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Empresas negociam mudar MP do saneamento para aprovar regras ainda neste governo

Empresas negociam mudar MP do saneamento para aprovar regras ainda neste governo

FOLHAPRESS

05/11/2018 - 20h15
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As companhias privadas e as concessionárias públicas de saneamento básico negociam mudanças na medida provisória que altera o marco regulatório do setor para que o texto possa ser aprovado ainda neste governo. 

A ideia é alterar um artigo polêmico, que altera a concorrência entre empresas públicas e privadas, para diferenciar as concessionárias que fazem investimentos - como Sabesp (SP), Sanepar (PR), Copasa (MG) e Compesa (PE)- das empresas estaduais deficitárias. 

O artigo, em sua redação original, causou um forte racha entre as companhias públicas e as privadas. No entanto, há a percepção de que o novo marco regulatório, de modo geral, traz avanços, e que é mais seguro aprovar a MP neste ano -já que pouco se conhece sobre a proposta do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), para o setor. 

O prazo é curto. A MP,  apresentada em julho pelo governo de Michel Temer, perderá  sua validade em 19 de novembro caso não seja aprovada pelo Congresso.

Na semana passada, o relatório do senador Valdir Raupp (MDB-RO) foi aprovado na Comissão Mista responsável por analisar o tema. O texto ainda precisa ser aprovado nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. A ideia é tentar votar o texto na Câmara ainda nesta semana. 

O artigo que tem sido alvo de polêmica altera a forma de contratação das companhias de água e esgoto pelos municípios (que, pela Constituição, são as responsáveis por cuidar do saneamento).

Na prática, a MP obriga os municípios a realizar licitações na hora de contratar ou renovar seus contratos com as concessionárias de saneamento básico.

A mudança foi um pleito das empresas privadas, que reclamavam de concorrência desleal. No entanto, a medida foi atacada pelas companhias públicas.

Até a publicação da MP, as cidades tinham a opção de firmar convênios diretamente com as companhias estaduais, para que estas fizessem o serviço. Uma licitação só seria necessária caso o prefeito tivesse a intenção de contratar uma empresa privada. 

Agora, a Abcon (associação das companhias privadas) estuda uma proposta de texto mais flexível, para conseguir o apoio necessário para aprovar a MP. 

A ideia é diferenciar companhias públicas deficitárias das empresas que não dependem do Estado e que realizam investimentos. A proposta, porém, ainda está em negociação, afirma Percy Soares Neto, diretor da entidade.

"O princípio é não tratar empresas diferentes de forma igual. Tenho empresas que realizam investimentos, estão melhorando a qualidade do serviço. E tem companhias com zero capacidade de investimento. A proposta é manter a necessidade de chamamento público, mas reconhecer a companhia que está avançando", diz ele. 

As concessionárias estaduais, principais opositoras ao artigo, estão abertas a negociação caso haja mudanças no texto, segundo Roberto Tavares, presidente da Aesbe (associação das concessionárias públicas) e da Compesa, concessionária de Pernambuco.

Ele também afirma que é preciso diferenciar as companhias.

"As empresas que não dependem do Estado, que captam recursos no mercado, que têm um plano de investimento rodando, vão ser prejudicadas. É diferente das empresas dependentes do Tesouro para sobreviver. Mas hoje, do jeito que está, nossa ação é para que nossas bancadas votem contra", diz. 

Segundo Tavares, a entidade concorda com o texto da MP, com a exceção do artigo que trata da mudança na concorrência.

O argumento é que a mudança desestrutura a operação de subsídio cruzado entre cidades mais ricas e mais pobres, e que a mudança na forma de contratação faria com que as empresas privadas ficassem apenas com as cidades mais atrativas economicamente, deixando às públicas apenas os municípios mais carentes de estrutura. 

Caso o texto não seja aprovado, as empresas acreditam que o debate será retomado no próximo governo. 

No entanto, ainda não se sabe qual é a proposta de Bolsonaro para o saneamento básico. 

Durante a campanha, o então presidenciável não participou de nenhum debate promovido pelas associações setoriais para expor propostas. Até agora, as entidades tampouco encontraram algum interlocutor dentro da equipe do novo governo. 

eleições 2026

Eleitor tem um mês para regularizar pendências e ficar apto a votar

Basta ir ao cartório eleitoral ou acessar serviço eletrônico do TSE

03/04/2026 16h00

Eleições 2026 acontecerão em outubro

Eleições 2026 acontecerão em outubro FOTO: Divulgação

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O cidadão que pretende tirar o título de eleitor pela primeira vez ou alterar o local de votação tem até o dia 6 de maio para regularizar suas pendências na Justiça Eleitoral.

O prazo também vale para quem precisa regularizar o título de eleitor a fim de votar nas eleições gerais de outubro, quando serão eleitos o presidente da República, o vice-presidente, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.

Para resolver as pendências, o eleitor pode procurar o cartório eleitoral mais próximo ou acessar o serviço eletrônico disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Primeiro título

De acordo com a Constituição, o voto é obrigatório para quem tem entre 18 e 70 anos e facultativo para jovens entre 16 e 17 anos e idosos acima de 70 anos.

Após completar 15 anos, os jovens poderão solicitar a emissão do título de eleitor. Contudo, somente estará apto a votar quem tiver completado 16 anos na data da eleição.

Janela Eleitoral

Termina nesta sexta-feira (3) o prazo da chamada janela eleitoral, período em que os políticos que vão disputar as eleições podem mudar de partido e não serem punidos com a perda do mandato.

