Campo Grande - MS, sexta, 17 de agosto de 2018

criminalização

Deputados reagem à ação de
carimbar políticos de bandidos

Para um líder, palavra do delator tem valor absoluto para condenação

5 JUN 2017Por DA REDAÇÃO04h:30

A citação de políticos e autoridades de Mato Grosso do Sul na delação de um dos donos da JBS, Wesley Batista, e de um dos executivos, Ricardo Saud, como beneficiários de propinas, continua gerando perplexidade, insegurança e a sensação de conspiração para criminalizar todos os políticos. Esta é a avaliação de parlamentares sobre o “abalo sísmico” provocado na política com a explosão da delação dos dirigentes da JBS. 

O deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS), um dos principais aliados do presidente Michel Temer, está convicto da existência de movimento conspiratório para derrubar o governo e condenar a classe política.

“Todos os políticos estão sendo tratados como se fossem bandidos”, afirmou Marun.

Esta é preocupação do secretário estadual de Segurança, José Carlos Barbosa, o Barbosinha. Ele concorda com a tese da proposta de aniquilamento dos políticos, porque hoje “a palavra do delator tem valor absoluto, enquanto a palavra de quem é denunciado não tem valor nenhum”.

Para Barbosinha, “estamos vivendo a onda do denuncismo. Isto é ditadura do Judiciário e do Ministério Público”, porque o acusado já está condenado pela opinião pública, sem o direito de se defender.

Diante desse episódio, Marun já vê enfraquecimento do movimento para derrubar Temer do cargo de presidente da República depois do estrago provocado no sistema político com revelação do diálogo com o dono da JBS, Joesley Batista. “O presidente foi vítima de bandidos”, comentou o parlamentar após sair da reunião no Planalto com Temer.

*Leia reportagens, de Adilson Trindade e Izabela Jornada, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

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