado” pela empresa de frigoríficos seriam suficiente para custear o décimo terceiro salário dos servidores estaduais este ano.

“Vamos atrás disso, constatada essa inidoneidade, queremos nosso dinheiro de volta com juros, multa e correção monetária”, declarou o presidente da CPI, deputado estadual Paulo Corrêa (PR).

Até o momento, a comissão analisou 1082 das 1800 notas fiscais do TARE firmado entre o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e a JBS. Neste termo, o incentivo de R$ 99,7 milhões concedido à empresa, teria que ter a contrapartida de R$ 285 milhões em investimentos no Estado.

No entanto, apesar do valor disponibilizado, a CPI verificou que a JBS não cumpriu com os compromissos pactuados como, por exemplo, a geração de emprego.

A proposta, de acordo com a investigação na Assembleia Legislativa, só ficou no papel. A CPI apurou, inclusive, a falta de fiscalização do governo estadual para cobrar o cumprimento de acordos e aplicação de sanções.

*Leia reportagem, de Tavane Ferraresi, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

smaple image

Fique por dentro

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo, direto no seu e-mail.

Quero Receber

Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".