Desincompatibilização

Neste sábado (4), encerra-se o prazo para desincompatibilização de agentes públicos que vão participar das eleições. Governadores, prefeitos e ministros de Estado que pretendem se candidatar a outros cargos devem deixar suas funções.

A medida está prevista na Constituição e impede a utilização do cargo para obtenção de vantagens eleitorais.

 

os substitutos

Conheçam os novos titulares de quatro secretarias de Estado da gestão Riedel

Os novatos são José Nogueira (SEC), Alessandro Menezes (Setesc), Artur Falcette (Semadesc) e Roberto Gurgel (SAD)

03/04/2026 07h36

Os secretários Alessandro Menezes, Artur Falcette, José Nogueira e Roberto Gurgel

Os secretários Alessandro Menezes, Artur Falcette, José Nogueira e Roberto Gurgel MONTAGEM

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Em edição extra do Diário Oficial de Mato Grosso do Sul (DOE) publicada ontem, o governador Eduardo Riedel (PP) nomeou os quatro novos titulares da Secretaria de Estado da Cidadania (SEC), da Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura (Setesc), da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) e da Secretaria de Estado de Administração (SAD) para substituírem os antigos titulares que foram exonerados para participar das eleições gerais deste ano.

Como o Correio do Estado já tinha adiantado, o chefe do Executivo estadual decidiu não nomear novos nomes para o primeiro escalão, priorizando a promoção dos secretários adjuntos e, portanto, para a Setesc o novo titular é Alessandro Menezes de Souza, enquanto para a Semadesc é Artur Henrique Leite Falcette, para a SEC é José Francisco Sarmento Nogueira e para a SAD é Roberto Gurgel de Oliveira Filho.


 
CURRÍCULOS

 

Titular da SEC, José Nogueira tem formação acadêmica diversificada, com graduações em Design pela PUC-Rio e em Filosofia pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), além de pós-graduação em Marketing (UCDB/INPG), pós-graduação em Filosofia e Teoria Social e mestrado em Design (PUC-Rio) e doutorado em Educação (UCDB). 

 Ele dedicou 28 anos ao ensino na UCDB, atuando também como professor colaborador nos programas de mestrado e doutorado em Psicologia da mesma instituição. Sua experiência internacional inclui o período como visiting scholar no programa de mestrado e doutorado em Filosofia da Universidade Autônoma do México (Unam).

O scretário José Nogueira ainda tem sua produção presente em livros, revistas, congressos nacionais e internacionais nas áreas de Design, Filosofia, Antropologia, Educação e Psicologia Social.

Já o titular da Setesc, Alessandro Menezes é profissional com graduação em Marketing e Publicidade e bacharelado em Psicologia, com MBAs em Gestão de Projetos e Governança de TI (Uniasselvi), além de Administração Financeira e Orçamentária e Gestão Pública (UniBF), bem como presidente da Ecologia e Ação (Ecoa) de 2000 a 2008.

 Ele atuou em pautas ambientais e integrou o Conselho Nacional do Meio Ambiente e o Fórum de ONGs do Pantanal, além de participação na Rio+10. Em seguida, como secretário-executivo do Instituto SOS Pantanal, de 2009 a 2012, estruturou a governança da instituição e articulou parcerias com lideranças empresariais e ambientais.

Alessandro Menezes ainda atuou como assessor parlamentar federal, de 2012 a 2014, e presidiu o Instituto Municipal de Tecnologia da Informação de Campo Grande, em 2014, enquanto no governo de Mato Grosso do Sul foi superintendente de Tecnologia e Informação entre 2015 e 2016 e entre 2018 e 2022, secretário adjunto de Relações Institucionais, em 2017 e assessor especial da Secretaria de Governo de 2023 a 2026.

O titular da Semadesc, Artur Falcette, faz doutorando pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) com foco em sustentabilidade e tomada de decisão, além de mestre pela mesma instituição e graduado em Gestão de Agronegócios pela Universidade Federal de Viçosa (UFV-MG).

Ele tem ainda MBA pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e é pós-graduado em Liderança Estratégica de Negócios na Ohio University, nos Estados Unidos. Também é especialista em Gestão Financeira e de Projetos e trabalhou em projetos na União Europeia para desenvolvimento de ferramentas de sustentabilidade e de análise de ciclo de vida para as cadeias de produção de soja e pecuária de corte. 

Ainda atuou por mais de 15 anos na iniciativa privada e ingressou no governo do Estado em 2023 e, em seguida, na Semadesc, primeiro como secretário-executivo de Meio Ambiente, secretário adjunto e agora titular da Pasta.

No caso do titular da SAD, Roberto Gurgel, ele é delegado de Polícia Civil desde 2006 e bacharel em Direito graduado pela Faculdade Associação Educacional Toledo e pós-graduado em Direito Constitucional, Ciências Penais, Gestão de Segurança Pública e Inteligência Policial.

 Gurgel também é mestre em Teoria do Estado e Direito Constitucional pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). Em sua carreira na Segurança Pública, foi diretor técnico do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) em 2018 e, em 2022, foi nomeado como delegado-geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.


Desde abril de 2024, é secretário adjunto de Administração, onde também assumiu, desde 2025, a Superintendência de Seleção e Ingresso de Pessoas.

*SAIBA: O primeiro escalão do governador Eduardo Riedel conta com 12 secretários de Estado mais uma procuradora-geral de Estado, um controlador-geral de Estado e a titular do Escritório de Parcerias Estratégicas.

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