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Campo Grande - MS, terça, 13 de novembro de 2018

EM SESSÃO

Eunício apaga luzes do Senado e
adia sessão da reforma trabalhista

11 JUL 2017Por Folhapress14h:00

A sessão do Senado em que estava prevista a análise da reforma trabalhista nesta terça-feira (11) foi suspensa por volta do meio-dia depois que um protesto da oposição impediu o presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), de sentar-se à mesa.

Irritado, o peemedebista desligou os microfones, apagou as luzes e deixou o plenário dizendo que "nem na ditadura se fazia isso".

A senadora Fátima Bezerra (PT-RN), acompanhada das senadores Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Vanessa Grazziotin (PC do B- AM), se recusou a levantar da cadeira.

Eunício chegou ao plenário às 11h50, quando senadores da oposição já discursavam contra a votação do projeto que modifica as leis trabalhistas.

Ainda em pé, Eunício Oliveira suspendeu a sessão. Depois, as luzes do plenário foram apagadas e os microfones, desligados.

Eunício reuniu líderes dos partidos na presidência para discutir uma saída e tenta retomar a sessão ainda nesta terça. A mesa diretora do Senado decidiu preparar o auditório Petrônio Portella para realizar a sessão.

De acordo com um dispositivo do regimento interno do Senado, em caso de guerra ou calamidade, se houver maioria dos senadores, a sessão pode ser realizada "em qualquer lugar".

A imprensa foi proibida de acessar o local, onde um grupo de manifestantes protesta contra as mudanças nas leis trabalhistas e contra o governo de Michel Temer.

Questionado sobre o que faria com a oposição, Eunício respondeu: "Conselho de Ética para todo mundo". Sem detalhar, o peemedebista sugeriu apenas que "não seria ele" a entrar com uma representação.
O senador Jader Barbalho (PMDB-PA) disse que o que está acontecendo é uma "avacalhação".

"A Oposição tem todo direito de agir, de apresentar, mas uma avacalhação dessa compromete a instituição parlamentar. É uma brincadeira muito perigosa."

Já Paulo Paim (PT-RS) disse ter combinado de conversar com Eunício com Barbalho. "Precisa de um acordo", disse. A proposta do petista é negociar com o presidente do Senado espaço para que ele possa ler seu voto em separado, contrário à reforma.

Paim classificou o episódio de "esculhambação" ao ser questionado sobre a possibilidade de o caso ser levado ao Conselho de Ética da Casa.

O governo tenta mostrar força na votação prevista para esta terça, para quando estava prevista a última etapa de tramitação do projeto.

Levantamento feito pela Folha de S.Paulo mostra que o Palácio do Planalto tem uma margem apertada para conseguir modificar as leis trabalhistas. Apenas 42 dos 81 senadores declaram apoio ao texto. Se todos estiverem presentes, o governo precisa de 42 votos para aprovar a reforma.

Por:  Talita Fernandes, Laís Alegretti e Bruno Boghossian.

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