LAVA JATO

Delator preso disse que fez doações ao senador Delcídio do Amaral, do PT

Reportagem do Jornal Nacional mostra trecho de depoimento do ex-consultor
01/07/2015 20:32 - DA REDAÇÃO


 

O ex-consultor da Toy, Júlio Gerin Camargo, disse que fez doações ao senador do PT Delcídio do Amaral, líder do Governo Dilma, conforme reportagem publicada no Jornal Nacional, da rede Globo, na noite desta quarta-feira. Ele fez acordo de delação premiada e, em seu depoimento na terça-feira, afirmou que ''privilegiou'' alguns amigos, como ''o Dr. Delcídio''.

As doações a alguns políticos, segundo ele, foram feitas a pedido do então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que atualmente também está preso. Segundo Camargo, tinha o costume de privilegiar com doações "pessoas que eram de minha amizade, como o dr. Delcídio, o dr. Tuma (senador Romeu Tuma, já falecido)..."

Camargo - preso na Operação Lava Jato que apura um grandioso esquema de corrupção na Petrobras - já havia falado de sua ligação com Delcídio, segundo reportagem no jornal O Globo, edição de 22 de abril deste ano. De acordo com a publicação, ele afirmou em seu depoimento à época ter contribuído com as campanhas do petista em 2006 e 2010 em troca de informações que obtinha.

O ex-consultor afirma que ter recebido Delcídio e sua família para almoços, nos quais o senador “apresentava cenários de mercado”.

Ainda segundo a reportagem de O Globo, o delator esclareceu que essas informações eram relacionadas a Petrobras, os próximos projetos da empresa e, ainda ''informações das áreas de Minas e Energia''.

Segundo o Jornal Nacional, Delcídio foi procurado pela reportagem para dar sua versão, mas não foi encontrado.

 

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".