Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

INVESTIGAÇÃO

Deputados “folgam” na Quarta-feira de Cinzas e CPI da Energisa volta a se reunir em março

Possível baixo quórum motivou cancelamento de reunião
26/02/2020 16:39 - Fábio Oruê


 

Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Energisa não se reuniu nesta Quarta-feira de Cinzas (26), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems). A última reunião aconteceu no dia 19 de fevereiro, onde foi decidido que a próxima só aconteceria no dia 3 de março.

Motivo para “pular” uma quarta-feira seria o medo de não ter o número suficiente de membros presentes para aprovar as atas - são necessários no mínimo três para formar quórum. Por isso decidiram marcar a reunião para a semana posterior ao Carnaval. 

A CPI já sofreu com a falta de quórum na última reunião no dia 18 de dezembro de 2019 - último dia de trabalho do legislativo antes do recesso - onde só compareceram o presidente da comissão e seu relator, Felipe Orro (PSDB) e Renan Contar (PSL), respectivamente. 

Por conta disso, as atas discutidas na 3ª reunião da CPI, que investiga possíveis irregularidades nas contas de energia elétrica no Estado, só foram aprovadas quando o recesso acabou, ou seja, na 5ª reunião com a presença de Orro, Contar e também o vice-presidente José Carlos Barbosa (DEM) - número mínimo para formação de quórum. 

 
 

TROCA NA COMPOSIÇÃO 

Logo quando os trabalhos reiniciaram na Alems, na primeira semana de fevereiro, o deputado Henrique Catan (PL), membro titular da comissão, alegou complexidade nas investigações e pediu para deixar a CPI. Na última quarta-feira, foi empossado o novo integrante titular,  o deputado Lucas de Lima (Solidariedade), que foi indicado para a vaga ocupada por Catan. 

Com isso, a composição atual continua com Felipe Orro na presidência e Barbosinha como vice, Capitão Contar como relator, além de Renato Câmara (MDB) e Lucas de Lima. Antes de Lima entrar para a comissão, o grupo havia tentado, sem êxito, a adesão de Márcio Fernandes (MDB) e Evander Vendramini (PP).  

Criada em 18 de novembro, a CPI da Energisa têm prazo de 120 dias para ser concluída. Já se foram quase 60 dias de trabalho, com sessões de baixo quórum e poucas provas levantadas. A perícia dos relógios, será o primeiro exame de provas a ser realizado, desde a instalação da comissão. A CPI obteve verba de R$ 20 mil para pagar a perícia em 200 relógios da Energisa, cujas leituras resultaram em contas de alto valor e que será feita pelo Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade de São Paulo (USP).

POLÊMICA

Desde antes de sua criação, a CPI já estava envolta em polêmicas. Primeiramente Capitão Renan Contar pediu para que fosse criada a comissão para a investigação, alegando que estava recebendo muitas reclamações de consumidores sobre o aumento abusivo da tarifa de luz. Porém, apenas cinco deputados aderiram a proposta, os demais não quiseram assinar, justificando que o documento de Contar faltava um fato determinado e que ele estaria usando a ideia como palanque para se promover.

Contar é a proposta do PSL estadual, liderado pela senadora Soraya Tronicke, para concorrer a Prefeitura de Campo Grande nas eleições deste ano. Essa questão chegou a gerar conflitos entre o candidato da senadora e o deputado Coronel David (PSL), visto que David era presidente da sigla municipal, mas foi substituído por Contar, a mando de Tronicke. 

A nova proposta de comissão foi apresentada por Orro e diante das evidências apresentadas, os demais 22 deputados assinaram a proposta, inclusive Contar.

 

Felpuda


Pré-candidato pode estar sendo “fritado” sem ao menos perceber. Redes sociais que têm estreitas ligações com ex-cabecinhas coroadas e que prometeram apoio estão enaltecendo que só certo pré-candidato de outro partido. Quem conhece as ditas figurinhas de, digamos, outros carnavais, acredita que está em curso operação sorrateira para mudar internamente os rumos da futura campanha. Trocando em miúdo: ceder a cabeça de chapa.