Campo Grande - MS, sábado, 18 de agosto de 2018

pleito governador

Eleição em diretório do PMDB serve de cenário para reforçar nome para 2018

Figurões do partido ressaltaram nome de André Puccinelli

19 AGO 2017Por RODOLFO CÉSAR E GABRIELA COUTO12h:44

A eleição do PMDB para o diretório municipal de Campo Grande serviu para reconduzir o atual presidente Ulisses Rocha para um mandato de mais dois anos e também reforçar a necessidade de o partido ter o nome de André Puccinelli como candidato nas eleições de 2018.

Foram 149 votos que elegeram a chapa única encabeçada por Ulisses. Entre os presentes no diretório, que fica na Avenida Mato Grosso, só a deputada estadual Antonieta Amorim não estava presente por conta de uma cirurgia que fez na boca.

Os demais deputados, tanto estaduais como federal, e senadores participaram do pleito. Ainda teve a visita de Tereza Cristina, que está afiliada ao PSB, mas se prepara para desembarcar para outra sigla. A mais provável é o DEM, onde as negociações estão avançadas, contudo o PMDB não deixa de ser outra opção.

André Puccinelli, que discursou no diretório, fez convite direto para que a deputada federal entre no PMDB. Além dele, o presidente Michel Temer também conversou com Tereza Cristina.

Em tratativas internas, os donos de cargos pelo partido reafirmaram que em 2018 o PMDB não ficará coadjuvante, como aconteceu nas eleições municipais. "Temos candidatos. Eles têm nome e sobrenome. Para senador Waldemir Moka. A governador, André Puccinelli", afirmou Carlos Marun.

A senadora Simonet Tebet exaltou os dois mandatos no Executivo Estadual de André, elencou obras para contextualizar que o pleito a governo de Mato Grosso do Sul precisa ter o nome dele na urna. "O que interessa é que o PMDB vai ser cabeça de chapa. Temos que colocar alguém que sabe a diferença entre governar e saber governar."

André Puccinelli falou sobre críticas que vem recebendo, em uma citação indireta ao governador Reinaldo Azambuja (PSDB), e abordou que "pode deixar de ser vovorista", termo que ele criou para dizer que ficaria de fora das eleições quando terminou seu segundo governo, em 2014.

"A gente entra na política pelos amigos e não deixa pelos adversários", discursou, ao mencionar fala do primeiro presidente do PMDB no Estado e ex-governador Wilson Barbosa Martins, que completou 100 anos em 2017.

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