Política

DEPUTADO X GOVERNADOR

Pelo Twitter Capitão Contar (PSL) denuncia Reinaldo Azambuja

Depois de denunciar Reinaldo Azambuja no Twitter, Capitão Contar (PSL) agora diz não saber quem superfaturou cestas básicas

Continue lendo...

A defesa do deputado estadual Renan Contar, o Capitão Contar (PSL), se apoia no princípio da imunidade parlamentar para não ter de provar as acusações feitas por ele, de superfaturamento na compra emergencial de cestas básicas pelo governo do Estado em abril último. 

Os alimentos foram comprados pelo governo do Estado, e foram distribuídos para famílias carentes e indígenas, como ações para mitigar os danos da pandemia de Covid-19, a doença causada pelo coronavírus. 

Por causa das acusações de Contar no Twitter, o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), interpelou Renan Contar na Justiça para que ele provasse o suposto superfaturamento na compra das 60 mil cestas básicas por R$ 5,8 milhões.  

Na mesma interpelação, quando perguntado pelos advogados de Azambuja sobre quem seria o autor do suposto superfaturamento, Contar admitiu não saber precisar, neste momento, quem seriam os responsáveis, e que “não cabe a ele imputar culpa ou dolo a qualquer integrante da administração”.  

IMUNIDADE

O princípio da imunidade parlamentar, previsto na Constituição Federal e também na Constituição de Mato Grosso do Sul, isenta o parlamentar de qualquer responsabilidade civil, penal ou administrativa disciplinar, decorrente de seus votos, palavras ou opiniões feitos no exercício do mandato, ou em função dele.  

Para os advogados de Reinaldo Azambuja, Capitão Contar (PSL) extrapolou a blindagem que a Constituição dá aos parlamentares no exercício de seus mandatos, e indica a possível prática de crimes de denunciação caluniosa e de falsa comunicação de crime.  

Na semana passada, o desembargador João Maria Lós, depois de ter recebido parecer favorável do procurador-geral de Justiça Alexandre Magno Benites de Lacerda, intimou Contar a responder à interpelação de Azambuja em até 48 horas.  

O deputado, que preferiu argumentar sua imunidade parlamentar, acabou respondendo às perguntas feitas por Azambuja, sobre as publicações no Twitter dos dias 2 e 6 do mês passado: na primeira, acusava o governo de superfaturamento na compra de cestas básicas e, na segunda, sugeriu ter sido alvo de perseguição: 

“Após as denúncias que realizei contra possíveis irregularidades nas gestões estadual e municipais, grupos organizados começaram a se articular, divulgando notícias falsas, na tentativa de desconstruir minha imagem e trabalho”.

RESPOSTA:

Ao responder às perguntas formuladas por Reinaldo Azambuja, Capitão Contar (PSL) disse que denunciou a suposta compra superfaturada a órgãos estaduais (Ministério Público e Tribunal de Contas) e federais (Polícia Federal, Controladoria Geral da União e Ministério Público Federal).  

O deputado estadual, porém, não soube dizer quem praticou o fato por ele denunciado. “O requerido não sabe precisar, neste momento, quem seriam os responsáveis pela aquisição das setas básicas”, informou sua defesa, e que continuou afirmando por ter a “prerrogativa de fiscalização”, tem o dever de quando entender que há algum fato em desacordo com a legalidade, levar ao conhecimento das autoridades competentes.  

INDAGAÇÃO:

Ao ser perguntado se no suposto superfaturamento houve participação de Reinaldo Azambuja, o advogado do deputador Renan Contar, Juliano Witzler Ribeiro, afirmou que não cabe ao deputado imputar qualquer culpa ou dolo a qualquer integrante da administração do Estado.

Sobre a metodologia utilizada por Capitão Contar (PSL) para chegar à conclusão de que houve superfaturamento, a defesa do deputado informou que orçou os mesmos ítens da cesta básica por R$ 81,11 em um supermercado varejista, enquanto a administração estadual paga R$ 97 da empresa, Tavares & Soares Ltda.  

INDAGAÇÃO:

Por fim, ao ser indagado pelo advogado de Reinaldo Azambuja, Ari Raghiant, se saberia afirmar quais grupos organizados começaram a se articular depois de sua primeira postagem, quem integra tais grupos organizados, e se houve participação de Reinaldo Azambuja nestes grupos. 

CAPITÃO CONTAR (PSL) 

Afirmou que registrou um Boletim de Ocorrência na 3ª Delegacia de Polícia, denunciando ter sido alvo de supostas notícias falsas (fake news), e que nunca vinculou a pessoa física de Reinaldo Azambuja ao cargo público que ocupa, como até hoje nunca imputou qualquer responsabilidade por qualquer ato praticado por ele.

Redirecionamento

Comando Central dos EUA diz que redirecionou 67 navios comerciais em meio a bloqueio ao Irã

Outras 4 embarcações foram desativadas, segundo o Centcom

13/05/2026 22h00

Foto: Divulgação

Continue Lendo...

