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“GAZETEIROS”

Deputados faltosos de sessão podem ter salário descontado

Pedido para desconto foi feito ao presidente da Casa
02/06/2017 04:30 - GABRIELA COUTO


 

Os deputados estaduais conhecidos por ‘matar’ a sessão ordinária na Assembleia Legislativa terão seus salários descontados.

Indignado por ver mais uma vez matérias sendo retiradas de pauta por falta de quórum, o deputado estadual Cabo Almi (PT), pediu ao presidente da Casa de Leis, Júnior Mochi (PMDB), que cumprisse com o regimento interno e punisse os ‘gazeteiros’. 

“Pedi ao presidente para descontar do salário desses faltosos. No caso do trabalhador comum é descontado. Nós homens públicos temos que dar exemplo. Hoje a classe política está tão desmoralizada, desacreditada e se não dermos a volta por cima mostrando trabalho não vamos mudar isso. Minha cobrança eu quero crer que é regimental”, ressaltou o petista. 

Segundo ele, Mochi já havia feito uma reunião com todos os parlamentares anteriormente e pedido para que eles estivessem presentes no momento da votação.

“Temos várias funções como deputado, mas a principal é votar. Esse é o momento que você vota os interesses do Estado. Não justifica o deputado que se elege para legislar e fiscalizar não estar presente neste momento, a menos que ele tenha outro motivo mais importante para não estar ali. E até acho um desrespeito com aqueles que vão trabalhar”, conclui Almi.

É muito comum durante as sessões que acontecem apenas nas terças, quartas e quintas o presidente da Casa suspender o rito para ‘caçar’ deputados no intuito de completar o quórum.

Hoje, para qualquer matéria ser aprovada é preciso no mínimo 13 parlamentares. O processo só acontece no grande expediente, entre as 11h e o meio-dia. Mochi assegurou que o Legislativo vai apurar o motivo das ausências dos demais deputados estaduais.

Felpuda


As conversas vêm acontecendo muito, mas muito reservadamente mesmo, e dão conta de que suplente poderá receber convocação, assumir a titularidade do cargo e por lá ficar por tempo indeterminado. Como é óbvio, tem gente jurando que nunca ouviu nem sequer falar sobre o assunto. O motivo não seria nada ligado a possíveis atos de irregularidades, mas sim por problemas de ordem pessoal.