PREFEITO VETOU A MAIORIA

Veja quais são os vereadores recordistas de emendas

Eduardo Romero aparece em 96 emendas das 333 apresentadas; Quando se trata de emendas individuais, Carlão foi o “campeão"
23/01/2020 10:00 - YARIMA MECCHI


 

Entre as emendas encaminhadas para a Prefeitura Municipal de Campo Grande pelo Poder Legislativo, a maior parte tem a assinatura do vereador Eduardo Romero (Rede). Conforme documento a que o Correio do Estado teve acesso, foram encaminhadas como “emendas de redação aptas a incorporar o presente projeto de lei orçamentária” 333 pedidos dos vereadores. Desses, 96 tem a colaboração do parlamentar. 

De acordo com o relatório da Comissão Permanente de Recurso e Orçamento, foram solicitadas 715 emendas. Porém, já na Câmara Municipal de Campo Grande foram derrubadas 382. Das encaminhadas, apenas 92 foram aprovadas pelo prefeito Marcos Trad (PSD). 

O levantamento feito pelo Correio do Estado analisou que Romero foi responsável por 26 emendas individuais e 70 coletivas – que são propostas por mais de um vereador.

Além disso, o vereador também participa da Comissão Permanente de Finanças e Orçamento, que indicou quatro individuais e cinco coletivas. Nesse caso, os pedidos são assinados pela Comissão, composta por Romero, Odilo de Oliveira (PDT), Dharleng Campos (PP), Delegado Wellington (PSDB) e Betinho (Republicanos).

As emendas coletivas assinadas pelo representante do Rede também têm a participação dos vereadores Ademir Santana (PDT), Ayrton Araújo do PT, Enfermeira Cida (PROS), Carlão (PSB), entre outros. 

O parlamentar pediu em uma das emendas a execução de obras de ampliação da malha cicloviária na Avenida Tamandaré/MS-10, sentido Rochedinho. O pedido custaria R$ 1 milhão, mas foi vetado pelo prefeito, conforme publicação no Diário Oficial de terça-feira (21). 

Outro campeão em pedido de verbas para a administração municipal foi o vereador Ademir Santana. Com apenas uma individual, o parlamentar assina outras 67 – algumas inclusive com o nome de Romero. 

A solicitação individual pede instalação de passarela metálica no Córrego Lagoa, entre a Rua da Árvore e a Avenida das Roseiras, interligando os bairros Bom Jardim e Conjunto Bonança. O custo é de R$ 150 mil e o texto não consta nos pedidos vetados. Porém, outra solicitação de pavimentação primária na Avenida Joana D’arc, no Bairro Pioneiros, foi negada. O custo seria de R$ 1 milhão. 

Entre os campeões de emendas individuais estão os vereadores Carlão, com 31; Romero, com 26; Enfermeira Cida, com 25; Otávio Trad (PTB), com 23; João Rocha (PSDB), com 20; e André Salineiro, com 18. 

Procurado pelo Correio do Estado, o vereador Carlão disse que as emendas são necessárias, mas que não vê com maus olhos os vetos do prefeito. “Alguns vetos a gente pode derrubar, porém outros a gente mantém. A cidade não pode ficar com briga e ser prejudicada. Não tem condição de fazer, tem de rever a emenda e retirar. O Legislativo mostrou que quer ajudar a cidade”, disse.

Ainda de acordo com o parlamentar, a Câmara Municipal tem ajudado o prefeito durante a administração. “Não ficou um projeto de suplementação negado. A prefeitura pode suplementar 5%, mas a câmara votou para mais. Votou para remanejar recursos. Votou mais de quatro Refis, porque a prefeitura falou que não dava conta de pagar folha. Não tem guerra, vamos ter de conversar”. 

Entre os vereadores que não apresentaram nenhuma emenda, estão: Antônio da Cruz (PSDB), Papy (Solidariedade) e Vinicius Siqueira (DEM). Siqueira tinhas duas solicitações entre as 715 que foram analisadas pela Casa. Segundo ele, retirou-as por saber que seriam vetadas. Candidato à reeleição, ele disse que o prefeito tem prejudicado seu trabalho. 

“O prefeito vinha vetando minhas emendas justamente para me prejudicar. Só que ele prejudica a população, que precisa dos investimentos que eu aponto. Ele mira em mim e acerta na cidade. Infelizmente”. Depois, o vereador reformulou a frase, alegando que “parece” que o prefeito quer prejudicá-lo.

O Correio do Estado procurou o vereador Eduardo Romero para falar sobre a grande quantidade de emendas em seu nome, porém, ele não retornou. Na terça-feira, quando saiu o veto do prefeito Marcos Trad, o parlamentar já havia dito que todas as emendas eram necessárias.

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".