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NADA FOI VOTADO

Eleições podem prejudicar trabalhos na Assembleia

Deputados estão dando uma prévia do que será 2020
27/02/2020 10:00 - Izabela Jornada


O ano de 2020 está quase entrando no terceiro mês e os deputados da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul (Alems) já adiantaram que esse ano será atípico, pois ocorrerão as eleições municipais para vereadores e prefeito. Os partidos começaram a se organizar para definirem os pré-candidatos que serão lançados para enfrentar o prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD), em seu projeto de reeleição, bem como a chapa de vereadores e prefeitos no interior do Estado.  

O Legislativo já mostrou que, realmente, os 24 deputados devem caminhar a passos lentos. Isso porque, com três semanas de atividades, nenhum projeto de 2020 foi apreciado em plenário e só depois de oito sessões ordinárias a comissão mais importante da Casa foi criada – a de Constituição, Justiça e Redação (CCJ).

Mesmo com a criação da CCJ, ontem os deputados não se reuniram e o ano na Alems “só vai começar após o Carnaval”, reforçou o deputado Evander Vendramini (PP), que reconheceu que as sessões estão sendo usadas apenas para indicações e debates. “Tem uma ordem do dia, mas só têm requerimentos, né?”, declarou Vendramini ao confirmar que a primeira reunião da CCJ será apenas dia 4 de março.

Gerson Claro, correligionário de Vendramini, também não será candidato, mas ambos estarão empenhados em apoiar a indicação da sigla: o atual diretor da Santa Casa de Campo Grande, Esacheu Nascimento. O projeto do PP é o de concorrer à prefeitura da Capital, e os deputados chegaram a ir à Brasília para convidar a deputada federal Rose Modesto (PSDB), que não aceitou o convite, antes de decidirem por Esacheu.

Evander não será pré-candidato pelo partido, porém, adiantou que vai apoiar a reeleição do prefeito de Corumbá e que viagens poderão ocorrer durante o processo eleitoral.

Além do deputado do PP, outro parlamentar que terá de se dividir para “dar conta do recado” é o deputado Eduardo Rocha (MDB). Ele terá de apoiar seu correligionário Márcio Fernandes na disputa pela Capital e também se dividir para atender sua base em Três Lagoas. “Vou apoiar a reeleição do prefeito Angelo Guerreiro [PSDB]. Vou em março ficar uns dias lá, organizar o partido [MDB], porque a meta é eleger quatro vereadores e podemos até indicar o vice de Guerreiro”, completou.

Outro deputado que reconheceu que o ano de 2020 será atípico em razão das eleições é o parlamentar do Solidariedade Herculano Borges. “Realmente temos de nos atentar para que isso não aconteça, mas o presidente [Paulo Corrêa, PSDB] deve fazer uma reunião com todos para que possamos fazer uma espécie de escala e os trabalhos não sejam prejudicados”, afirmou Herculano ao mencionar que os parlamentares “com certeza” vão faltar, mas terá quórum para apreciar as matérias importantes. “Faltar um ou outro vai acontecer”, disse o deputado.

Herculano adiantou que, mesmo não sendo pré-candidato pelo Solidariedade, ele tem compromisso de apoiar o pré-candidato do partido, Marcelo Miglioli, para concorrer em Campo Grande.  

O deputado Antonio Vaz (Republicanos) afirmou que estará envolvido com o projeto do partido. A sigla vai lançar o presidente estadual Wilson Acosta como postulante ao cargo do Executivo municipal. “E temos vários candidatos a vereadores, na Capital e no interior também”.

Os quatro parlamentares do ninho tucano (Felipe Orro, Rinaldo Modesto, Paulo Corrêa e Marçal Filho) são os únicos que ainda não conseguiram confirmar apoio a nenhum pré-candidato. O deputado Marçal Filho chegou até a recuar da declaração de que seria candidato em Dourados. Isso porque o líder do ninho, governador Reinaldo Azambuja, fez acordos com outros partidos, entre eles o DEM, do deputado José Carlos Barbosa, o Barbosinha. Ele é postulante ao cargo de prefeito em Dourados. O deputado Renato Câmera (MDB) anunciou que vai disputar o Executivo de Dourados com Barbosinha.

Em Campo Grande, o PSDB está fazendo mistério em relação à pré-candidatura. Um dos nomes mais cotados, segundo os próprios integrantes do ninho, é o da deputada Rose Modesto. Ela chegou a dizer que só está esperando o aval do partido para se lançar. “Se o PSDB me der a legenda, eu saio candidata”, disse Rose.

 

Felpuda


Malfeitos que teriam sido praticados em tempos não tão remotos podem ser a pedra no caminho de pré-candidatura que está sendo costurada. As conversas ainda estão nas “ondas da rádio-peão”, mas, com a proximidade da campanha eleitoral, há quem diga que isso se tornará uma tremenda dor de cabeça para quem vai enfrentar as urnas. Pior:  o dito não seria culpado direto, mas sim a sua...  Bem, deixa rolar para ver onde vai parar.