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom, na sigla em inglês) informou que as forças americanas redirecionaram 67 embarcações comerciais e permitiram que 15 transportando ajuda humanitária passassem desde o início do bloqueio aos portos do Irã há quatro semanas. Outras 4 embarcações foram desativadas, segundo o Centcom.

No início desta semana, as forças americanas garantiram que 2 embarcações comerciais dessem meia-volta para cumprir o bloqueio após comunicação por rádio e disparos de tiros de aviso com armas leves, demonstrando claramente que os EUA seguem cumprindo as determinações de bloqueio.

Em paralelo, o Departamento de Guerra do governo americano informou que firmou novas estruturas de acordos com uma série de novos participantes disruptivos e inovadores comerciais para expandir agressivamente as capacidades de ataque das Forças Armadas.

Os acordos com a Anduril, CoAspire, Leidos e Zone 5 lançarão o programa de Mísseis Conteinerizados de Baixo Custo (LCCM, na sigla em inglês), enquanto um acordo paralelo com a Castelion impulsionará uma iniciativa para ampliar soluções hipersônicas de baixo custo, segundo comunicado divulgado no site do comando.

O esforço permite ao Departamento adquirir mais de 10.000 mísseis de cruzeiro de baixo custo em apenas três anos, a partir de 2027.

Assine o Correio do Estado

Votação

Motta decide votar projeto de lei do governo sobre redução de jornada junto com PEC da Câmara

Deputado gravou um vídeo ao lado dos ministros das Relações Institucionais, José Guimarães

13/05/2026 19h00

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados

Continue Lendo...

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu nesta quarta-feira, 13, votar o projeto de lei enviado pelo governo Lula sobre redução da jornada de trabalho junto com a proposta de emenda à Constituição sobre o tema que tramita na Casa legislativa.

O deputado gravou um vídeo ao lado dos ministros das Relações Institucionais, José Guimarães, e do Trabalho, Luiz Marinho, após reunião na Residência Oficial da Câmara.

Além deles, também participaram do encontro o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o presidente da comissão especial que debate a PEC, Alencar Santana (PT-SP), o relator, Leo Prates (Republicanos-BA), o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), e os deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Luiz Gastão (PSD-CE).

No vídeo, Motta afirma que o encaminhamento da PEC será pela redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas, com dois dias de descanso e sem redução salarial. "Nós queremos também fortalecer as convenções coletivas, para que elas possam tratar das particularidades de cada setor", disse.

Segundo o presidente da Câmara, o projeto enviado pelo governo será necessário para adequar a legislação às mudanças que serão feitas à Constituição pela redução da jornada de trabalho.

O projeto enviado pelo governo tem urgência constitucional, o que significa que precisaria ser votado até o final de maio sob risco de travar a pauta da Câmara.

Segundo o cronograma, os dois textos devem ser votados praticamente juntos. A PEC deve ser votada no dia 26 na comissão especial e no dia 27 em plenário.

A urgência também seria importante para manter a pressão sobre o Senado. Em entrevista na terça-feira, 12, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, manifestou preocupação com a tramitação do texto no Senado.

"É um perigo votar na Câmara a PEC e não votar o PL com urgência constitucional e, como a PEC não tem urgência constitucional, ela é aprovada na Câmara, mas fica dormindo em berço esplêndido no Senado. Esse é um risco real que a sociedade precisa estar atenta para evitar que isso aconteça", disse ele.

Durante coletiva de imprensa para comentar os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), Marinho defendeu que somente a PEC não conseguiria fazer ajuste de jornada.

"Você delega a um projeto de lei a lei específica sobre o assunto esse conjunto dos demais eventuais detalhamentos e complementos que a Constituição delegará à legislação ordinária", disse o ministro. "E seguramente a lei delegará outras questões para as convenções coletivas."

O deputado Alencar Santana também saiu em defesa do projeto do governo e afirmou que o texto "tem detalhes que as propostas constitucionais não trazem corretamente".

"Isso é matéria de projeto de lei. Então o presidente Hugo Motta também dará sequência a esse projeto para que ele possa também com serenidade ser aprovado e a gente assegurar de fato os ganhos aos trabalhadores a partir da discussão que nós estamos trabalhando", disse o parlamentar.

A votação do projeto de lei junto com a PEC era um pleito de Marinho, que argumentava que o texto do governo tratava de especificidades que a proposta de emenda à Constituição não abordava.

Na semana passada, o relator passou a se alinhar com Marinho e disse que havia coisas que não conseguiriam ser vencidas na PEC "pela complexidade do mundo do trabalho".

"Do aspecto formal, eu acho que o ministro Marinho hoje dá um caminho que é isso, de a PEC regular a regra geral e a gente ir para um PL, como até foi feito muito próximo da reforma tributária. O PL vai regular as especificidades", afirmou Prates

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).